Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
Diga não à impunidade
Blog Blog   |   Fale Conosco Fale Conosco   |   Cadastro Cadastro   |   Depoimento Depoimento
 
 
 
Você está em: Inicial > memorial > perfil.php

Alana Ezequiel (Bala Perdida)



 


Participe Participe cadastrando seu caso de impunidade.

Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 05/03/2007

Localização: Rio de Janeiro (RJ)

Data de Falecimento: 05/03/2007

Sexo: Feminino Feminino
 

Alana Ezequiel, 13 anos, morreu após ser atingida por um tiro durante confronto entre policiais militares e traficantes do Morro dos Macacos, em Vila Isabel, Zona Norte, em 05/03/2007. A polícia realizava operação no morro para prender um traficante e reprimir o tráfico de drogas. Segundo a PM, a operação foi montada por causa de uma denúncia de que haveria homens praticando assaltos perto do morro.

Como fazia todos os dias, Alana Ezequiel deixou a irmã caçula, de 2 anos, numa creche e voltava para casa, quando foi atingida. Policiais num veículo blindado (“caveirão”) que vasculhavam as imediações da favela após uma incursão foram recebidos a tiros por traficantes, e a menina ficou no meio do fogo cruzado. Baleada na região lombar, ela só teve força para gritar por socorro. Levada para o Hospital do Andaraí, ela morreu quando estava sendo encaminhada para o centro cirúrgico. Os próprios moradores levaram a menina ferida ao hospital.

Quando soube que a filha tinha morrido, a mãe de Alana Ezequiel ficou desesperada. A menina estudava na 5ª série do Colégio Municipal Assis Chateaubriand, em Vila Isabel.

Durante o sepultamento, cerca de cem moradores do Morro dos Macacos fizeram protesto com faixas e cartazes pedindo justiça. Eles acusam a polícia da morte de Alana Ezequiel. A polícia nega que a bala que atingiu a menina tenha sido disparada por algum oficial.

O subcomandante do 6ºBPM (Tijuca), Major Cesar Augusto Souza Rosa, informou que vai ser instaurado inquérito policial militar (IPM) para descobrir se o disparo que matou a menina Alana Ezequiel, de 13 anos, foi feito por policiais militares. Ela foi vítima do fogo cruzado entre PMs e traficantes em uma operação no Morro dos Macacos, em Vila Isabel, na Zona Norte do Rio. 

O major disse  que não estava presente no local onde a menina foi atingida, por isso não tem certeza da origem dos disparos. “Não tenho como informar se foi da nossa parte ou da deles”, afirmou. De acordo com Rosa, 35 policiais militares participaram da operação, que disse ter como objetivo reprimir o alto número de assaltos a carros próximos ao morro, e o tráfico de drogas.
 
Moradores que resgataram a menina Alana Ezequiel, de 13 anos, afirmam que ela foi atingida pelas costas. O auxiliar de estoque Cosme Moreira de Jesus, de 40 anos, ajudou a carregar a menina ferida no tiroteio.“Ela foi atingida em uma ladeira, quando o caveirão estava subindo. O tiro pegou pelas costas”, disse o morador da comunidade, sugerindo que o disparo possa ter partido de policiais.
 
Jorge Souto, de 20 anos, que é ajudante de eletricista, e estava indo trabalhar por volta das 7h, chegou a sujar a camisa e a calça de sangue. Ele disse que se agachou na hora em que polícia e bandidos trocavam tiros. Foi nesse momento que Alana foi atingida na altura do número 400 da Rua Senador Nabuco, de acordo com Souto. “Ela estava subindo e caiu no meio do caminho”, lembrou Souto, que também ajudou a levar a menina ao hospital. 
 
A garota foi baleada nas costas depois de deixar a irmã mais nova na creche na Rua Petro Costino, no alto do morro. Moradores levaram Alana Ezequiel ao Hospital do Andaraí, onde morreu ao dar entrada no Centro Cirúrgico. Segundo a equipe médica, o tiro atingiu a região lombar e danificou órgãos internos. 
 
No tiroteio, no início da manhã desta segunda, dois criminosos, de 18 e 25 anos, morreram a caminho do Hospital do Andaraí, onde está internado o terceiro criminoso que foi baleado na cabeça. O estado dele é grave.
 
O delegado-adjunto da 20ªDP (Vila Isabel), Marcus Neves, vai investigar o caso. Ele solicitou perícia do local, mas já adiantou que a cena do crime não estava preservada, o que deve comprometer a qualidade do laudo dos peritos.
 
O corpo de Alana vai ser necropsiado. Caso seja encontrado projétil de arma de fogo no cadáver da vítima, o delegado disse que vai solicitar laudo de confronto balístico. O exame pode determinar a arma que efetuou os disparos que mataram a menina.
 
De acordo com Neves, armas de oito policiais militares foram apreendidas. Os PMs estavam próximos ao local onde a menina foi atingida. Mas, para ele, é pouco provável a hipótese de que policiais tenham atingido Alana.
 
Três pessoas (dois homens e uma mulher) que ajudaram a socorrer a menina devem ser ouvidos pela polícia ainda nesta segunda-feira (5). Familiares da vítima também são esperados pelo delegado para prestar depoimento. 
 
Na operação, a Polícia Militar apreendeu uma granada, dois revólveres calibre 38 e uma pistola calibre 380 com a numeração raspada, próximo ao lugar onde Alana foi atingida. Posteriorimente, A PM também encontrou, em uma casa, cinco quilos de cocaína, três de maconha, dois litros de cheirinho-da-loló, e material para endolar drogas (uma balança e 2 peneiras).
 
A missa de sétimo dia de Alana Ezequiel foi celebrada na manhã desta segunda-feira (12/03/2007) na Igreja da Candelária, no Centro do Rio.
 
A mãe de Alana, Edna Ezequiel, repetia sem parar: "Justiça". 
 
Na missa, outras famílias de vítimas da violência compareceram, como os pais de João Hélio, morto no dia 7 de fevereiro após um assalto no subúrbio; os pais de Gabriela Prado, morta em 2003 na estação do metrô da São Francisco Xavier e o líder da banda Detonautas, Tico Santa Cruz, que perdeu o guitarrista Nettinho, durante uma tentativa de assalto no Rocha, no subúrbio. Autoridades da segurança do Rio também foram prestar solidariedade. Mas a igreja, com capacidade para mil pessoas, ficou vazia.
 
- É decepção atrás de decepção. Só com a união é que podemos chamar atenção para cobrar alguma coisa - diz a mãe de Gabriela, Cleide Prado.
 
Os parentes também se uniram para fazer um documento que recebeu o nome de “O Rio do bem”, e será entregue às autoridades. Eles pedem parceria entre o poder público e empresários para que possam ser realizados programas sociais.
 
- Estado, população, empresariado, polícia, todos têm que se dar a mão e criar condições para que a população possa dizer aquilo que ela precisa que seja feito - pede Regina Célia Maia, do movimento Rio do bem.

 

Balas Perdidas...quando isso vai ter fim?

O cantor, Leandro Sapucahy, expressou nessa linda música " Bala Perdida" toda a realidade da dor de uma família que perde o seu ente querido, vítima de bala perdida...

 
"Pra nunca mais ver na TV outra mamãe chorar, sofrer...enxugue as lágrimas que rolam em pranto...Deus que cubra a todos com Sagrado Manto!"
 
Abaixo-assinado Movimento O Rio Pede Paz e Gabriela Sou da Paz juntos pelas Famílias Vítimas de Balas Perdidas
 
Por favor Assine e Divulgue a Petição Pública
 

 

Durante o sepultamento, cerca de cem moradores do Morro dos Macacos fizeram protesto com faixas e cartazes pedindo justiça. Eles acusam a polícia da morte de Alana Ezequiel. A polícia nega que a bala que atingiu a menina tenha sido disparada por algum oficial.



Não será publicado.




Desejo Receber Informativos (não enviamos SPAM)





Líbio Chaves Mendonça Orlando Enriquez Alves Gomes Diogo Werneck de Souza Gerlane Nascimento de Lima Louise Sayuri Maeda Fernando Eidi Yoshida Maria Carolina Diniz Graziele Marçal Franco Rodrigo Maia Casemiro André de Souza Daniel Matheus Cavalcanti Ramalho Babila Teixeira Marcos Pedro Lucas Campos Moraes Daniel Ribeiro de Almeida Cirne Míriam Oppenheimer Leão Brandão Carlos Alberto da Silva Ferreira Manoel Maria da Conceição Junior José Edmilson Costa dos Reis Bárbara Guimarães Lopes Vanessa Ferreira Carobene Marcelo Henrique Prade
 
Blogger   Youtube   Facebook   Twitter   RSS