Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Julio César Menezes Coelho (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 18/09/2010

Localização: Rio de Janeiro (RJ)

Data de Nascimento: 22/03/1988 (22 anos)

Data de Falecimento: 18/09/2010

Sexo: Masculino Masculino
 

O Jovem Julio César Menezes Coelho, 22 anos, foi executado na noite de sábado, 18/09/2010, em Cordovil, zona Norte, Eio de Janeiro, por PM que assassinaram o jovem com dois disparados na altura do peito, mostrando o interesse de executar friamente o rapaz.

Julio César Menezes Coelho foi executado, juntamente com outras três pessoas, durante uma ação da Polícia Militar realizada na noite de sábado, 18/09/2010, em Cordovil, zona Norte da capital fluminense. Participaram da operação mais de 30 agentes do 16º Batalhão. De acordo com os relatos das testemunhas,Julio César foi baleado duas vezes no peito e morreu antes de chegar ao hospital. O caso revela bem a forma de atuar da polícia e derruba por terra os argumentos mais corriqueiros utilizados pela polícia, a de que a morte foi acidental e de que a vítima era traficante. O fato de a polícia ter disparado duas vezes no peito mostra que não se tratou de um erro, tampouco de uma bala perdida o que mesmo que fosse verdade não seria justificativa para o assassinato, trata-se de uma execução premeditada. A PM sabia muito bem o que estava fazendo e qual o seu objetivo com os disparos, tanto que atirou duas vezes direto no peito, ou seja, num claro intuito de executar a vítima.

Não bastasse executar o jovem, que sequer possuía qualquer passagem pela polícia, a PM chegou a divulgar uma nota afirmando que "o jovem fazia parte de uma quadrilha que pretendia atacar cabines policiais e assaltar motoristas na Avenida Brasil", (Estadão, 20/9/2010), em seguida foi obrigada a voltar atrás e refazer a nota já que a declaração causou grande revolta entre os amigos, familiares e vizinhos do jovem.

Acusar as vítimas de ser bandido ou traficante já virou uma tradição na Polícia. Um cinismo descarado para tentar ocultar que as ações nada mais são do que uma caçada contra a população trabalhadora e seus direitos. Acreditar que todas as vítimas da polícia são traficantes ou bandidos é o mesmo que acreditar que todos os moradores das favelas são marginais, uma aberração sem tamanho. Isso sem falar no absurdo que é a idéia de que traficantes tem que ser executado. É o mesmo que decretar pena de morte, só que nesse caso sem sequer fornecer ao acusados o direito a julgamento.

A morte do jovem Julio César, deve servir como um exemplo do que ocorre na prática, todos os dias, durante as operações. Essa é a forma de atuar da polícia e das instituições burguesas, não existe nenhuma anomalia nesse caso. Essa é apenas a repetição de milhares de casos que devido a conivência da imprensa capitalista, não foram nem mesmo divulgados justamente para evitar a revolta da população, uma manobra que mais cedo ou mais tarde não vai conseguir se sustentar em virtude da enorme tendência de luta dos trabalhadores.

Julio Cesar Menezes de Coelho, era educando da ONG Ação Comunitária do Brasil (ACB/RJ). O jovem trabalhava como atendente de uma lanchonete e frequentava o local desde os sete anos, tendo passado por diversos cursos como ação escola, auxiliar de cabeleireiro, teatro e dança afro. O coordenador do Núcleo Cidade Alta da ACB/RJ Rogério Máximo conhecia o rapaz e não escondeu a tristeza ao saber do caso:
- Morre um jovem que aspirava o sucesso, independente de raça, religião e opção sexual. O que vimos foi o falecimento de um rapaz que transbordava alegria. Como instituição, acreditamos que o poder público vai se pronunciar e apurar os fatos. O que nos cabe é informar que o jovem tem referências nossas, como de boa índole – afirmou Rogério.

Julio César de Menezes Coelho, trabalhava na loja do McDonald's mais antiga da América Latina, na Rua Hilário de Gouveia, em Copacabana, Zona Sul do Rio, com o uniforme padrão para cumprir as múltiplas funções — caixa, cozinha, sorveteria — no turno da madrugada, entre 23 e 7 horas.

Cerca de 50 pessoas entre amigos, familiares e vizinho do jovem Julio César Menezes Coelho, mais uma vítima das truculentas operações policiais, realizaram na tarde da última segunda-feira (20/09/2010) um protesto na Avenida Brasil contra a execução do jovem.

Os manifestantes bloquearam durante horas os dois sentidos da via e só foram contidos com a chegada do 16º BPM (Olaria), que para variar foi enviado ao local com o objetivo de reprimir duramente a população. Durante o protesto várias pessoas carregaram cartazes chamando os policiais de "assassinos", em mais uma demonstração da enorme revolta e do repúdio da população trabalhadora contra as operações policiais, uma forma de o Estado impor na prática a pena de morte e o extermínio da população trabalhadora.

Os três cabos e o soldado da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro acusados de matar quatro pessoas na Cidade Alta, na zona norte da cidade, entre elas o jovem Julio César, foram afastados da rua e estão cumprindo serviços burocráticos dentro de um batalhão da corporação desde a noite de segunda-feira.

Eles permanecem afastados até que seja concluído o inquérito que apura as circunstâncias das mortes. As armas dos quatro agentes foram recolhidas e entregues para serem periciadas pela Polícia Civil. Os policiais devem ser ouvidos no Inquérito Policial Militar (IPM) na próxima semana.

Os três cabos e o soldado da Polícia Militar (PM) do Rio de Janeiro acusados de matar quatro pessoas na Cidade Alta, na zona norte da cidade, entre elas o jovem Julio César, foram afastados da rua e estão cumprindo serviços burocráticos dentro de um batalhão da corporação.

Eles permanecem afastados até que seja concluído o inquérito que apura as circunstâncias das mortes. As armas dos quatro agentes foram recolhidas e entregues para serem periciadas pela Polícia Civil. Os policiais devem ser ouvidos no Inquérito Policial Militar (IPM).



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