Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
Diga não à impunidade
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Evandro Ramos Caetano (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 07/04/1992

Localização: Guaratuba (PR)

Data de Nascimento: 00/00/1986 (6 anos)

Data de Falecimento: 07/04/1992

Sexo: Masculino Masculino
 
O menino Evandro Ramos Caetano, com 6 anos de idade, desapareceu no dia 7 de abril de 1992 e um corpo mutilado foi encontrado cinco dias depois, num matagal. O cadáver foi dado como se fosse de Evandro e a polícia concluiu que ele havia sido assassinado em um ritual realizado pelo pai-de-santo Osvaldo Marcineiro, com a ajuda de Vicente de Paula, Davi dos Santos, Sergio Crithofolini e Airton Bardelli, a mando de Celina e Beatriz Abagge (esposa e filha do então prefeito de Guaratuba, Aldo Abagge).
 
Todos foram presos e depois de uma confissão obtida de maneira duvidosa, passaram a jurar inocência. Na confissão, era descrito um ritual de magia negra, no qual a criança era segura pelas mãos e pelos pés, enquanto De Paula estrangulava e cortava o pescoço dela. Depois, os órgãos genitais e as vísceras foram retirados do corpo e as mãos e os pés, descepados.
 
A brutal história tomou proporções assustadoras a partir do momento em que os acusados passaram a relatar cenas de torturas a que teriam sido submetidos para confessar o crime. Através de trâmites legais e jurídicos os julgamentos dos envolvidos foram sendo sucessivamente adiados, tanto que até hoje os cinco homens acusados não foram levados a júri.
 
Em 04/09/2003 TJ anula absolvição de Celina e Beatriz Abagge
 
O mais longo julgamento da história da Justiça brasileira, com duração de 34 dias, realizado no Fórum de São José dos Pinhais, em 1998, foi anulado em (04/09/2008) pela 2.ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Paraná. A Câmara deu provimento à apelação interposta pelo Ministério Público e anulou o júri que absolveu Celina e Beatriz Cordeiro Abagge, acusadas da morte do garotinho Evandro Ramos Caetano, ocorrida em abril de 1992, em Guaratuba. De acordo com a decisão da Câmara, a anulação ocorreu porque a decisão dos jurados foi contrária à prova dos autos.
 
Os jurados negaram a materialidade do crime, não reconhecendo o cadáver encontrado como sendo o de Evandro. Diante disso, o relator do processo, juiz convocado José Maurício Pinto de Almeida, analisou a questão e concluiu que a sentença do júri é manifestamente contrária à prova dos autos, uma vez que existiam laudos de exames odontológicos e de DNA - este com resultado 99,99% positivo - comprovando cientificamente a identidade do cadáver.
 
As duas mulheres que, desde a absolvição residem em Curitiba e mantêm uma vida recatada, deverão permanecer em liberdade, já que a decisão da Câmara não autoriza a prisão das acusadas. Ainda não foi marcada a data para um novo júri.
 
Defesa
 
Os advogados de defesa das Abagge - Osmann de Oliveira e Ronaldo Botelho -, assim que tomaram conhecimento da decisão do Tribunal de Justiça iniciaram os preparativos de uma série de recursos para tentar cancelá-la. "Nós vamos recorrer no próprio Tribunal e mais tarde em instâncias superiores. Vamos entrar com embargos, habeas-corpus e outros", afirmou Oliveira, dizendo-se "espantado" com esse resultado.
 
Ainda segundo Oliveira, entre os laudos apresentados durante o julgamento, existia exame de necropsia que negava que o corpo encontrado era o de Evandro e com base neste documento os jurados teriam decidido pela absolvição das réus.
 
O promotor Celso Ribas, que atuou na acusação, ao término do julgamento saiu do plenário amparado pela mãe e por alguns amigos, chorando. Ele não se conformava com a decisão dos jurados e após se acalmar, com o dedo em riste garantiu que iria recorrer e conseguir a anulação do júri.
 
Guerra e dúvidas
 
Na guerra travada entre advogados de defesa e de acusação, foram tantas as dúvidas levantadas, que atualmente sequer existe a certeza de que aquele corpo era mesmo o de Evandro. O menino nunca mais apareceu. Se o corpo não era o dele, de quem era então? Esta pergunta não teve resposta. Os motivos do crime também nunca chegaram a ser esclarecidos. Tem gente que até hoje jura que houve uma armação política para desestabilizar o então prefeito de Guaratuba, que acabou morrendo do coração, meses depois, não suportando o desespero de ver a mulher e a filha recolhidas na Penitenciária Feminina.
 
Oito famílias (a de Evandro e as dos sete acusados) viveram os últimos anos no mais atroz dos sofrimentos. Enquanto os pais do menino - Ademir e Maria Caetano - acreditando na versão do ritual de magia negra exigiam que os acusados fossem condenados, os sete se defendiam jurando inocência. Agora, com a decisão do Tribunal de Justiça de anular o julgamento, a dramática história volta à tona. Esperança para a família do menino desaparecido, de que os culpados sejam punidos. Tristeza para as duas mulheres que deverão passar pelas mesmas tensões e correrão o risco de ser condenadas. 
 
Sentença foi lida entre lágrimas e sorrisos
 
Às 23h45 do dia 27 de abril de 1998 chegou ao fim o julgamento das Abagge. Asessão teve início no dia 23 de março e foi encerrada 34 dias depois. A esposa do ex-prefeito de Guaratuba, Celina Abagge, na época com 59 anos, e a filha dela Beatriz Abagge, com 34, foram consideradas inocentes da acusação de seqüestro, morte e ocultação do cadáver do menino Evandro Ramos Caetano, de 7 anos. Elas eram acusadas de ter seqüestrado o garoto no dia 6 de abril de 92, participado de um ritual de magia negra no dia seguinte, quando ele teria sido assassinado. Depois disso elas teriam jogado o corpo mutilado no matagal.
 
A decisão foi anunciada no Fórum de São José dos Pinhais pela juíza Marcelise Weber Lorite, depois de ouvir mais de 30 testemunhas e se ater a um processo com 72 volumes e cerca de 17 mil páginas. Por quatro votos a três para Celina e por cinco a dois para Beatriz, o conselho de sentença não reconheceu a materialidade do crime. Os jurados entenderam que não havia provas concretas de que o corpo encontrado em um matagal fosse de Evandro. Apesar da sentença, a juíza determinou na época um novo inquérito para apurar a identidade do cadáver e as condições da morte. Nunca se soube se esta determinação foi acatada.
 
Inconformado com a sentença, o promotor Celso Ribas deu um forte soco na mesa, deixou seu lugar ao lado da juíza e afastou-se chorando.
 
Os pais, também desolados, afirmavam que haviam reconhecido o corpo do filho e protestaram contra o resultado. Por fim, mãe e filha inocentadas saíram rapidamente do tribunal, comemorando a sentença. 
 
Em 26/04/2004 réus condenados a 20 e 18 anos de prisão
 
Três dos sete acusados de matar e praticar um ritual de magia negra com as vísceras do garoto Evandro Ramos Caetano, em Guaratuba, litoral do Estado, em 1992, foram considerados culpados pelo júri popular, na noite de 26/04/2004. O pai-de-santo Osvaldo Marcineiro, 43 anos, e o pintor Vicente de Paula Ferreira, 54, foram condenados a 20 anos e 2 meses de prisão, por homicídio triplamente qualificado (mediante promessa de pagamento, contra menor de 14 anos impossibilitando a defesa da vítima e com aspectos de crueldade, já que a morte foi por asfixia), seqüestro e cárcere privado. O terceiro acusado, o artesão Davi dos Santos Soares, 42, foi absolvido do crime de seqüestro, mas culpado pelo homicídio. Sua pena foi estipulada em 18 anos e 8 meses de prisão. No momento em que pronunciou a sentença, o juiz titular da 2.ª Vara Criminal de Curitiba, Rogério Etzel, também determinou a prisão preventiva dos réus. Os três saíram algemados direto para o presídio, após o julgamento.
 
Os parentes da vítima comemoraram a condenação. Ana Maria Ramos Caetano, madrasta do tio de Evandro, Diógenes Caetano, que foi uma das testemunhas de acusação, chorou ao resultado do julgamento. "Quando a Beatriz e a Celina (as Abagge, acusadas de serem mandantes do crime) foram absolvidas eu chorei de tristeza. Hoje estou chorando de alegria", disse, destacando que a condenação não soluciona o problema, apenas ameniza a dor da perda.
 
Mãe
 
A mãe de Evandro, Maria Caetano, não estava mais no Tribunal do Júri, quando foi lida a sentença, por volta de 20h50 de sábado. Cerca de meia hora antes da decisão, o promotor Paulo Sérgio Markowicz a retirou do local. O choro no rosto dela aumentou ainda mais a expectativa das pessoas que lotaram o tribunal para acompanhar o julgamento. Ao final, Lima afirmou que tudo ocorreu dentro da perfeita normalidade. "Foi feita a justiça. Esse resultado foi uma redenção para o Ministério Público que, durante todo esse tempo, foi muito tripudiado", declarou. Lima destacou que todos os réus foram condenados pela maioria de votos superior a 4 a 3. Osvaldo e Davi foram condenados por 5 a 2, enquanto Vicente teve sua condenação definida por 6 votos contra 1.
 
Os pais do menino morto - Maria e Ademir Caetano - acompanharam todos os trabalhos, nos seis dias de júri, porém não quiseram dar entrevistas. Outros parentes, no entanto, diziam crer que seria feita Justiça, assegurando não ter dúvidas da participação dos réus na morte do menino. Depois que a sentença condenatória foi lida, uma das tia do garoto recebeu de presente uma camiseta preta, onde estava escrito em branco: justiça. A peça foi levada ao Tribunal por um homem que acompanhou toda a sessão e no fim disse que ainda acreditava na Justiça.
 
O julgamento
 
Foram 6 dias e cerca de 60 horas de julgamento - os trabalhos começavam por volta das 8h e se encerravam em torno de 20h, com intervalos para refeições. Durante a semana testemunhas de acusação e defesa, além das co-réus, Celina e Beatriz Abagge, passaram pelo Tribunal do Júri. O processo é composto de 52 autos e cerca de 11 mil páginas, mas foram lidas apenas as partes essenciais. O fato de o tio de Evandro, Diógenes Caetano, não saber a data do aniversário do menino gerou polêmica e até vaias por parte da família, quando a defesa questionou o lapso de memória. Fitas com reportagens feitas à época também foram apresentadas tanto pela defesa como pela acusação.
 
No sábado, o julgamento seguiu com as argumentações da promotoria pela manhã e da defesa à tarde. O argumento mais utilizado pelos advogados Haroldo César Nater e Álvaro Borges Júnior, da defesa, foi que as únicas provas existentes eram as confissões dos acusados, que segundo eles, foram obtidas pela polícia mediante tortura. Esta parte do julgamento durou até pouco mais de 18h, quando aconteceu um intervalo de 30 minutos. Na volta do intervalo, o Ministério Público abriu mão do direito à réplica, evitando assim, que a defesa tivesse tréplica. Logo em seguida os sete jurados se recolheram, para duas horas mais tarde retornar já com a decisão do julgamento.
 
Os advogados de defesa criticaram muito a determinação da prisão preventiva, prometendo recorrer com pedido de habeas corpus esta semana.
 
Condenação serviu de tributo a Celso Ribas
 
O promotor Paulo Ségio de Lima, depois de lida a sentença na noite de sábado, disse que a condenação dos réus era também uma espécie de tributo ao promotor Celso Ribas (morto no dia 7 de fevereiro passado, vítima de problemas cardíacos), que durante anos atuou no Tribunal do Júri de Curitiba e que havia sido designado, em carater especial, para atuar no júri de Celina e Beatriz Abagge, acontecido no Fórum de São José dos Pinhais. Foram 34 dias de julgamento - o mais longo júri da história da Justiça brasileira - e Ribas trabalhou à exaustão, buscando provar a culpa das duas mulheres, tidas até então como mandantes do crime - o ritual de magia negra teria sido feito para que a família delas tivesse melhorias financeiras.
 
No final, quando as Abagge foram absolvidas, Ribas saiu em prantos do Fórum, amparado pela mãe e alguns amigos. Convencido da culpa das acusadas, ele recorreu e conseguiu a anulação daquele júri. Celina e Beatriz deverão sentar-se novamente no banco dos réus, em data ainda a ser marcada. Com a condenação de Marcineiro, Vicente e Davi, a situação delas poderá ficar mais complicada. Os jurados que as absolveram, o fizeram porque não se convenceram de que o corpo do menino mutilado, encontrado em Guaratuba, era o de Evandro Ramos Caetano, apesar dos exames de DNA e arcada dentária indicassem ser o garoto. Como não havia corpo, não poderia haver um crime, o que beneficiou as acusadas.
 
Já no julgamento de Marcineiro e seus dois amigos, os jurados não só reconheceram a veracidade dos exames, como acreditaram nas confissões dos sete envolvidos no caso, apesar das alegações de que foram dadas sob tortura. Sergio Cristofolini e Airton Bardeli são outros dois acusados que ainda não foram julgados. Eles, a exemplo das Abagge, estão em liberdade.
 
Promotoria fez sustentação oral de três horas
 
O sexto e último dia do julgamento de três réus do caso Evandro - Osvaldo Marcineiro, Vicente de Paula Ferreira e Davi dos Santos Soares - começou com a sustentação oral da acusação, às 9h de sábado. A promotora Lúcia Inez Giacomitti Andrich (titular da 2.ª Vara), começou lendo as 200 páginas processo, que possui 11 mil páginas, mostrando as partes consideradas essenciais para a acusação dos réus.
 
Foi uma hora e meia, tentando convencer os jurados que os três réus participaram do suposto ritual de magia negra, que teria ocorrido no dia 7 de abril de 1.992, em Guaratuba, litoral do Paraná. Por volta das 10h30, o promotor Paulo Sérgio Markowicz de Lima (designado desde 1999 para o caso), assumiu a palavra. Ele usou o telão para mostrar depoimentos, comentou trechos ditos por algumas testemunhas e falou sobre os sacrifícios de animais realizados pelo pai-de-santo Osvaldo Marceneiro. Uma hora depois, a promotora Lúcia Inez entrou em cena novamente e argüiu outros pontos, encerrando com o tradicional pedido aos jurados da condenação dos réus, por volta das 12h. O pedido dela foi atendido.
 
Em 14/04/2009 MP diz que crime não prescreveu para Celina Abbage
 
Ela e a filha, Celina, serão julgadas pelo Tribunal do Juri
 
A 2 ª Promotoria do Júri divulgou uma nota para afirmar que Celina Abbage será levada a julgamento pela morte do menino Evandro, apesar de ter 70 anos. As informações são do site Correio do Litoral.
 
De acordo com o advogado Osmann de Oliveira, Celina é beneficiada pela prescrição antecipada do crime, que é de 10 anos para pessoas com mais de 70. A interpretação chegou a ser divulgada pela imprensa do Litoral do Estado, mas de acordo com o Ministério Público, a redução da prescrição pela metade só ocorreria se o condenado tiver 70 anos ou mais na época do crime.
 
Evandro Ramos Caetano foi morto em abril de 1982, quando Celina Abbage tinha 53 anos.
 
Leia a íntegra da nota da promotoria.“Conforme já determinou o Superior Tribunal de Justiça e o Supremo Tribunal Federal, Celina Abagge e sua filha, Beatriz Abagge, acusadas da morte do menino Evandro, serão julgadas pelo júri popular. A interpretação da defesa das rés apresentada na entrevista não tem qualquer fundamento legal, pois mesmo tendo 70 anos, Celina será julgada pelo júri. Somente em caso de condenação a pena poderá não ser aplicada, pois a lei criminal prevê que os prazos de prescrição da pena são reduzidos pela metade quando ‘o criminoso era, ao tempo do crime, menor de 21 anos, ou, na data da sentença, maior de 70 anos’ (art. 115, do Código Penal).”
 
No dia 14/04/2009, o Supremo Tribunal Federal negou habeas-corpus para trancar a ação contra Celina e Beatriz Abagge, mulher e filha do ex-prefeito de Guaratuba Aldo Albagge. O Tribunal do Juri do Paraná deverá marcar novo julgamento.
 
Julgamento de Beatriz Abagge é adiado
 
O julgamento de Beatriz Abagge, marcado para hoje (29/11/2010), foi adiado. A nova data ainda não foi definida pela Justiça. Beatriz, a mãe dela, Celina Cordeiro Abagge, e outras cinco pessoas são acusadas da morte do menino Evandro Ramos Caetano, 6 anos, em 1992, em Guaratuba, no litoral do estado.
 
De acordo com o advogado de defesa, Adriano Bretas, o adiamento foi concedido porque ele entrou no caso agora. “Como eu fui habilitado há apenas dez dias antes do julgamento e tendo em vista a complexidade do caso, seria inviável exercer uma defesa minimamente combativa em tão pouco tempo. O processo tem mais de cem volumes”, afirma. Segundo Bretas, a Justiça deve marcar uma nova data para o julgamento, mas não existe prazo definido.
 
Evandro teria sido morto em um ritual de magia negra. O pai de santo Osvaldo Marceneiro e o pintor Vicente Paulo Ferreira foram sentenciados a 20 anos e dois me­­ses de reclusão cada, em 2004, por homicídio triplamente qualificado e sequestro, mas recorrem da decisão. O artesão Davi dos Santos foi condenado apenas por homicídio, também em 2004. Ele deveria ficar detido por 18 anos, mas cumpre pena em liberdade. O serralheiro Airton Bardelli dos Santos e Francisco Sérgio Cristofollini foram absolvidos pelo júri. Por causa da idade, Ce­­li­na Abagge, de 70 anos, não será julgada.
 
O novo e derradeiro júri

Está marcado para a quinta-feira, 28/04/2011, em Curitiba, o segundo júri popular a que Beatriz Abagge será submetida – ela é acusada de, com a cumplicidade de sua mãe, ter assassinado em 1992 o garotinho Evandro Ramos Caetano, de 6 anos, um alegre menino loirinho que era conhecido e amado em toda Guaratuba. Pesa ainda contra Beatriz, segundo o processo, a acusação de o “crime ter sido praticado em um satânico ritual de magia negra”: Evandro teve o peito rasgado, retiraram-lhe o coração e as vísceras, amputaram-lhe mãos e pés, escalpelaram-no e vazaram seus olhos. No primeiro júri do “caso Evandro”, realizado em 1998, mãe e filha sentaram-se no banco dos réus e foram absolvidas – é o júri mais longo da história do Brasil com 34 dias de duração.

O Ministério Público recorreu da sentença de absolvição da filha e da mãe, e há cerca de um mês o STF decidiu por novo julgamento. A diferença é que, dessa vez, apenas Beatriz será julgada, já que Celina está com 72 anos e pela legislação brasileira a punibilidade cessa quando completada a sétima década de vida. “Fui absolvida e serei absolvida. Eu e minha mãe fomos falsamente acusadas”, diz Beatriz, estudante de direito em Curitiba.
 
O julgamento de Beatriz Abagge, 43 anos, marcado para a 28/04/2011, foi adiado para 27 de maio de 2011. Ela constituiu um novo advogado, que deverá estudar as 70 mil páginas do processo para estar apto à defesa.
 
O julgamento acontecerá no 2.º Tribunal do Júri de Curitiba, atuando na acusação a promotora Lúcia Inez Giacomitti Andrich. 
 
O julgamento de Beatriz, que deveria ocorrer na quinta-feira (28), foi adiado, porque Tasse havia assumido o caso e não tinha se inteirado do processo. Essa é a segunda ocasião em que o julgamento é adiado por esse motivo. O procedimento foi utilizado em novembro de 2010 e havia resultado em adiamento.
 
'Bruxa de Guaratuba' será julgada 20 anos após morte do garoto Evandro Ramos Caetano
 
Mesmo depois de ser absolvida no que foi o mais longo júri da história do país (durou 34 dias), em abril de 1998, Beatriz Cordeiro Abagge --que ficou conhecida como a "bruxa de Guaratuba', assim como a mãe e também ré Celina Abagge-- volta ao banco dos réus no dia 27/05/2011.
 
Celina não irá a júri porque o tempo estabelecido em lei para seu julgamento prescreveu.
 
O caso das bruxas de Guaratuba comoveu a opinião pública e é considerado um dos mais polêmicos do direito criminal no país.
 
O júri de 1998, em que Celina e Beatriz foram absolvidas, foi anulado a pedido do Ministério Público, que considerou que os jurados votaram de forma contrária às provas dos autos --eles decidiram que o corpo encontrado pela polícia não era de Evandro, tese sustentada ainda hoje pela defesa.
 
O pedido de anulação foi aceito pela Justiça em 2003, e, desde então, o julgamento foi adiado por três vezes.
 
Celina e Beatriz, assim como os outros cinco suspeitos, afirmam que foram barbaramente torturados pela polícia, sendo forçados a confessar o crime.
 
A Justiça negou no fim da tarde de 19/05/2011 o pedido dos advogados de defesa de Beatriz Abagge - acusada de ser mandante do assassinato do pequeno Evandro Ramos Caetano com rituais de magia negra - para que a confissão da ré, utilizada como prova,  fosse retirada do processo. A acusada será julgada na sexta-feira (27/05/2011).
 
Beatriz Cordeiro Abagge está sendo julgada na manhã desta sexta-feira (27/05/2011), no Tribunal do Júri, no Centro Cívico, em Curitiba. A sessão teve início às 9 horas, segundo o Ministério Público do Paraná. Ela e outras seis pessoas foram acusadas de ter matado Evandro Ramos Caetano
 
O julgamento deve se estender ao longo de toda a sexta-feira e poderá ser suspenso se chegar às 20 horas. A sessão será retomada no sábado (28) e nesse intervalo os jurados devem ficar incomunicáveis e serão encaminhados para um hotel, de acordo com o MP-PR.
 
Oito testemunhas serão ouvidas no julgamento, sendo quatro de defesa e quatro de acusação, segundo a 2ª. Vara do Tribunal do Júri.
 
Sete jurados, entre um corpo de 25, foram sorteados para compor o conselho de sentença. Quatro homens e três mulheres serão responsáveis por proferir a sentença – culpada ou inocente. No caso de ser considerada culpada, o juiz irá fixar a pena.
 
Faixas e cartazes foram colocados nas grades do Tribunal do Júri em defesa de Beatriz Abbage, nos quais constavam frases afirmando que ela é inocente.
 
No plenário do tribunal algumas pessoas vestiam camisetas com a frase “não à tortura”.
 
Beatriz e a mãe Celina Abagge foram julgadas pela primeira vez em 1998. Elas foram consideradas inocentes porque não ficou comprovado que o corpo encontrado era de Evandro. O Ministério Público (MP) recorreu da decisão e pediu um novo julgamento alegando que a perícia da arcada dentária e o exame de DNA que provavam que o corpo era do menino foram desconsiderados no julgamento. Quase um ano depois, em março de 1999, o júri que absolveu Beatriz e Celina foi anulado pelo Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná.
 
O novo julgamento já havia sido marcado por duas outras vezes, em novembro de 2010 e em abril deste ano. Mas, nas duas ocasiões, foi adiado devido à troca do advogado de defesa. Beatriz alega em sua defesa que a confissão do crime foi extraída mediante tortura.
 
Celina não será julgada. A lei brasileira estabelece que o prazo máximo de prescrição de um crime é de 20 anos e que, quando o réu faz 70 anos, o prazo conta pela metade, caso da mãe de Beatriz. Como se passaram mais de dez anos entre os julgamentos, Celina não pode mais ser punida por este crime.
 
Não tenho dúvidas de que elas são culpadas, diz promotor
"Todos os promotores que já passaram por esse caso sempre tiveram a convicção da responsabilidade dos envolvidos", afirma Paulo Lima
 
A principal diferença desse novo julgamento de Beatriz Cordeiro Abagge para o primeiro júri ao qual ela foi submetida, em 1998, é a falta de contestação do corpo encontrado ser mesmo o de Evandro. A afirmação é do promotor de Justiça Paulo Sérgio Markovicz de Lima, que vem atuando no caso nos últimos 13 anos.
 
O corpo, que se garante ser o de Evandro, foi encontrado todo retaliado e em avançado estado de putrefação, perto da casa do pai de Beatriz, em 1992. Em entrevista à reportagem do iG, o promotor rebate acusações feitas pela defesa de Beatriz e reafirma que não tem dúvidas sobre a culpa e o envolvimento dela no caso de Guaratuba.
 
Outros julgamentos
 
Além das Abagge, outras cinco pessoas foram julgadas por envolvimento no crime. O pai de santo Osvaldo Marcineiro, o pintor Vicente Paulo Ferreira e o artesão Davi dos Santos Soares foram julgados e condenados em 2004. Marcineiro e Ferreira receberam cada uma pena de 20 anos e dois meses de prisão, por homicídio triplamente qualificado e sequestro. Soares foi condenado por homicídio simples, com pena de 18 anos. Já Francisco Sérgio Cristofolini e Airton Bardelli dos Santos foram absolvidos em 2005.
 
Desaparecimento e corpo encontrado
 
O menino Evandro desapareceu no caminho entre a escola e sua residência, em 7 de abril de 1992. Beatriz e a mãe foram acusadas de sequestrar a criança e também de ter participado do ritual de magia negra em que Evandro teria sido morto.
 
O corpo foi encontrado cinco dias depois do crime em um matagal da cidade. As vísceras e o coração tinham sido retirados e as mãos e os pés tinham sido cortados.
 
Beatriz Abagge é condenada a 21 anos e quatro meses de prisão
 
Beatriz Abagge foi condenada neste sábado (28/05/2011) pelos jurados no Tribunal de Júri, pela morte do garoto Evandro Ramos Caetano, ocorrida em 1992, em Guaratuba. A votação foi apertada: 4 x 3. Como ela já cumpriu um 1/6 da pena - ficou cinco anos presa -, já tem direito ao regime semi-aberto, aquele que permite que os detentos trabalhem durante o dia e só passem a noite na prisão. Cumprindo mais 1/6 neste regime, pode pregredir para o regime aberto.
 
Após o anúncio do verecdito, a equipe de advogados que defende a ré avusou que vai pedir a anualção do julgamento por vários, dentre eles o fato de ter ocorrido em Curitiba e não em São José dos Pinhais, que é a comarca que pertence Guaratuba.
 
A mãe do garoto Evandro Ramos Caetano, Maria Ramos Caetano, declarou ao final do julgamento que finalmente a justiça foi feita e acredita que agora a alma do filho descansará em paz.
 
O  Ministério Público do Paraná apresentou na sexta-feira, 3 de junho, recurso contra a decisão do Juízo da 2ª Vara do Júri da capital que no último sábado, 28 de maio, condenou Beatriz Abagge a uma pena de 21 anos e 4 meses de reclusão, a ser cumprida em regime semiaberto, pela morte do menino Evandro Ramos Caetano, aos 6 anos de idade, em Guaratuba, no litoral do Estado, em abril de 1992. O MP-PR busca aumentar a pena fixada e alterar o regime inicial de cumprimento de pena para o fechado.
 
Na apelação, a Promotoria de Justiça sustenta que a pena cumprida por Beatriz antes do júri, em prisão provisória, não poderia ter sido considerada pelo juiz. Como isso foi feito, a ré conseguiu ter fixado como regime inicial de cumprimento de pena o semiaberto. A Promotoria de Justiça entende que esse regime só deve ser determinado pelo juízo de execução da pena. Além disso, o MP-PR defende que o juiz não poderia diminuir a pena em virtude de confissão da ré, pois desde quando ela foi ouvida no inquérito, em 1992, negou a prática do crime. Contesta ainda o aumento de tão só um ano para cada circunstância qualificadora do crime reconhecida pelos jurados, no caso o uso de meio cruel e recurso que dificultou a defesa do menino Evandro.

 

Beatriz e Celina Abagge são duas dos 5 acusados pela morte do pequeno Evandro Ramos Caetano, de 6 anos, morto no dia 7 de abril de 1992,  num ritual de magia negra, em Guaratuba-PR.

Evandro Ramos Caetano, de 6 anos, foi morto no dia 7 de abril de 1992,  num ritual de magia negra, em Guaratuba-PR.
 
Sete pessoas foram apontadas como autores, numa investigação conturbada. As Abbage, Airton Bardelli dos Santos e Francisco Cristofolini foram absolvidos. Osvaldo Marcineiro, Vicente de Paula Ferreira e David dos Santos Soares foram condenados a penas entre 18 e 20 anos.
 
No dia 14/04/2009 o Supremo Tribunal Federal negou habeas-corpus para trancar a ação contra Celina e Beatriz Abagge, mulher e filha do ex-prefeito de Guaratuba Aldo Albagge. 
 
Evandro teria sido morto em um ritual de magia negra. O pai de santo Osvaldo Marceneiro e o pintor Vicente Paulo Ferreira foram sentenciados a 20 anos e dois me­­ses de reclusão cada, em 2004, por homicídio triplamente qualificado e sequestro, mas recorrem da decisão. O artesão Davi dos Santos foi condenado apenas por homicídio, também em 2004. Ele deveria ficar detido por 18 anos, mas cumpre pena em liberdade. O serralheiro Airton Bardelli dos Santos e Francisco Sérgio Cristofollini foram absolvidos pelo júri. Por causa da idade, Ce­­li­na Abagge, de 70 anos, não será julgada.
 
Beatriz Abagge é condenada a 21 anos e quatro meses de prisão
 
Beatriz Abagge foi condenada neste sábado (28/05/2011) pelos jurados no Tribunal de Júri, pela morte do garoto Evandro Ramos Caetano, ocorrida em 1992, em Guaratuba. A votação foi apertada: 4 x 3. Como ela já cumpriu um 1/6 da pena - ficou cinco anos presa -, já tem direito ao regime semi-aberto, aquele que permite que os detentos trabalhem durante o dia e só passem a noite na prisão. Cumprindo mais 1/6 neste regime, pode pregredir para o regime aberto.
 
Após o anúncio do verecdito, a equipe de advogados que defende a ré avusou que vai pedir a anualção do julgamento por vários, dentre eles o fato de ter ocorrido em Curitiba e não em São José dos Pinhais, que é a comarca que pertence Guaratuba.
 
A mãe do garoto Evandro Ramos Caetano, Maria Ramos Caetano, declarou ao final do julgamento que finalmente a justiça foi feita e acredita que agora a alma do filho descansará em paz.
 
O  Ministério Público do Paraná apresentou na sexta-feira, 3 de junho, recurso contra a decisão do Juízo da 2ª Vara do Júri da capital que no último sábado, 28 de maio, condenou Beatriz Abagge a uma pena de 21 anos e 4 meses de reclusão, a ser cumprida em regime semiaberto, pela morte do menino Evandro Ramos Caetano, aos 6 anos de idade, em Guaratuba, no litoral do Estado, em abril de 1992. O MP-PR busca aumentar a pena fixada e alterar o regime inicial de cumprimento de pena para o fechado.
 
 


Não será publicado.




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Igor em 29/05/2011 00:23
A justiça foi feita....Lugar dee assassino é na cadeia... Ninguém vai liquidar a dor dessa mãe que perdeu macabramente seu filho... Mas no mínimo a máscara da imprensa paranaense que apoiava discaradamente a família afortunada abagge.... Deus é justo.... Obrigado


Sandra Domingues em 28/05/2011 20:39
NÃO ADIANTOU O CIRCO NA PORTA DO FÓRUM Porque só funciona quando é para se fazer JUSTIÇA, defender inocentes...vítimas de ASSASSINOS e não para defender acusados de matar covardemente anjos inocentes! Será que o Jornalista Marcelo Rezende vai dizer para essas pessoas que estavam na PORTA DO FÓRUM que deveriam rezar...que o silêncio e a contemplação delas em casa teria valido mais do que o estímulo que fizeram lá na porta do Fórum para defender aquilo que elas acreditavam ser o certo ??? Assim como se referiu a nós quando fomos para a porta do Fórum, em São Paulo, pedir JUSTIÇA pela pequena Isabella Oliveira Nardoni e a condenação dos acusados (pai e madrasta) de tê-la assassinado covardemente! Éh o jogo vira...e navegam conforme a maré! Jamais vou compactuar com isso e defender ASSASSINOS de anjos inocentes!!!


Elaine De Lima em 27/05/2011 17:34
Não acompanhei esse caso, notei que o dia do desaparecimento desse menino foi no mesmo dia em que dei a luz a uma linda menina que nasceu em 06/04/1992 hoje com 19 anos, não consigo nem imaginar como seria te-la perdido aos 7 anos e o pior ainda, da maneira cruel em que o dinheiro continua prevalecendo! A família meus sentimentos e acreditem que mesmo se passando tanto tempo, DEUS existe e vai ter justiça correta.


Sandra Domingues em 26/05/2011 00:48
AMANHÃ - 27/05 O JULGAMENTO TÃO ESPERADO! Se não houver mais nenhuma artimanha da defesa, deve acontecer amanhã, 27/05 o julgamento de uma das acusadas pelo crime sórdido e brutal do pequeno Evandro. Que Deus ilumine a cabeça dos jurados e que a Justiça seja feita! Não discuto a questão se houve ou não a tortura, até porque ninguém confessa um assassinato brutal como esse de livre espontânea vontade e para isso tem o Direito dos "Manos" que já fizeram sua parte em defendê-las...eu quero saber é dos direitos do pequeno Evandro...o de brincar, correr, sorrir, estudar, crescer...VIVER...que lhe foi monstruosamente tirado. É por ele que quero que a justiça seja feita...se houve ou não a tortura contra as acusadas...não estou me pegando nesse "detalhe" até porque se forem de fato culpadas, o que passaram ainda foi pouco diante do que fizeram! E se forem inocentes, cabe ao judiciário inocentá-las e ao Estado reparar o dano...porém ninguém trará a vida do pequeno Evandro de volta. Que a Justiça seja feita, pelo pequeno Evandro!


Sandra Domingues em 18/05/2011 12:08
APROXIMA-SE A DATA DO JULGAMENTO... E o que esperamos é que DESSA VEZ se faça JUSTIÇA...ainda que apenas uma das "acusadas" por esse CRIME MONSTRUOSO seja julgada...o que nos causa tamanha revolta. A pessoa é "acusada" de matar, mas ao completar 70 anos de idade, não pode mais ser julgada...porém se de fato for "assassina" carregará essa corrente pela eternidade...responderá pela monstruosidade praticada, por várias e várias encarnações...sua alma nunca mais terá paz! Mas a alcunha de "bruxas de guaratuba"...levarão para o túmulo!!!


Sandra Domingues em 23/04/2011 14:31
Que a Justiça seja feita..ainda que tardia! Uma coisa é certa...ainda que se safem da Justiça dos homens, da justiça divina não escaparão!


Elisabete Ventura em 22/04/2011 15:20
a nova audiência se aproxima. a ré está participando de várias comunidades do orkut, com o claro objetivo de angariar a simpatia dos membros, e o pior é que está conseguindo. gostaria muito que a Justiça fosse feita, mas infelizmente, tenho dúvidas.


Gisela em 29/11/2010 10:11
Que absurdo acreditar nesta justiça , que tem provas para incriminar sem duvida alguma duas mulheres que não podemos chamar se seres humanos , pois ter corajem de mandar ou matar uma criança inocente, acreditando assim que terá uma vida muito melhor, é sem duvida crueldade , não se faz isso nem com um animal, imagine com um menino inocente , sem poder se defender sem poder fazer nada (cruel) sem palavras pra dizer que sinto neste momento , pra mim , deveria sim existir pena de morte , ou no minimo prisão perpetua , por que não existe arrependimento dessas pessoas , o mundo precisa saber que Deus é pai , ele não quer que você sacrifique seu filho ou algo por ele e sim viva pra ele , rituais não é de Deus , matar não de Deus , ainda mais uma criança , Deus tenha misericordia dessas pessoas , e guarde a familia desse garoto , força vamos acreditar na justiça do homem e na divina , ela não falha , bom dia a todos .


Ângela Benetti em 28/11/2010 22:34
Afinal, vai ter ou não julmamento da Beatriz Abagge amanhã???

Geovanna Pereira de Almeida Quênia Rosa Santos Bruno Abner Pereira Rodrigues Ana Cristina de Macedo Tainá Eliz de Souza Caetano Hávyla Nayara Yago Batista de Souza Juan de Moraes Amanda Correia Evaldo José Nalin Flávio Luiz Paixao dos Santos Rosimere Aparecida Soares Mariana Gonçalves de Souza Kaytto Guilherme Nascimento Pinto Michelle Silveira de Moraes Mário Sérgio Gabardo Kamilly Vitória Pereira Daniel Pellegrine  Denise Quioca Edmilson dos Reis Alves Verônica Torres da Fonseca
 
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