Data do Ocorrido: 12/04/2008
Localização: São Paulo (SP)
Data de Nascimento: 28/12/1990 (17 anos)
Data de Falecimento: 12/04/2008
Sexo: Feminino
Por Klaiton Luís Ferretti Simão, pai de Fernanda Cristina Simão
Minha filha, Fernanda Cristina Simão, então com 17 anos de idade, foi assassinada dentro de casa, em 12 de abril de 2008.
Apesar de provas substanciais recolhidas no inquérito (manchas de sangue na bermuda e várias testemunhas) e um eficiente trabalho da equipe do DHPP, a "justiça" entende que o assassino não deve ir à juri popular.
O assassino ficou alguns meses preso, mas foi libertado, pois o Exmo. juiz Dr. Carlos Eduardo Oliveira de Alencar não viu provas suficientes para levá-lo a juri popular, por incrível que pareça. A esperança para que se faça justiça é o recurso interposto pelo promotor Dr. José Carlos Cosenzo, do V tribunal do júri de SP, para que o TJ reconsidere a decisão do juiz, e leve o assassino a júri popular. A luta por justiça continua.
Klaiton Luis Ferretti Simão
Processo 360/2008, quinto tribunal, quinta vara - SP
Do ocorrido
Fernanda Cristina Simão morava no Real Parque, zona Sul de São Paulo e foi encontrada sem vida, no banheiro do andar superior da casa, pela mãe.
Após sofrer um golpe na cabeça, feito por algum material contundente (uma peça de decoração, uma pedra, algo assim), o que provavelmente já causaria sua morte. Em seguida, ela foi esfaqueada na garganta, acima do peito, com uma faca de cozinha da casa.
Ao que tudo indica, ela correu para o banheiro e tentou fechar a porta ao ser atacada, mas não conseguiu. A mãe diz em seu depoimento que chegou em casa por volta de nove ou dez da noite, encontrou o portão trancado e o ceular dela não atendia, por isso, pulou o muro da casa e encontrou-a.
A perícia aponta que o horário da morte tenha sido por volta das oito da noite.
Fernanda Cristina Simão, de 17 anos de idade, foi assassinada dentro de casa, pelo companheiro da mãe.
Apesar de provas substanciais recolhidas no inquérito (manchas de sangue na bermuda e testemunhas), a "justiça" entende que não deve ir à juri popular.
Três anos depois o assassinato da jovem Fernanda Cristina Simão continua impune e à familia só resta a dor da saudade, revolta e a luta por justiça.