Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
Diga não à impunidade
Blog Blog   |   Fale Conosco Fale Conosco   |   Cadastro Cadastro   |   Depoimento Depoimento
 
 
 
Você está em: Inicial > memorial > perfil.php

Alexandre Andrade Reyes (Assassinato)



 


Participe Participe cadastrando seu caso de impunidade.

Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 23/05/2008

Localização: São Paulo (SP)

Data de Nascimento: 07/04/1990 (18 anos)

Data de Falecimento: 23/05/2008

Sexo: Masculino Masculino
 

O estudante, Alexandre Andrade Reyes, 18 anos morreu ao voltar de uma festa de aniversário. Ele estava em um Corsa na companhia de amigos. Quando estavam na Avenida Engenheiro Arruda Pereira, uma picape Montana vermelha, que guiava na frente deles, freou repentinamente por causa de uma lombada. O amigo de Reyes, que dirigia o Corsa, também brecou. Apesar de não terem se chocado, houve discussão e briga. O motorista da Montana atirou e atingiu o estudante, que chegou morto ao hospital. 

Silvana da Silva Andrade Pivotto, tia de  Reyes, disse que a polícia identificou o proprietário da Montana. "É de um homem que mora em Osasco e teria 58 anos", contou Silvana. A polícia, porém, não confirmou a informação. "Meu sobrinho perdeu a vida por uma coisa muito fútil", desabafou.
 
Mais de cem pessoas acompanharam o enterro. Sobre o caixão, foi colocado um terço e uma camiseta com a frase "Equipe Trilok?s, Zona Show, Sampa". "É a camiseta da nossa turma", disse um jovem que não quis se identificar. Anderson Yuzo Mino, de 18 anos, amigo de infância de Reyes e que estava no Corsa, ajudou a carregar o caixão. "Ele morreu em meus braços", recordou.

Ismael Vieira da Silva, de 23 anos, que matou o estudante Alexandre Andrade Reyes não tem porte de arma. Ismael, que se apresentou à polícia na noite de 28/05/2008, prestou depoimento e afirmou que passou a andar armado mesmo sem ter o porte porque mora num bairro violento. Ele também já tinha passagem pela polícia por receptação.

Como o tempo para um flagrante já se esgotou, ainda não está certo se ele permanecerá detido. De acordo com o delegado seccional, Silvio Balangio Júnior, um pedido da prisão temporária, de 5 a 30 dias, depende do depoimento dele e de outras investigações.

A polícia chegou à casa de Ismael, que no dia do crime dirigia a picape Chevrolet Montana vermelha de seu pai, depois de cruzar dados de registros de veículos no Detran. As testemunhas do crime tinham apenas as letras da placa DPL e os número 12, que poderiam estar em qualquer posição entre os demais. Após o cruzamento de dados, a polícia descobriu que havia um veículo com essas características em São Bernardo do Campo. Na tarde de terça-feira chegaram à casa, mas não encontram o carro e nem o filho do proprietário.
 
Pouco depois, o advogado de Ismael ligou para a delegacia Seccional e se comprometeu a apresentá-lo, se seu cliente não recebesse voz de prisão. O comerciante já tem antecedente criminal. Ele responde a um processo de receptação, em decorrência da prisão de uma quadrilha que roubava motocicletas e ele seria um dos receptadores.
 
Ele foi levado à delegacia e indicou aos policiais o local onde havia escondido o carro com as marca da batida, que motivaram a discussão entre ele e os ocupantes de um Chevrolet Corsa verde.
 
Segundo o comerciante, naquela noite, ele estava com a namorada e, ao diminuir a velocidade para passar em uma lombada, aconteceu a colisão traseira. Foram chamados à delegacia Fernando Marson Pereira, Anderson Yuzo Mino e Lucas Rodrigues Singh, os amigos que estavam com Alexandre, que reconheceram Ismael como sendo o autor do disparo.
- Ele alega que o bairro onde mora é muito perigoso e, por isso, estava andando armado. Não tem porte de arma e registra uma passagem pelo artigo 180, receptação - disse o delegado Sílvio Balanjo.
 
Ismael Vieira da Silva alegou legítima defesa, mas será indiciado por homicídio. Depois do depoimento ele foi liberado, pois não houve flagrante. Ao delegado, o rapaz disse ainda que logo depois do crime jogou o revólver pela janela do carro. A polícia foi ao local indicado e não encontrou nada. A namorada dele, que estava junto na hora do crime, também foi à delegacia.
 
A família de Alexandre também esteve na delegacia.
 
- Nenhuma pessoa normal, de boa índole, sai armada de casa. É um absurdo. O carro não está tombado atrás, a moça passou a arma para ele, segundo os meninos que estavam presentes, então a gente quer que se faça justiça - disse Heitor Reyes, pai de Alexandre.
 
Duas câmeras instaladas bem em frente à porta de entrada de uma empresa de engenharia registraram a movimentação na avenida Engenheiro Armando de Arruda Pereira na hora do crime. A picape dirigida por Ismael passou pela lombada em frente ao prédio às 22h37 e, logo em seguida, o carro onde estava o estudante.
 
Segundos depois, um rapaz corre na calçada e dois veículos voltam de ré. Um dos carros chega a dar meia volta. Na imagem, não é possível identificar as placas dos veículos.
 
Segundo os depoimentos dos jovens que estavam com Alexandre, o carro em que ele estava freou bruscamente, atrás da Montana vermelha. O motorista da picape atravessou o carro na avenida e desceu para discutir. Logo depois, disparou o tiro, que atingiu Alexandre na nuca, e fugiu.
 
- Ele disparou e acabou acertando meu irmão na nuca. Não teve a mínima chance - disse Rafael Andrade Reyes, irmão de Alexandre.
 
Logo depois do crime, um dos amigos chegou a perseguir a caminhonete vermelha, onde estava o agressor, mas um quilômetro a frente houve outra tragédia. O rapaz perdeu o controle da direção do carro e bateu no poste. O motorista que disparou contra Alexandre fugiu e a família está inconformada.
 
- Foi por um motivo muito fútil, por uma coisa totalmente sem explicação. As pessoas simplesmente descem e atiram. A família está desolada. A gente não consegue entender o que aconteceu - disse a tia de Alexandre, Silvana de Andrade.
 
A irmã de Alexandre conta que a mãe não queria que o filho saísse ontem à noite.
 
- Ele pediu permissão para sair. Minha mãe pediu para ele ficar porque estava pressentindo algo de ruim, mas ele não atendeu - contou a irmã Maria Fernanda.
 
Alexandre morava na Saúde, também na zona Sul, e trabalhava em uma empresa de eventos. Ele cursava o terceiro ano do ensino médio.
 
Ddos do Processo:
 
Fórum Central Criminal - Juri
N. 052.08.002421-3/00
1°. Tribunal do Júri
São Paulo-SP 
 
**Pronunciado
 
O acusado, que foi pronunciado em 21 de Outubro de 2009, seria julgado á partir do dia 09/12/2010, no Plenário 7, do Fórum Central Criminal – Júri em São Paulo. Porém, o mesmo, teve um primeiro adiamento, em razão da falta de localização de algumas testemunhas, consideradas e declaradas pelos oficiais, como incertas ou não sabidas.
 
**Mais uma vez adiado o Júri do Caso Alexandre Andrade Reyes,
 
O júri que seria realizado na segunda-feira (09.05.2011), a partir das 13 horas, no Fórum da Barra Funda, no sétimo plenário do primeiro Tribunal de Júri de São Paulo, foi novamente adiado. Embora tenha sido iniciado, o Júri acabou suspenso após desentendimento entre promotoria e defesa. 
 
**Marcada a nova data do Julgamento do Comerciante acusado pelo assassinato de Alexandre Andrade Reyes
 
A Justiça de São Paulo adiou para os dias 26 de setembro e 27 de 2011 o julgamento do comerciante Ismael Vieira da Silva, de 26 anos, acusado de matar estudante cuiabano Alexandre Andrade Reyes, de 18 anos, após uma briga no trânsito em São Paulo em maio de 2008. 
 
**Outra vez, Júri do Caso Alexandre Andrade Reyes é adiado de setembro para nova data
 
No último dia 14 (14/07/2011) a Justiça aguardando juntada de documentos, remarca o Julgamento de Ismael Vieira da Silva, acusado pelo assassinato do Jovem Estudante Alexandre Andrade Reyes. O Júri esta marcado para o dia 13/10/2011 no 1°. Tribunal do Júri do Fórum Central Criminal – Júri - São Paulo-SP.
 
*Thays da Silva Andrade mãe de Alexandre, disse que Alexandre ajudava a sustentar a casa, e seu filho: - "Estava na Fase mais Feliz de sua Vida" quando teve a vida interrompida...
 
- "Espero que ele seja condenado. Como pode uma pessoa matar outra e sair livre?" - declarou Heitor Geraldo Reyes, pai da vítima.
 
O pai de Alexandre Andrade Reyes, *Heitor Geraldo Reyes, é **Presidente da AFVV (Associação dos Familiares Vítimas da Violência - MT).
 
Estava marcado para a próxima quinta-feira e sexta-feira (13 e 14 de setembro) o segundo júri de Ismael Vieira da Silva, assassino confesso do jovem Alexandre Andrade Reyes, morto em uma discussão de trânsito em São Paulo. O júri acontecerá às 13h, no Plenário nº. 8, Fórum Criminal da Barra Funda, na Capital Paulista, mas novamente foi adiado.
 
Assassino de Alexandre Andrade Reyes vai à julgamento pela 4ª vez
 
Depois de três julgamentos ora cancelado outras adiado, o assassino do jovem cuiabano Alexandre Andrade Reyes vai a júri popular nos dias 26 e 27 de março às 13h. O réu Ismael Viera da Silva vai responder processo por homicídio doloso e porte de arma, no Fórum Central Criminal da Barra Funda em São Paulo (SP), no Plenário 7.
O julgamento entrou na pauta pela 4ª vez, segundo a família da vítima, devido manobras do advogado de defesa do assassino.
Heitor Geraldo Reyes, pai de Alexandre, informou que o advogado de defesa tentou novamente pedir adiamento do júri, que foi negado pela Juíza do processo. “Ele já disse em todos os casos que o réu tem alto poder aquisitivo e tem sido assim, o advogado com manobras tenta adiar o julgamento para que o crime caia no esquecimento. É muito triste para a família que perdeu um ente querido e muito triste para o cidadão que acompanha o desfecho e vê como anda a justiça no país”. 
 
Diante dos fatos, a família convidou os representantes de ONGs, impressa em geral e pessoas que acreditam que uma vida não pode ser interrompida por um assassinato cruel que mata por motivo banal. Desta forma, aos que pudessem, compareçer ao tribunal do Júri, como uma forma de apelo. “O clamor popular é que vai mudar esta situação”, declarou confiante Heitor. 
 
Dois advogados, Wantuir Luiz Pereira e Lauro Eubank, criminalistas de Mato Grosso e que trabalham como assistente de acusação, representando a Associação dos Familiares Vitima da Violência (AFVV) acompanharam Heitor Geraldo Reyes no julgamento.
Integrantes do UDVV (União em Defesa das Vítimas da Violência) em São Paulo, também estiveram presentes, prestando solidariedade à família de Alexandre Reys.

Depois de 4 anos de Impunidade, 3 júris adiados, muita luta e sofrimento, enfim a família de Alexandre Andrade Reys pode ver a justiça ser feita. No dia 27 de março, às 22h30m, Ismael Vieira da Silva foi condenado pelo Tribunal do Júri, a 21 anos, 4 meses e 12 dias de reclusão em regime inicial fechado, sendo que a condenação foi; 18 anos pelo homicídio e 3 anos, 4 meses e 12 dias pelo porte ilegal de arma de fogo.
 
O réu, que aguardou o julgamento durante esses 4 anos em liberdade, teve a prisão preventiva decretada e saiu algemado do Fórum, uma vez que o pedido de Habeas Corpus preventivo, impenetrado pela defesa, foi negado.
 
A maioria dos jurados considerou que o réu cometeu homicídio doloso (quando há intenção de matar) por motivo fútil. Ele pode recorrer da decisão. A defesa do réu alegou ao longo do julgamento que o jovem agiu em legítima defesa e que ele não atirou para matar. 
 
O Júri popular teve inicio às 13h do dia 26 de março, sendo realizado no Fórum da Barra Funda, na capital de São Paulo,  plenário 8.  

Mensagem Psicografada recebida pela mãe de Alexandre Andrade Reys, Thays da Silva Andrade.

O estudante, Alexandre Andrade Reyes, 18 anos morreu durante uma briga de trânsito no Jabaquara, zona Sul de SP em 23/05/2008.

Depois de 4 anos de Impunidade, 3 júris adiados, muita luta e sofrimento, enfim a família de Alexandre Andrade Reys pode ver a justiça ser feita. No dia 27 de março, às 22h30m, Ismael Vieira da Silva foi condenado pelo Tribunal do Júri, a 21 anos, 4 meses e 12 dias de reclusão em regime inicial fechado, sendo que a condenação foi; 18 anos pelo homicídio e 3 anos, 4 meses e 12 dias pelo porte ilegal de arma de fogo.

O réu, que aguardou o julgamento durante esses 4 anos em liberdade, teve a prisão preventiva decretada e saiu algemado do Fórum, uma vez que o pedido de Habeas Corpus preventivo, impenetrado pela defesa, foi negado.
 
A maioria dos jurados considerou que o réu cometeu homicídio doloso (quando há intenção de matar) por motivo fútil. Ele pode recorrer da decisão. A defesa do réu alegou ao longo do julgamento que o jovem agiu em legítima defesa e que ele não atirou para matar. 
 
O Júri popular teve inicio às 13h do dia 26 de março, sendo realizado no Fórum da Barra Funda, na capital de São Paulo,  plenário 8.  


Não será publicado.




Desejo Receber Informativos (não enviamos SPAM)





Líbio Chaves Mendonça Daniel Ribeiro de Almeida Cirne Cleonice Marinho de Araújo Sheyla Santos Turizani Felipe Tsutomu Honorato Shiba Cauane Borges da Silva Jorge Antônio Careli Babila Teixeira Marcos Rosimere Aparecida Soares Tatiane de Almeida Alves Vitor Suarez Cunha Jaime Gold Shirlene Suelen Santos Alves Luis Renato Menina Ventura Ribeiro Itaize Santos Da Silva Marísia von Richthofen Gabriela Alves Nunes Rosângela Barbosa Alves João Hélio Fernandes Vieites Mariana Gonçalves de Souza Carlos Eduardo de Souza Garcia
 
Blogger   Youtube   Facebook   Twitter   RSS