A adolescente Itaize Santos Da Silva, 13 anos, foi morta a golpes de pá pelo próprio padastro, que escondeu o corpo no chão da própria casa, por 1 ano e 5 meses. O crime aconteceu em Belém do Pará - PA, em 09/05/2005.
O acusado Carlos Alberto Santana Santos, convivia maritalmente com a mãe da vítima Itaize Santos Da Silva
No dia 09 de abril de 2005, o acusado Carlos Alberto se encontrava sozinho com a vítima Itaize, 13 anos de idade, na casa em que moravam na Trav. Soledade, na Invasão Buraco Fundo. Por volta de 09:00h., após se esbarrarem dentro de um pequeno corredor que cortava o imóvel, o acusado Carlos Alberto discutiu com a vítima Itaize não relevando as palavras proferidas pela mesma. Desferiu nesta um certeiro golpe com o cabo de madeira da pá, que veio a atingir a cabeça, mais precisamente o rosto da vítima Itaize que, ante a violência do baque, rodopiou e caiu sem vida ao solo. Decorrente da gravidade da lesão, a vítima Itaize sangrou muito, tendo o acusado Carlos Alberto tentado estancar a lesão com lençóis e travesseiros usados pela família.
O acusado Carlos Alberto então utilizou uma picareta e cavou um buraco de cerca de 80 cm de profundidade por 70cm de largura, no chão da casa que era de terra batida, tendo lá enterrado a vitima Itaize e junto com esta colocou os travesseiros e lençóis sujos de sangue, jogando cal em cima e fechando o buraco, compactando o terreno com enxada.
Na queda a vítima Itaize sujou o sofá da casa que não absorveu as manchas de sangue que ficaram bastante evidentes, mesmo o acusado tendo lavado-o. Assim como também lavou a casa inteira, tomando em seguida um banho e permanecido dentro do imóvel.
Quando o irmão da vítima Itaize chegou e perguntou por ela, o acusado Carlos Alberto disse esta tinha simplesmente recebido um telefonema, arrumado dois lençóis, um travesseiro, um sapato e uma muda de roupa e saído sem dizer para onde. Versão esta que sustentou para sua então cônjuge e mãe da vítima Itaize que após aguardar o retorno desta nos dias seguintes, entrou em desespero.
Tal versão ecoou como verdadeira durante um ano e cinco meses, quando, após escavações no terreno onde havia sido a casa do casal e tinha sido vendido para uma igreja evangélica, foi descoberto um corpo já putrefato, que devido reconhecimento pela mãe, foi identificado como o da vítima Itaize. Após diligências da polícia, foi obtida a confissão do acusado Carlos Alberto que detalhou o ato cometido. A atrocidade cometida ficou conhecida como o "Crime do Buraco Fundo".
Julgado em 06/08/09 pela Drª. Sarah Castelo Branco Monteiro Rodrigues, Juíza Presidente da 1ª.Vara Penal do Distrito de Icoaraci-PA
O Douto Conselho de Sentença, por maioria de votos, acatou a tese de Homicídio Qualificado por Motivo Fútil e que o agente utilizando-se do elemento surpresa, usou de recurso o que impossibilitou a defesa da vítima, previsto no ART. 121, § 2º, incisos II e IV do CPB, assim como, reconheceu que ao seu favor milita a circunstância atenuante da confissão, previsto no ART. 65, inciso III, alínea d, do CPB. Reconheceu também a responsabilidade do pronunciado acima declinado, pelo crime de Ocultação de Cadáver, previsto no ART. 211 do CPB, assim como, reconheceu que ao seu favor milita a circunstância atenuante da confissão, prevista no ART. 65, inciso III, alínea d, do mesmo Diploma Legal.
O réu Carlos Alberto Santana Santos, foi condenado a pena de 18 anos e 08 meses, que deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Carlos Alberto chegou a ser preso, mas foi solto através da benesse de um Habeas Corpus, no dia do julgamento saiu do Fórum, como se fosse um “cidadão digno”, pela porta da frente. E só voltará a ser preso após a apreciação de todos os recursos inesgotáveis que são oferecidos pelas nossas leis penais.
Eu sou MOVIDA pela justiça


A adolescente Itaize Santos Da Silva, 13 anos, foi morta a golpes de pá pelo próprio padastro, que escondeu o corpo no chão da própria casa, por 1 ano e 5 meses. O crime aconteceu em Belém do Pará - PA, em 09/05/2005.
O réu Carlos Alberto Santana Santos, acusado de assassinar Itaize Santos Da Silva foi condenado a pena de 18 anos e 08 meses, que deverá ser cumprida inicialmente em regime fechado.
Carlos Alberto chegou a ser preso, mas foi solto através da benesse de um Habeas Corpus, no dia do julgamento saiu do Fórum, como se fosse um “cidadão digno”, pela porta da frente. E só voltará a ser preso após a apreciação de todos os recursos inesgotáveis que são oferecidos pelas nossas leis penais.