Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
Diga não à impunidade
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Marcos Vinícius Gonçalves Souza (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 08/07/2009

Localização: Ipatinga (MG)

Data de Nascimento: 11/12/1992 (16 anos)

Data de Falecimento: 08/07/2009

Sexo: Masculino Masculino
 

Um crime que envolvia mistério e informações desencontradas, assim era caracterizada a morte de Marcos Vinícius Gonçalves Souza, 16 anos, Marquinhos Burn. O crime aconteceu em Ipatinga- MG, no dia 08 de julho de 2009.

Marcos Vinícius Gonçalves Souza, conhecido como Markinhos saiu de casa para tirar fotográfias,era algo que ele amava fazer, no Parque Ecológico das Águas, na companhia de três amigos, quando foi atingido por um tiro na cabeça.

Os familiares contaram que Marquinhos Burn, que tem como apelido o nome de um energético e era muito conhecido no mundo virtual da internet, chegou da Escola Estadual João XXIII, onde estudava na parte da manhã. Horas depois, uma pessoa ligou para a casa de Marquinhos convidando-o para sair no período da tarde. O grupo fez várias fotos até o Parque Ecológico, onde ocorreu o crime.

Um adolescente, que hoje tem cerca de 17 anos, foi apontado pelas investigações da Polícia Civil como o autor do disparo de arma de fogo que acertou a cabeça da vítima.

O delegado Helton Cota confirmou a informação ao DIÁRIO. Ele não apontou os detalhes das investigações, mas apenas que um adolescente, na época com 15 anos, foi apontado como o autor do homicídio. “Os outros (suspeitos) foram inocentados, mas não significa que o promotor não possa entender diferente”, explicou o policial civil.

Além do adolescente estavam com Marquinhos Burn um rapaz que na época era menor de 18 anos de idade e uma garota. “Não se constatou nenhum índice de participação dos outros envolvidos. Somente este menor teria participado (do crime)”, encerrou o delegado, explicando que, devido ao fato de o inquérito policial envolver adolescentes infratores, ele está obrigado por lei a restringir informações e detalhes do caso.O inquérito será remetido nesta para a Justiça da Comarca de Ipatinga para receber o parecer do Ministério Público. 

A motivação do crime:  O autor do disparo, arma não foi localizada, matou Marquinhos Burn por ciúmes. Ele teria uma relação sexual com a vítima e não gostou de saber que o rapaz assassinado tinha outros envolvimentos homossexuais.

Para saber quem atirou em Marquinhos, a polícia periciou os computadores dos envolvidos. O essencial para a conclusão foi a reconstituição do crime, realizada pela equipe do delegado Helton no mês de maio no Parque Ecológico das Águas, no bairro Veneza I. A Polícia Civil mais os três envolvidos encenaram toda a situação mediante os seus depoimentos dados na delegacia, confrontados com os dados da investigação.

A reconstituição, além de mostrar contradições do que disseram os três suspeitos, apontou que o acusado pelo crime saiu do local e voltou alguns minutos depois. Há suspeita de que neste momento ele se desfez da arma de fogo usada, de calibre 22. Em nenhum momento, eles confessaram o crime ou apontaram quem o teria praticado, em uma espécie de “pacto de silêncio”.

O caso foi arquivado sem ninguém responder pela morte de Marquinhos e à família só restou o sentimento de impunidade.

A mãe de Markinhos Burn, Ilsa Gonçalves Araújo, diante da repercussão da reportagem sobre o arquivamento do processo que busca punir os responsáveis pela morte de seu filho, enviou ao PLOX uma nota de protesto:

Nota:
 
Uma reportagem muito boa, completa. Esperamos que isso sirva pelo menos para a população ver como a lei funciona em Ipatinga. Não digo que nada que acontecer trará meu filho de volta, só não quero que outras famílias sintam essa dor que estou sentindo.
 
Meu filho, não é por estar morto, que digo que era um excelente filho. Digo isso, porque era!
 
Tenho certeza que se os homens não fazem nada, tem um deus no céu que tudo vê e que tem uma mão que nenhum ser dessa terra suporta.
Portanto, não estou esperando nada da justiça da terra. Ela virá do céu. 
 
Mas enquanto espero, quero que as pessoas vejam o que acontece com as famílias que não tem dinheiro nessa cidade, onde o custo de vida é um dos mais altos do Brasil, onde pagamos impostos e no final dá nisso. Somos marginalizados e jogados à margem da sociedade, como meros espectadores das nossas lutas e de nosso sofrimento, sem nenhum apoio da polícia.
 
Aqui nessa cidade, se seu filho foi assassinado, ele é considerado bandido, não importa seus antecedentes e nem sua família, Simplesmente é um" marginal" e marginais morrem mesmo. Esse é o pensamento da nossa lei em Ipatinga.
 
Temos o nome do autor, temos tudo o que eles precisam e nada e feito, e vamos convivendo com essa impunidade que com certeza irá gerar novos crimes e novas dores.
 
Fim da nota.

 


Um crime que envolvia mistério e informações desencontradas, assim era caracterizada a morte de Marcos Vinícius Gonçalves Souza, 16 anos, Marquinhos Burn. O crime aconteceu em Ipatinga- MG, no dia 08 de julho de 2009.

Marcos Vinícius Gonçalves Souza, conhecido como Markinhos saiu de casa para tirar fotográfias, era algo que ele amava fazer, no Parque Ecológico das Águas, na companhia de três amigos, quando foi atingido por um tiro na cabeça.

O caso foi arquivado sem ninguém responder pela morte de Marquinhos e à família só restou o sentimento de impunidade.



Não será publicado.




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Eunice em 02/10/2012 23:46
Polícia diz ter nome do assassino, mas Justiça arquiva o caso, infelizmente e mais um caso sem resposta a sociedade.. http://www.plox.com.br/caderno/aconteceu/markinhos-burn-policia-diz-ter-nome-assassino-mas-justica-arquiva-o-caso?page=4


Amandiinha* em 19/09/2011 13:51
Uma pessoa tão especial não poderia ter morrido tenho dó dos parentes dele como a thay,se Deus quis quem somos nós para julgar

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