Data do Ocorrido: 11/11/2010
Localização: São Paulo (SP)
Data de Nascimento: 00/00/1981 (29 anos)
Data de Falecimento: 11/11/2010
Sexo: Feminino
A jornalista Luciana Barreto Montanhana, de 29 anos, foi morta estrangulada pelo cabo Rodrigo Domingues Medina, de 34 anos, do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), uma das tropas de elite da Polícia Militar.
O cabo Medina confessou o crime na tarde do dia 27/11/2010. Luciana havia sido sequestrada por ele no dia 11/11/2010, depois de ter saído de uma academia dentro do Shopping Eldorado, zona oeste.
A jornalista trabalhava para uma grande assessoria de imprensa. Por ter reagido, segundo o depoimento de Medina à Polícia Civil, horas depois de ter sido colocada no carro do policial, um Gol, ela foi morta estrangulada. As mãos da moça foram atadas com algemas de plástico. O corpo foi jogado na serra, no km 44 da Rodovia Anchieta. Nessa mesma noite, ele ligou para o pai da vítima, pedindo resgate de R$ 500 mil.
Ele contou aos policiais da Divisão Antissequestro (DAS) ter abordado aleatoriamente Luciana, porque estaria precisando de dinheiro, mas não disse para que e nem se estava endividado.
Segundo Medina, a jornalista Luciana foi abordada dentro do estacionamento do shopping, mas, para o delegado Wagner Giudice, a abordagem ocorreu do lado de fora, em uma das saídas do centro de compras. Giudice solicitou ao Eldorado as gravações das câmeras de monitoramento.
O carro dela, um Captiva, foi encontrado a duas quadras do shopping. Medina estaria armado no momento em que obrigou a vítima a entrar em seu carro. O delegado descartou que ele conhecesse a assessora de imprensa ou que tivesse alguma informação sobre a vida financeira do noivo dela, um empresário bem-sucedido – eles moravam juntos.
“Ele disse que ela falava muito e por isso a matou”, contou o delegado. O corpo foi encontrado, já em estado de decomposição, o que, para Giudice, confirmaria que ela foi morta no primeiro dia do sequestro. O policial do Gate foi descoberto depois de ter feito cinco ligações de orelhões no centro e na zona norte da capital para a família de Luciana. A DAS passou a monitorar as ligações.
Na última, feita no dia 20/11/2010, os policiais conseguiram localizá-lo ainda no orelhão. Como é triatleta, ele correu duas quadras até onde deixara o carro estacionado, abriu o veículo, pegou a arma que estava no banco e passou a atirar nos civis. Assim que entrou no carro, foi atingido nas costas.
Só então se identificou como PM. Foi socorrido e levado ao hospital da PM, onde ainda permanece internado. No dia em que foi descoberto, ele foi autuado em flagrante e tinha uma agenda onde estavam anotados os números da família de Luciana, que mora na zona norte. No mesmo dia, a Corregedoria da PM foi avisada e abriu um procedimento para investigar a conduta do policial.
Quando receber alta, será encaminhado ao Presídio Romão Gomes. Ele vai responder por homicídio e extorsão mediante sequestro. Na pensão em que Medina morava com outros quatro PMs, também na zona norte, foi encontrada a bolsa da jornalista, onde havia iPod, celular e documentos.
Segundo o major Marcel Sofner, Medina não tinha, até então, nenhuma ocorrência no prontuário que desabonasse sua conduta. No último telefonema antes de ser surpreendido pelos policiais da DAS, Medina negociava o resgate em um orelhão próximo a um batalhão da PM.
A investigação das polícias civil e militar aponta que o cabo do Gate e a jovem Luciana Barreto Montanhana frequentavam a mesma casa noturna na Zona Sul de São Paulo e se conheciam antes do fato. O cabo Medina ia sempre ao local, onde policiais fazem a segurança, com colegas do regimento de Cavalaria da PM . Pelo menos 10 PMs já foram ouvidos pela corregedoria no caso e dois estão sendo investigados por suposta participação no crime. As polícias investigam se há alguma possibilidade de Luciana e o Cabo terem tido um relacionamento antes do sequestro. Atualmente Medina trabalhava na parte administrativa do Gate como digitador de laudos de perícia de explosivos feitas pelo grupo.
Assessora era responsável por contas de grandes clientes
Luciana Barreto Montanhana, a jornalista estrangulada pelo cabo do Gate Rodrigo Domingues Medina, estava noiva. Formada em jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo, (PUC-SP) em 2005, ela também tinha cursado MBA (Master of Bussiness Administration, mestrado em administração) pela Fundação Getúlio Vargas entre 2009 e 2010. Luciana trabalhava para uma grande assessoria de imprensa, a G&A Comunicação (Gaspar & Associados). A assessora de imprensa cuidava de contas de grandes clientes, como Hotéis Marriot, computadores Dell, Panasonic e General Atlantic, uma empresa de investimentos.
A jornalista Luciana Barreto Montanhana, de 29 anos, sequestrada foi morta estrangulada pelo cabo Rodrigo Domingues Medina, de 34 anos, do Grupo de Ações Táticas Especiais (Gate), em 11/11/2010.
O cabo Rodrigo Domingues Medina confessou ter matado por estrangulamento a jornalista Luciana Barreto Montanhana
O policial do Gate foi descoberto depois de ter feito cinco ligações de orelhões no centro e na zona norte da capital para a família de Luciana. A DAS passou a monitorar as ligações.
A investigação das polícias civil e militar aponta que o cabo do Gate e a jovem Luciana Barreto Montanhana frequentavam a mesma casa noturna na Zona Sul de São Paulo e se conheciam antes do fato. O cabo Medina ia sempre ao local, onde policiais fazem a segurança, com colegas do regimento de Cavalaria da PM . Pelo menos 10 PMs já foram ouvidos pela corregedoria no caso e dois estão sendo investigados por suposta participação no crime. As polícias investigam se há alguma possibilidade de Luciana e o Cabo terem tido um relacionamento antes do sequestro. Atualmente Medina trabalhava na parte administrativa do Gate como digitador de laudos de perícia de explosivos feitas pelo grupo.