Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
Diga não à impunidade
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Petrus Soares da Silva (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 14/10/2005

Localização: Pernambuco (PE)

Data de Nascimento: 00/00/1964 (41 anos)

Data de Falecimento: 14/10/2005

Sexo: Masculino Masculino
 

Petrus Soares da Silva, 41 anos, foi morto em 14 de outubro de 2005, com seis tiros, ao parar com o carro em um semáforo na avenida General San Martin. Segundo Noberto Lopes, as investigações indicaram que o crime teria motivação passional, uma vez que não foi levado nenhum pertence da vítima. “As suspeitas recaíram, então, sobre Spinelli, que não aceitou o rompimento da amizade com Petrus e era conhecido como uma pessoa impulsiva”, destacou o advogado.

O motivo para o desentendimento entre o médico e o dentista teria sido um suposto assédio de Spinelli à esposa de Petrus, fato negado de maneira veemente por João Olympio. “Meu cliente não ameaçou a vítima e não faltou com o respeito à senhora Núbia em nenhum momento. Essas acusações são inverídicas”, rebateu.

O policial da Rocam, Douglas Dias de Araújo, conhecido como Douglas Pitbull, chegou escoltado no local. Ele é um dos acusados, assim como o cardiologista José Carlos Queiroz Spinelli, de 61 anos.

Contra o médico pesa a acusação de mandar matar o colega de trabalho. A chegada dele no fórum foi com o rosto coberto por um jornal e sentado em uma cadeira de rodas. Bem diferente da foto em que aparece ao lado de Núbia e Petrus Soares, de quem foi padrinho de casamento. De acordo com a família de Petrus, José Spinelli só passou a usar a cadeira de rodas depois do crime, no dia 14 de outubro de 2005.

Segundo investigações, o dentista Petrus Soares, então com 39 anos, tinha acabado de sair do plantão no Pan de Areias quando foi morto com oito tiros em frente à cavalaria da Polícia Militar no bairro de San Martin.

O advogado da família da vítima, Norberto Lopes, conta que os desentendimentos entre os dois amigos começaram depois que o cardiologista assediou a mulher de Petrus, que teria sido ameaçado de morte várias vezes pelo médico: “Spinelli foi indiciado como o mandante do crime e o Edinaldo e Douglas como executores. Nos autos constam que eles teriam atirado. Cabe a eles o direito de defesa, de se manifestar. Infelizmente o júri não pôde ocorrer”.

O advogado do médico, João Olympio, nega o envolvimento do cliente no crime: “Spinelli, desde o primeiro momento, nega. Ele nunca conta outra história. Não teve nenhuma forma de participação nesse lamentável fato”.

Outras cinco pessoas foram acusadas de participar da morte de Petrus. Duas delas também deveriam ser julgadas hoje: Ednaldo Barbosa da Silva Júnior, o Pirulito, que está preso no Aníbal Bruno e o policial Douglas Dias de Araújo, que está no Creed.  

O julgamento, porém, foi adiado. De acordo com a juíza Fernanda Moura , o promotor, que é responsável pela acusação, alegou ser parente do réu José Spinelli: “o promotor, muitas vezes, pegas os autos para análise no dia anterior. Foi quando ele se viu diante de um fato com o qual ele não podia transigir. A relação de parentesco o impede de realizar a acusação”.

A notícia de que o julgamento foi adiado para o dia 22 de setembro decepcionou amigos e parentes de Petrus. Na saída, todos fizeram uma oração por Justiça.

Ednaldo Barbosa da Silva Júnior está preso no Aníbal Bruno. O médico José Spinelli passou dois anos no Cotel e estava em prisão domiciliar até conseguir um habeas corpus, este ano. Outras três pessoas também são acusadas de participar do assassinato. Duas delas estão foragidas: Cleiton Silva e Evagner Souza. Outro acusado, conhecido como Tiago Maracatu, morreu.

Entrevista // Núbia Soares "Enquanto estiver viva, vou lutar"

Passados cinco anos, a professora Núbia Soares não consegue esquecer o que viveu no dia 14 de junho de 2005. Depois do choque, teve que enfrentar as insinuações de que teria sido a razão do crime. As primeiras investigações da polícia apontavam que o dentista tinha sido vítima de um crime passional. Tinha uma amante e teria sido morto pelo marido da mulher. Sofreu muito com a versão até que o acusado de atirar no seu marido foi preso e acabou revelando toda a verdade. A morte teria sido encomendada pelo colega de trabalho, o médico José Carlos Spinelli.
 
Como vocês conheceram o médico José Carlos Spinelli?
 
Ele estudou com meu cunhado (o dermatologista Alberto Soares), irmão de Petrus. Quando ele começou a frequentar a casa da minha sogra, Petrus tinha apenas 13 anos. A amizade foi crescendo e quando nos casamos, Petrus o chamou para ser padrinho do nosso casamento.
 
E quando começaram os desentendimentos?
 
Em 1995, fomos passar um fim de semana na casa de praia do meu cunhado em Itamaracá. Spinelli foi com a mulher. Eu estava penteando o cabelo no banheiro, quando ele apareceu tentando me agarrar a força. Gritei e ele me largou. Não contei logo a Petrus porque ele andava armado. Quando voltei para o Recife, falei para a minha sogra, que mandou contar ao meu marido. Depois disso, a gente deixou de frequentar os mesmos locais que Spinelli.
 
E depois desse episódio seu marido continuou a trabalhar com José Carlos Spinelli?
 
Eu pedi para ele trocar o plantão no Hospital de Areias. Até porque três anos antes do crime, Spinelli foi até a casa de um amigo nosso e jurou que mataria Petrus. Esse amigo alertou para Petrus ter cuidado, mas ele foi tomar satisfações na casa do médico, que negou tudo na época. 
 
E se os acusados forem absolvidos pelo júri?
 
Sim, sei que isso é uma possibilidade. Mas enquanto eu estiver viva, vou lutar para que esse crime não fique impune. Estou me unindo a outras famílias de vítimas de assassinatos no estado para que juntos possamos cobrar mais das autoridades.
 
Em 04/11/2010 , o Tribunal do Júri condenou a 17 anos de prisão em regime fechado o policial militar Douglas Dias de Araújo (foto), conhecido como Douglas Pitbull, por homicídio duplamente qualificado cometido contra o dentista Petrus Soares da Silva. O julgamento começou na tarde desta quinta-feira (4), no Fórum Rodolfo Aureliano, no bairro de Joana Bezerra, e terminou por volta das 17h. A defesa vai recorrer.
 
O crime ocorreu há cinco anos e teve muita repercussão em Pernambuco. O dentista Petrus Soares da Silva foi morto no dia 14 de outubro de 2005, depois de sair de um plantão no Hospital Geral de Areias. Segundo a sentença, foi o PM quem desferiu os tiros contra a cabeça da vítima.
 
O soldado foi o terceiro acusado a ser julgado pelo homicídio. Ele será levado para o Centro de Reeducação da Polícia Militar (Creed), em Paratibe, Paulista, no Grande Recife. Depois de o processo ser transitado em julgado - quando a sentença proferida foi irrecorrível - ele deve ser encaminhado à Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá. 
 
O médico José Carlos Queiroz Spinelli, que foi padrinho de casamento da vítima, foi apontado como mandante do crime. Em setembro deste ano, ele foi condenado a 17 anos de prisão, mas recorreu da sentença e aguarda julgamento do recurso em liberdade.
 
O outro envolvido na morte do dentista, Ednaldo Barbosa da Silva Júnior, recebeu pena de 15 anos em regime fechado e está preso.
 
Antes do início do julgamento, a professora Núbia Soares, viúva da vítima, dizia ter esperança da condenação. O promotor do caso, André Rabelo, também estava otimista. O juiz que esteve à frente do julgamento foi Ernesto Bezerra Cavalcanti, da 1ª Vara do Júri da Capital.
 
Por Sandra Domingues, com informações do Diário de Penambuco

Petrus Soares da Silva, 41 anos, foi morto em 14 de outubro de 2005, com seis tiros, ao parar com o carro em um semáforo na avenida General San Martin. Segundo Noberto Lopes, as investigações indicaram que o crime teria motivação passional, uma vez que não foi levado nenhum pertence da vítima. “As suspeitas recaíram, então, sobre Spinelli, que não aceitou o rompimento da amizade com Petrus e era conhecido como uma pessoa impulsiva”, destacou o advogado.

O motivo para o desentendimento entre o médico e o dentista teria sido um suposto assédio de Spinelli à esposa de Petrus, fato negado de maneira veemente por João Olympio. “Meu cliente não ameaçou a vítima e não faltou com o respeito à senhora Núbia em nenhum momento. Essas acusações são inverídicas”, rebateu.

Em 04/11/2010 , o Tribunal do Júri condenou a 17 anos de prisão em regime fechado o policial militar Douglas Dias de Araújo (foto), conhecido como Douglas Pitbull, por homicídio duplamente qualificado cometido contra o dentista Petrus Soares da Silva. O julgamento começou na tarde desta quinta-feira (4), no Fórum Rodolfo Aureliano, no bairro de Joana Bezerra, e terminou por volta das 17h. A defesa vai recorrer.

O crime ocorreu há cinco anos e teve muita repercussão em Pernambuco. O dentista Petrus Soares da Silva foi morto no dia 14 de outubro de 2005, depois de sair de um plantão no Hospital Geral de Areias. Segundo a sentença, foi o PM quem desferiu os tiros contra a cabeça da vítima.
 
O soldado foi o terceiro acusado a ser julgado pelo homicídio. Ele será levado para o Centro de Reeducação da Polícia Militar (Creed), em Paratibe, Paulista, no Grande Recife. Depois de o processo ser transitado em julgado - quando a sentença proferida foi irrecorrível - ele deve ser encaminhado à Penitenciária Barreto Campelo, em Itamaracá. 
 
O médico José Carlos Queiroz Spinelli, que foi padrinho de casamento da vítima, foi apontado como mandante do crime. Em setembro deste ano, ele foi condenado a 17 anos de prisão, mas recorreu da sentença e aguarda julgamento do recurso em liberdade.
 
O outro envolvido na morte do dentista, Ednaldo Barbosa da Silva Júnior, recebeu pena de 15 anos em regime fechado e está preso.
 
Antes do início do julgamento, a professora Núbia Soares, viúva da vítima, dizia ter esperança da condenação. O promotor do caso, André Rabelo, também estava otimista. O juiz que esteve à frente do julgamento foi Ernesto Bezerra Cavalcanti, da 1ª Vara do Júri da Capital.
 
Por Sandra Domingues, com informações do Diário de Penambuco


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Fernando Spinelli em 16/04/2013 09:00
n deu pra sair ontem vai sair hj . cardnot tv clube . sou parente dele assasino ele quer fazer a mesma coisa q fez com o dr petrus , com meu pai . n vamos ficar calado . um condenado tem q esta na cadeia n na rua fazendo mal ,bebendo etc... no fim vai termina tendo outra vitima de crueldade .


Fernando em 15/04/2013 12:00
hj teremos uma reportagem envolvendo esse assasino cruel . mais uma vez ele se envolvendo em coisas . vamos se manifesta pra colocar ele onde ele n deveria ter saido . cadeia


Núbia em 31/10/2011 18:49
Infelizmente, depois de um ano, após o julgamento, o mandante do crime, o médico, José Carlos Queiroz Spinelli, continua solto. Mas estamos lutando, não vamos desistir, pois ele sendo o o principal culpado, ele tem que pagar por esse crime. E que Deus me dê muitas forças para continuar lutando!!!! Núbia


Hiper (mãe De Aryane) em 09/02/2011 12:29
Núbia estamos confiante que nada acabou por aqui... e que nossa constante luta por JUSTIÇA fará a própria JUSTIÇA fazê-la. Que nosso grito nunca seja só de dor mais sim CLAMOR. Amiga confia NADA ACABOU!!! E honraremos o nome de PETRUS em nossos clamores, pois este não pode ser mais um numero para as estatisticas. DEUS te abençõe.


Sandra Domingues em 03/11/2010 01:16
Querida Núbia, A luta de vcs não será em vão. A Justiça será feita. Estão fazendo uma grande mobilização e mostrando a sociedade que não podem se calar e se omitir diante de tanta barbaridade e impunidade. Não poderei comparecer ao julgamento, mas estarei daqui, em oração por vcs. Fique com Deus

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