Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
Diga não à impunidade
Blog Blog   |   Fale Conosco Fale Conosco   |   Cadastro Cadastro   |   Depoimento Depoimento
 
 
 
Você está em: Inicial > memorial > perfil.php

Márcio Gustavo de Camargo (Assassinato)



 


Participe Participe cadastrando seu caso de impunidade.

Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 21/11/2008

Localização: Paraná (PR)

Data de Nascimento: 17/02/1978 (30 anos)

Data de Falecimento: 21/11/2008

Sexo: Masculino Masculino
 

Relato de Sueli do Rocio, mãe de Márcio Gustavo de Camargo

Márcio tinha 1,90 de Altura e 82 Kilos. Era Atleta Amador e jogava na posição de zagueiro em Curitiba

No dia 21/11/08, meu filho, Márcio Gustavo de Camargo, saiu por alguns instantes depois do jantar numa sexta feira, por volta das 22h30, quando voltava por volta das 22h40, falando ao celular com amigo e já entrando pelo portão dos fundos de casa, levou 2 tiros, sendo um no torax do lado esquerdo e mais um depois que caiu na calçada de casa, que foi de cima para baixo, de curtissima distância.  Quando meu marido saiu para ver o que estava acontecendo, dois homens a paisana, num gol preto, se identificaram como policiais P2 da policia militar do Paraná. Colocaram meu filho neste gol preto, não deixando que nossa familia o socorresse e levaram ao hospital, mas meu amado filho já chegou sem vida.

Estavam atrás de um vizinho que tinha problemas com a justiça, acharam meu filho suspeito e atiraram com muita crueldade e covardia.
Os campos de futebol para mim ficaram vazios, a nossa casa perdeu muito do seu brilho e o meu coração chora, sangra, se rasga ao meio, uma dor de médico nenhum do mundo cura, voçe sabe.
Quando isto aconteceu, eu (mãe) estava na cama por conta de um câncer letal de 20 cm no pâncreas. Após nove meses eu fui curada por um milagre do nosso Deus, eu gostaria que ele presenciasse a minha cura aqui.
Não queremos vingança, só a justiça, mesmo assim, cadê meu filho que eu gerei e amei e continuo amando por toda a eternidade.
Peço a todas as mães que de alguma maneira abraçem firme os seus filhos e peçam proteçãodos céus para que tragédia como esta que aconteceu na minha familia, não aconteça com mais ninguem, porque as vítimas são os familiares.
 
Do ocorrido
 
No dia, 21/11/2008, Márcio Gustavo de Camargo, 30 anos, beijou a mãe depois de lhe servir o jantar (ela estava acamada por conta de um câncer de pâncreas descoberto dez dias antes) e saiu para levar duas amigas até o ponto de ônibus próximo, avisando que voltaria em seguida.
 
Passados oito minutos, os pais e o irmão de 15 anos ouviram dois tiros na rua. O pai saiu para ver o que estava acontecendo e só teve tempo de vislumbrar dois policiais militares colocando Márcio em um Gol preto. Levado para o Hospital Cajuru, com um tiro nas costas e outro no peito, o rapaz morreu em seguida.
 
Márcio era jogador de futebol amador. Nunca tinha tido problemas com a lei. Era benquisto pela família e pelos amigos. Os PMs, lotados no 20.º Batalhão, o teriam confundido com outro morador da mesma rua que tinha problemas com drogas e furtos. Acharam que o celular era uma arma e o mataram. Alegaram que houve reação e tentaram fazer crer que a morte aconteceu durante um “confronto”.
 
A família não se conforma com o brutal episódio e até hoje, não recebeu informações a respeito do inquérito policial militar. A mãe, Sueli do Rocio, 50 anos, está se curando do câncer. Fez cirurgias e em agosto de 2008 e conseguiu sair da cama.
 
Ela luta para viver, para poder cuidar do outro filho e da neta que na época tinha 8 anos (filha de Márcio), e nutre a esperança de ver punidos os responsáveis pela morte do primogênito.
 
Inquérito demonstra sucessão de erros
 
Márcio Gustavo de Camargo foi morto por engano com dois tiros de pistola. O alvo da polícia era o vizinho dele, como apontam as testemunhas ouvidas na delegacia. Naquele dia, uma Parati descaracterizada da PM foi vista pela vizinhança fazendo campana à tarde na Rua Alferes Marcílio Cardoso, Tingui.
 
À noite, a Parati deu lugar a um Gol preto, ocupado pelos soldados Ademar José Sklar e Rafael Moreira, do serviço reservado do Comando do Policiamento da Capital (sede), que estavam à procura de Michel Henrique Wagner, 23, envolvido na morte de um policial militar de quem teria roubado uma pistola ponto 40.
 
À noite, a vítima foi acompanhar duas amigas até o ponto de ônibus, quase em frente à casa de Michel, e notou a presença dos policiais à paisana. Ele estava falando ao celular e comentou: “Os P2s estão na área”, pois sabia dos antecedentes de Michel e que a polícia o procurava. Logo depois foi baleado. Tanto Michel quanto Márcio tinham uma tatuagem no braço, o que pode ter induzido os policiais ao erro. 
 
Porte ilegal
 
O boletim de ocorrência foi registrado pelos PMs por porte ilegal de arma e reação à abordagem policial, disparando com um revólver calibre 38. A suposta arma utilizada pela vítima foi entregue pelos PMs na delegacia, com quatro cartuchos intactos e um deflagrado.
 
“A perícia não constatou a origem da arma. Não sabemos quem é o proprietário”, contou o delegado Celso Neves, responsável pelo inquérito que está parado no 6.º Distrito há um ano.
 
No entanto, as pessoas ouvidas na delegacia, incluindo o pai da vítima, contam que ouviram apenas dois disparos, levando a crer que o revólver foi “plantado” pelos PMs. 
 
O verdadeiro alvo dos PMs, Michel, hoje está preso em uma delegacia da capital e foi ouvido sobre o caso. Afirmou que estava escondido no Litoral quando o vizinho foi assassinado. 
 
A Polícia Militar informou, por meio da assessoria de imprensa, que o Comando de Policiamento da Capital (CPC) instaurou Inquérito Policial Militar que já foi remetido à Vara da Auditoria da Justiça Militar do Ministério Público. “Por se tratar de um homicídio doloso, a constituição prevê que o processo e julgamento ocorram na Justiça comum”, diz a assessoria. 
 
Enquanto isso os PMs continuam em suas atividades rotineiras - quatro meses depois do crime o soldado Sklar prestou concurso para o curso de habilitação ao quadro especial de oficiais da PM.
 
Sem exame
 
Faltava apenas o resultado do exame residuográfico das mãos do jovem morto (detecta sinais de chumbo e indica se foi feito uso ou não de arma de fogo), para o delegado Celso Neves finalizar o inquérito e encaminhá-lo à Justiça. 
 
O exame foi solicitado pelo delegado dois dias depois do crime. Como não houve resposta e por ser essencial para as investigações, Neves enviou em setembro deste ano novo ofício ao Instituto Médico-Legal (IML). Porém, o exame é realizado pelo Instituto de Criminalística e, de acordo com o órgão, não há registro de que tenha sido feito.
“A autoridade policial tem que comunicar imediatamente a Criminalística para que seja feita a coleta de resíduo”, disse o diretor administrativo do IC, Márcio Borges de Macedo. A conclusão é de que o delegado espera até hoje o resultado de um exame que nunca foi feito.
 
Um dos PMs envolvidos no crime faleceu, vítima de um AVC, porem o outro foi pronunciado ao júri popular, mas até o momento não teve a data do julgamento marcada.
 
4 anos depois, o caso continua impune e a família aguarda por justiça.
 
Por Sandra Domingues com informações do Paraná Online

No dia, 21/11/2008, Márcio Gustavo de Camargo, 30 anos, beijou a mãe depois de lhe servir o jantar (ela estava acamada por conta de um câncer de pâncreas descoberto dez dias antes) e saiu para levar duas amigas até o ponto de ônibus próximo, avisando que voltaria em seguida. Passados oito minutos, os pais e o irmão de 15 anos ouviram dois tiros na rua. O pai saiu para ver o que estava acontecendo e só teve tempo de vislumbrar dois policiais militares colocando Márcio em um Gol preto. Levado para o Hospital Cajuru, com um tiro nas costas e outro no peito, o rapaz morreu em seguida.

Márcio era jogador de futebol amador. Nunca tinha tido problemas com a lei. Era benquisto pela família e pelos amigos. Os PMs, lotados no 20.º Batalhão, o teriam confundido com outro morador da mesma rua que tinha problemas com drogas e furtos. Acharam que o celular era uma arma e o mataram. Alegaram que houve reação e tentaram fazer crer que a morte aconteceu durante um “confronto”.
 
A família não se conforma com o brutal episódio e até hoje, não recebeu informações a respeito do inquérito policial militar. A mãe, Sueli do Rocio, 50 anos, está se curando do câncer. Fez cirurgias e em agosto de 2008 e conseguiu sair da cama. Ela luta para viver, para poder cuidar do outro filho e da neta que na época tinha 8 anos (filha de Márcio), e nutre a esperança de ver punidos os responsáveis pela morte do primogênito.

Um dos PMs envolvidos no crime faleceu, vítima de um AVC, porem o outro foi pronunciado ao júri popular, mas até o momento não teve a data do julgamento marcada.

4 anos depois, o caso continua impune e a família aguarda por justiça.
 
Por Sandra Domingues com informações do Paraná Online


Não será publicado.




Desejo Receber Informativos (não enviamos SPAM)






Vitoria em 05/02/2012 02:01
pai tiraram a sua vida mas todos lutam por justiça a sua mãe, seu pai eu e todos eu te amo amor eterno de sua filha vivi.


Milena em 02/01/2011 20:18
Oi , eu sou a prima do marcio tiraram a vida de uma pessoa inocente e dos bandidos que estão solto na rua eles nem ligam saudades marcio

Françoise Steffani Silva de Oliveira José Edmilson Costa dos Reis Maria Tatiana Barros de Oliveira Rodrigo de Andrade Bezerra Thayna de Oliveira Rafael Mascarenhas Luís Carlos dos Anjos Giulia de Oliveira da Silva Francisco Jozenilton Veloso Jéssica Laís da Silva Barbosa Aidir Pinagé de Lima Bruno Fonseca de Almeida Ana Beatriz de Souza Julyana Siqueiros Palomino Cidia Costa Cardoso Wanderson Lucio Amaral Fernando Iskierski Ezequiel Silva de Souza Marcelo Ribeiro Kuczmarski Márcia Valéria de Souza Francisco Gomes Gislaine Aparecida Gonçalves
 
Blogger   Youtube   Facebook   Twitter   RSS