Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Juliana Costa (Bala Perdida)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 08/01/2005

Localização: Rio de Janeiro (RJ)

Data de Nascimento: 20/12/1995 (21 anos)

Sexo: Feminino Feminino
 

Por Eduardo Costa


Prezados amigos,

Vou relatar agora um fato que aconteceu comigo e minha família no dia 08/01/2005, um sábado por volta de 19h, quando voltava da casa de uma tia em Rocha Miranda, subúrbio do Rio.

Eu, Eduardo (30 anos), meu irmão Edilton (39 anos), a mulher dele Maria do Carmo (40 anos), minha mãe Elza (65 anos) e meus sobrinhos Gustavo (11 anos), Juliana Costa (9 anos) e Giselle (4 anos), saímos da casa de minha tia de carro e numa rua próximo paramos no sinal e fomos abordados por 02 caras em uma moto, com uma arma na minha cabeça querendo meu carro.

Começou um tiroteio, e nesse momento achei eu tivesse morrido porque senti uma ardência na perna e achei q a bala tinha me atingido. Olhei para atrás do carro e minha cunhada disse que tinha sangue ali, na hora não sabia pra onde ir e o que fazer, fiquei desorientado. Entrei numa rua próximo sai do carro pegando a minha sobrinha Juliana no colo e a coloquei em pé do lado de fora do carro, foi quando ela caiu, eu a segurei de novo e vi que tinha um buraco na sua barriga e outro nas suas costas, foi quando meu irmão gritou avisando que a sua filha Giselle também havia sido atingida. Naquele momento entramos em pânico, foi quando passou uma viatura policial pedindo ao meu irmão para entrar com sua filha e eu imediatamente coloquei a Juliana também no colo dele, que seguiram para o hospital mais próximo.

Fiquei muito abalado e não consegui dirigir o carro, mas minha mãe, minha cunhada e o meu sobrinho estavam no carro muito nervosos e precisavam da minha proteção. Sem condições de dirigir pedi a um rapaz que passava por ali, a sua ajuda para levar meu carro no hospital mais próximo. Fomos ao Hospital Carlos Chagas, eu estava muito abalado, quando cheguei no hospital entrei correndo querendo saber noticias das crianças, foi quando desmaiei. Quando acordei soube que as crianças haviam sido operadas.

A menor Giselle foi atingida na perna que furou a sua panturrilha, mas não teve seqüelas e hoje (Graças a Deus) passa bem, tendo apenas uma cicatriz, eu fui atingido de raspão minha perna inchou mas hoje estou legal, já a Juliana de apenas 9 anos (que eu considero como uma filha) levou um tiro que perfurou seu estômago, pâncreas, vértebras da sua coluna e ainda pegando na sua medula óssea a deixando paraplégica.

Ela foi operada no Hospital Carlos Chagas inicialmente, sendo transferida para o Hospital Pronto Baby, onde ficou na UTI durante 2 meses e meio, sendo operada novamente o pâncreas.

Juliana Costa teve alta do hospital dia 08/04/2005 com paraplegia flácida e bexiga neurogênica (não consegue fazer suas necessidades sozinha).

Ainda hoje não sabemos se o tiro que nos atingiu, foi dos policiais ou dos seguranças da rua, porque a única certeza que temos é que não veio dos bandidos, pois a arma deles estava apontada para a minha cabeça.

 

Balas Perdidas...quando isso vai ter fim?

 
O cantor, Leandro Sapucahy, expressou nessa linda música " Bala Perdida" toda a realidade da dor de uma família que perde o seu ente querido, vítima de bala perdida...
 
"Pra nunca mais ver na TV outra mamãe chorar, sofrer...enxugue as lágrimas que rolam em pranto...Deus que cubra a todos com Sagrado Manto!"
 
Abaixo-assinado Movimento O Rio Pede Paz e Gabriela Sou da Paz juntos pelas Famílias Vítimas de Balas Perdidas
 
Por favor Assine e Divulgue a Petição Pública
 

Juliana Costa, de apenas 9 anos, na época foi vítima de bala perdida, em 08/01/2005 no Rio de Janeiro e ficou paraplégica e até hoje, a família não sabe se o tiro que atingiu a menina veio da arma da policia ou dos bandidos e aguardam por justiça.



Não será publicado.




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