Por Rose Marie Carriel de Lima, mãe de Robson Eduardo Carriel De Lima
Meu filho, Robson Eduardo Carriel De Lima, estava completando 21anos. Como ele sempre gostava de comemorar o seu aniversário junto com seus amigos e neste dia (22/12/2008) sua futura noiva deixou que ele comemorasse o aniversário com os amigos. Robson tinha trabalhado até duas da tarde.
Robson veio para casa pegar o bolo para comemorar com a familia pois ele era muito amoroso. Passamos à tarde toda brincando numa praça perto de casa junto com a namorada, cunhada sogra e toda a familia, ele estava muito feliz. Às 18:00h sua namorada foi para casa pois no outro dia tinha que trabalhar. Por volta das 18:30h ele me cobrou mãe aonde está o Roberto? (seu irmão) Eu falei para ele que iria ver aonde ele estava e fui atrás do irmão, pois eles tinham um carinho muito grande um com o outro.
Quando eu estava voltado para casa Robson e Roberto me viram e vieram correndo em minha direção, esta foi a ultima vez que o vi, muito feliz.
Ás 22:00h fui trabalhar pois trabalhava num hotel, na cozinha, antes de sair de casa falei para ele: - Meu filho não saia de casa hoje, mas ele não me ouviu e por volta das 22:30h ele foi na casa do seu melhor amigo, eles já tinham combinado de tomarem uma cerveja, pois era o dia do seu aniversário.
Estavam na pracinha perto de casa junto com seus amigos e por volta das 23:30h passou o Antonio ( filho de um policial de Curitiba) dirigindo o veiculo que provocaria o acidente fatal e perguntou o que eles estavam fazendo. Antonio era amigo do melhor amigo do meu filho (Jean), mas o meu filho não era amigo dele porque eu sabia com quem o meu filho estava sempre, conhecia seus amigos. O motorista chamou-os para dar uma volta, fiquei sabendo que o Robson não queria ir mas por insistência de seus amigos ele foi.
A 01:00h da madrugada me deu um grande desespero, tinha que ligar para o meu filho Robson. Esta foi a minha ultima vez que falei com ele e as últimas palavras que ouvi dele foi: - mãe já estou indo para casa...eu falei para ele como sempre: - Fique com Deus. Depois de meia hora eu liguei para mas ele já estava morto e por isso não me atendia. Eu sem ainda saber do ocorrido fiquei preocupada, ligando a cada meia hora e ninguém me falava o que tinha acontecido.
Por volta das 4:30h da manhã recebo a noticia: Venha para casa que o Robson morreu! Foi uma dor muito grande, larguei tudo e fui para casa. Cheguei em casa, peguei os meus documentos e fui para o IML não querendo acreditar no que tinha acontecido. Foi muito doido comprar o caixão dele, pois sou mãe solteira.
Fui até o serviço dele para avisar o que tinha acontecido. Em quando isso um tio meu foi para o local do acidente. Quando meu filho Roberto chegou com o telefone do Robson, documentos, cordão de ouro dele, todo sujo de sangue, foi a pior dor do mundo.
Com todo este sofrimento a minha luta começou, todo mundo chegava ao velório do meu filho e me falava que não era o Robson que estava dirigindo e eu nem sabia o que estava acontecendo.
Depois que passou as festas de final de ano fui até a policia rodoviária federal para pegar o boletim de ocorrência e para minha surpresa a policia rodoviária não fez. Fui até aonde o carro estava em Colombo. Chegando lá o policial que me atendeu foi ligar para o Antonio (o motorista) pedindo autorização para ele me entregar um relato que uma policial rodoviária estava começando a fazer.
O policial me deu uma cópia do boletim de ocorrência e a policial sempre me deixou muito claro que não era meu filho que esta conduzido o veiculo, este policial foi afastado do caso. Estive na policia rodoviária varias vezes, cheguei a questioná-los por que o tênis do meu filho estava no banco de trás? Não era ele que estava dirigindo!
Achei também a pulseira de Robson no banco de tras, sempre com um policial junto, tudo isso no carro do acidente, mas eles não tinham resposta.
O pior que a morte do meu filho perante a policia rodoviária não existe pois eles não fizeram o papel correto por erro deles quiseram jogar a culpa no Detran, dai comecei a ir para a delegacia de Detran.
Tive azar de pegar um escrivão que só mentia para mim, dizendo... porque eu vou fazer isso, vou fazer aquilo e não fazia nada. Eu ia todos os dias na delegacia. Quando foi em março consegui o registro do acidente do meu filho através das vitimas, pois o Fabio, um dos 4 que estavam no carro e ficou muito tempo na UTI.
Quando foi em agosto esteve na minha casa, bem no dia que o motorista foi para a delegacia depor, o sargento que estava comandado o acidente do meu filho e me pediu perdão por ele ter feito o boletim de ocorrência errado e falou: - quero que seu filho descanse em paz, a senhora me perdoe.
Tinha lugar que eu ia, eles ja sabiam que eu estava chegando e a pessoa responsável nunca estava, foi quando tomei a atitude de ir até a corregedoria da policia civil e aonde eu consegui muita coisa, pois eles quiseram me fazer de boba ou eu me cansar. Depois de três meses foi o primeiro inquérito na delegacia mas a promotora pediu outros documentos.
O escrivão queria me fazer de boba, pediu para o meu irmão uma cortesia de jornal, pensamos que ele iria olhar o caso do meu filho com mais carinho, mas não, quando os meninos chegaram na delegacia para depor o depoimento dos meninos já estava pronto, eles assinaram e não falaram nada.
Mas como sempre tem pessoas boas, quando me falaram que quando eles chegaram estava tudo pronto fui atrás da promotora e falei o que aconteceu e ela me mandou voltar e pediu para ele fazer novamente mas ele não fez eu fui atras do delegado.
Falei com ele que agora está nas mãos do juiz no civil. Já provei a inocência do meu filho, tenho certeza que ele esta me ajudando nas provas pois quando eu fui em Colombo pegar o boné do Robson, achei o documento do carro e depois a corrente. Tenho certeza que e isso que o meu filho quer.
Sofri muito para conseguir tudo isso, foram quase a 1ano e 5 meses correndo atras de tudo para provar a inocência do meu filho Robson.
Robson foi vítima, não era ele quem dirigia o automóvel e o motorista está solto, para poder fazer outras vítimas, enquanto meu filho já não está mais aqui e não pode se defender, mas eu não sossegarei enquanto não fizer justiça e provar a inocência de meu filho, pois as matérias veiculadas, na época, pela imprensa, não mostram a realidade, colocaram o meu filho como o responsável pelo acidente, como se fosse ele que estava dirigindo o veículo, embriago e ainda em alta velocidade.
Sou uma mãe que sofre e luta por Justiça!









Robson Eduardo Carriel De Lima, 21 anos, é mais uma vítima da violência do trânsito e mais um caso de impunidade.
Além de ter sido morto num acidente de trânsito, causado por um motorista que dirigia em alta velocidade e embriagado, filho de um policial de Curitiba, foi lhe imputado a responsabilidade pelo acidente, como se fosse ele quem dirigia o carro.
A mãe de Robson luta há 1 anos e 5 meses por Justiça, para provar a inocência de seu filho e para que o verdadeiro responsável pelo acidente, que vitimou o Robson e deixou outros 3 feridos, seja responsabilizado e pague pelos seus atos.