Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
Diga não à impunidade
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Robson Eduardo Carriel De Lima (Trânsito)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 23/12/2008

Localização: Curitiba (PR)

Data de Nascimento: 22/12/1987 (21 anos)

Data de Falecimento: 23/12/2008

Sexo: Masculino Masculino
 

Por  Rose Marie Carriel de Lima, mãe de Robson Eduardo Carriel De Lima

Meu filho, Robson Eduardo Carriel De Lima, estava completando 21anos. Como ele sempre gostava de comemorar o seu aniversário junto com seus amigos e neste dia (22/12/2008) sua futura noiva deixou que ele comemorasse o aniversário com os amigos. Robson tinha trabalhado até duas da tarde.

Robson veio para casa pegar o bolo para comemorar com a familia pois ele era muito amoroso. Passamos à tarde toda brincando numa praça perto de casa junto com a namorada, cunhada sogra e toda a familia, ele estava muito feliz. Às 18:00h sua namorada foi para casa pois no outro dia tinha que trabalhar. Por volta das 18:30h ele me cobrou mãe aonde está o Roberto?  (seu irmão) Eu falei para ele que iria ver aonde ele estava e fui atrás do irmão, pois eles tinham um carinho muito grande um com o outro.

Quando eu estava voltado para casa  Robson e Roberto me viram e vieram correndo em  minha direção, esta foi a ultima vez que o vi, muito feliz.

Ás 22:00h fui trabalhar pois trabalhava num hotel, na cozinha, antes de sair de casa falei para ele: - Meu filho não saia de casa hoje, mas ele não me ouviu e por volta das 22:30h ele foi na casa do seu melhor amigo, eles já tinham combinado de tomarem uma cerveja, pois era o dia do seu aniversário.

Estavam na pracinha perto de casa junto com  seus amigos e por volta das 23:30h passou o Antonio ( filho de um policial de Curitiba) dirigindo o veiculo que provocaria o acidente fatal e perguntou o que eles estavam fazendo. Antonio era amigo do melhor amigo do meu filho (Jean), mas o meu filho não era amigo dele porque eu sabia com quem o meu filho estava sempre, conhecia seus amigos. O motorista chamou-os para dar uma volta, fiquei sabendo que o Robson não queria ir mas por insistência de seus amigos ele foi.

A 01:00h da madrugada me deu um grande desespero, tinha que ligar para o meu filho Robson. Esta foi a minha ultima vez que falei com ele e as últimas palavras que ouvi dele foi: - mãe já estou indo para casa...eu falei para ele como sempre: - Fique com Deus. Depois de meia hora eu liguei para mas ele já estava morto e por isso não me atendia. Eu sem ainda saber do ocorrido fiquei preocupada, ligando a cada meia hora e ninguém me falava o que tinha acontecido.

Por volta das 4:30h da manhã recebo a noticia: Venha para casa que o Robson morreu! Foi uma dor muito grande, larguei tudo e fui para casa. Cheguei em casa, peguei os meus documentos e fui para o IML não querendo acreditar no que tinha acontecido. Foi muito doido comprar o caixão dele, pois sou mãe solteira.

Fui até o serviço dele para avisar o que tinha acontecido. Em quando isso um tio meu foi para o local do acidente. Quando meu filho Roberto chegou com o telefone do Robson, documentos, cordão de ouro dele, todo sujo de sangue, foi a pior dor do mundo.

Com todo este sofrimento a minha luta começou, todo mundo chegava ao velório do meu filho e me falava que não era o Robson que estava dirigindo e eu nem sabia o que estava acontecendo.

Depois que passou as festas de final de ano fui até a policia rodoviária federal para pegar o boletim de ocorrência e para minha surpresa a policia rodoviária não fez. Fui até aonde o carro estava em Colombo. Chegando lá o policial que me atendeu foi ligar para o Antonio (o motorista) pedindo autorização para ele me entregar um relato que uma policial rodoviária estava começando a fazer.

O policial me deu uma cópia do boletim de ocorrência e a policial sempre me deixou muito claro que não era meu filho que esta conduzido o veiculo, este policial foi afastado do caso. Estive na policia rodoviária varias vezes, cheguei a questioná-los por que o tênis do meu filho estava no banco de trás? Não era ele que estava dirigindo!

Achei também a pulseira de Robson no banco de tras, sempre com um policial junto, tudo isso no carro do acidente, mas eles não tinham resposta.

O pior que a morte do meu filho perante a policia rodoviária não existe pois eles não fizeram o papel correto por erro deles quiseram  jogar a culpa no Detran, dai comecei a ir para a delegacia de Detran. 

Tive azar de pegar um escrivão que só mentia para mim, dizendo... porque eu vou fazer isso, vou fazer aquilo e não fazia nada. Eu ia todos os dias na delegacia. Quando foi em março consegui o registro do acidente do meu filho através das vitimas,  pois o Fabio, um dos 4 que estavam no carro e ficou muito tempo na UTI.

Quando foi em agosto esteve na minha casa, bem no dia que o motorista foi para a delegacia depor, o sargento que estava comandado o acidente do meu filho e me pediu perdão por ele ter feito o boletim de ocorrência errado e falou: - quero que seu filho descanse em paz, a senhora me perdoe.

Tinha lugar que eu ia, eles ja sabiam que eu estava chegando e a pessoa responsável nunca estava, foi quando tomei a atitude de ir até a corregedoria da policia civil e aonde eu consegui muita coisa, pois eles quiseram me fazer de boba ou eu me cansar. Depois de três meses foi o primeiro inquérito na delegacia mas a promotora pediu outros documentos.

O escrivão queria me fazer de boba, pediu para o meu irmão uma cortesia de jornal, pensamos que ele iria olhar o caso do meu filho com mais carinho, mas não, quando os meninos chegaram na delegacia para depor o depoimento dos meninos já estava pronto, eles assinaram e não falaram nada. 

Mas como sempre tem pessoas boas, quando me falaram que quando eles chegaram estava tudo pronto fui atrás da promotora e falei o que aconteceu e ela me mandou  voltar e pediu para ele fazer novamente mas ele não fez eu fui atras do delegado.

Falei com ele que agora está nas mãos do juiz no civil. Já provei a inocência do meu filho, tenho certeza que ele esta me ajudando nas provas pois quando eu fui em Colombo pegar o boné do Robson, achei o documento do carro e depois a corrente. Tenho certeza que e isso que o meu filho quer.

Sofri muito para conseguir tudo isso, foram quase a 1ano e 5 meses correndo atras de tudo para provar a inocência do meu filho Robson.

Robson foi vítima, não era ele quem dirigia o automóvel e o motorista está solto, para poder fazer outras vítimas, enquanto meu filho já não está mais aqui e não pode se defender, mas eu não sossegarei enquanto não fizer justiça e provar a inocência de meu filho, pois as matérias veiculadas, na época, pela imprensa, não mostram a realidade, colocaram o meu filho como o responsável pelo acidente, como se fosse ele que estava dirigindo o veículo, embriago e ainda em alta velocidade.

Sou uma mãe que sofre e luta por Justiça!

Por Sandra Domingues, com informações do Paraná Online e BandaP

Sandra Domingues, presidente da ONG Justiça é o que se Busca e Rose Carriel, mãe do jovem Robson Eduardo Carriel De Lima

Robson Eduardo Carriel De Lima, 21 anos, é mais uma vítima da violência do trânsito e mais um caso de impunidade.

Além de ter sido morto num acidente de trânsito, causado por um motorista que dirigia em alta velocidade e embriagado, filho de um policial de Curitiba, foi lhe imputado a responsabilidade pelo acidente, como se fosse ele quem dirigia o carro.

A mãe de Robson luta há 6 anos por Justiça, para provar a inocência de seu filho e para que o verdadeiro responsável pelo acidente, que vitimou o Robson e deixou outros 3 feridos, seja responsabilizado e pague pelos seus atos.



Não será publicado.




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Iva Batista em 26/11/2011 09:12
É DOLOROSO DE MAIS.A DOR DE PERDER UM FILHO.EU PERDI AMIHA. FILHA ESMAGADA POR UMA CARRETA..NO DIA 20-06-2006.ATÉ HOJE VIVO PORQUE DEUS VIVI EM MIM. TENHA FORÇA QUE DEUS VAI TE AJUDAR.

Lucas da Luz Alves Eduardo Antônio Lara Luis Gustavo de Melo Barbosa Gabrielly Caroline Dias Rocha Toni Bernado da Silva Alexandre Menezes dos Santos Gabriella Oliveira Ribeiro Maria Aparecida Fausta Ribeiro Silva Adna Priscila Alves da Silva João Cláudio Espinhara Brandão Danilo Barros de Souza Daniel da Silva Ferreira Pinheiro Bárbara Guimarães Lopes Henrique dos Santos Silva Michelle Chaffin Cubeiro Daniel Víctor  de Bastos Fábio Alexandre Maisel Costa André Luis Gusmão de Almeida Marcelo Caetano Giorgio Renan Ernlund Metynoski Rosa Maria Leite Alves
 
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