Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
Diga não à impunidade
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Joanna Cardoso Marcenal Marins (Tortura)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 17/07/2010

Localização: Rio de Janeiro (RJ)

Data de Nascimento: 00/00/2005 (5 anos)

Data de Falecimento: 13/08/2010

Sexo: Feminino Feminino
 

Joanna Cardoso Marcenal Marins, de 5 anos, era alvo de uma disputa judicial. A menina estava sob a guarda do pai, o técnico judiciário André Rodrigues Marins, desde o dia 26 de maio.

Ele conseguiu a autorização da Justiça após um processo em que alegava que a ex-mulher, a médica Cristiane Cardoso Marcenal Ferraz, o impedia de ver a filha. Joanna deveria ficar com o pai por 90 dias, pois teria sido vítima por parte da mãe de alienação parental – quando um dos genitores difama o outro para o filho após a separação.

Sob a guarda do pai, Joanna deu entrada no Hospital RioMar – no dia  17 de julho – com quadro de convulsões, hematomas nas pernas e marcas de queimadura nas nádegas e no tórax. Após tomar um medicamento, a criança foi liberada desacordada.

Estranhando o fato de a filha não ter recobrado a consciência, André Marins levou a filha para o Hospital das Clínicas de Jacarepaguá e, de lá, seguiu em coma para a clínica Amiu, em Botafogo, na zona sul do Rio. A menina deu entrada na unidade no dia 19 de julho e morreu no dia 13 de agosto.

O delegado titular da Dcav, Luiz Henrique Marques, desmembrou o inquérito em dois para averiguar situações distintas: os supostos maus-tratos sofridos pela criança e a atuação do falso médico.

Desde o nascimento da menina, os pais brigaram na Justiça para ficar com a filha. O pai, o funcionário público André Marins, estava com a guarda desde maio.

O padrasto de Joanna, Ricardo Ferraz, acompanhou a mulher no programa Mais Você. Cristiane voltou a afirmar que a menina nunca teve convulsões, como o pai afirma.

Segundo ela, nenhum dos três hospitais pelos quais a menina passou registrou os ferimentos no corpo de Joanna. Cristiane viu as lesões quando a filha já estava em coma. “Só quando eu fui vesti-la é que vi que ela estava machucada”, disse.

O G1 telefonou para o advogado Luis Guilherme Vieira, que representa André, mas não obteve retorno.

Investigação é "dificílima", diz delegado

O caso está sendo investigado pela Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Decav). Também na manhã desta terça, durante o programa Mais Você, por telefone, o delegado titular da Decav, Luiz Henrique Marques Pereira, classificou a investigação como “dificílima”.

Joanna tinha uma lesão série nas nádegas, que até hoje não sabemos a origem. Preciso saber, mas não tem testemunhas. É uma investigação dificílima. Será concluída, mas não é simples”, afirmou o delegado. Ele também disse que já ouviu pelo menos 15 pessoas.

O laudo das lesões ficará pronto, segundo ele, em 30 a 45 dias. “A demora do laudo é explicada pela necessidade de exames complementares e complexos”, afirmou.

Madrasta foi hostilizada em enterro

Em clima de emoção e revolta, a menina Joanna foi enterrada na tarde de domingo (15/08/2010), no Cemitério Jardim da Saudade, em Mesquita, na Baixada Fluminense. O pai da criança não compareceu à cerimônia. Cerca de 300 pessoas foram ao enterro. Para homenagear a menina, parentes e amigos da mãe, a médica Cristiane Marcenal, usaram a camiseta " Joanna, nós te amamos".

A madrasta da menina chegou a ir até a porta do cemitério, mas desistiu de acompanhar o velório, após amigos e familiares da mãe de Joanna gritar palavras como “assassina” e “bruxa”. Ela saiu escoltada por um amigo.

 Os parentes de Joanna fizeram cartazes pedindo justiça e exigindo esclarecimentos sobre o ocorrido.

A pedido dos defensores públicos que representam a mãe da menina, peritos particulares contratados pela família acompanharam o trabalho dos técnicos do IML. Só depois do laudo, o delegado vai concluir o inquérito sobre os possíveis maus tratos sofridos pela criança. Um outro inquérito sobre o mesmo caso será encaminhado à justiça já na semana que vem.

Ao ser internada, a menina tinha uma marca nas nádegas semelhante a uma queimadura. A criança passou por três hospitais, entre eles o Rio Mar, na Barra da Tijuca (Zona Oeste), onde foi atendida por um falso médico, que receitou um anticonvulsivo e a liberou desacordada.

Prisão da médica

A médica Sarita Fernandes Pereira e o falso médico, que afirmou ser estudante de medicina, podem responder por cinco crimes, após a morte de Joanna, segundo a polícia do Rio.

A pediatra foi presa no sábado (14) em Jacarepaguá, na Zona Oeste do Rio. O aluno de medicina também teve a prisão temporária decretada e é considerado foragido. Eles foram indiciados por falsidade ideológica, falsidade material, tráfico de drogas (porque o estudante teria aplicado um anticonvulsivo na menina) e exercício ilegal da medicina agravado pelo fato de Joanna ter morrido.

Na Dcav, a médica negou as acusações. Em depoimento a polícia, o falso médico teria dito que Sarita Pereira o contratou e entregou a ele o carimbo com CRM falsificado.

Demissão

A direção do Hospital Rio Mar informou que a médica Sarita Fernandes foi demitida e que, como coordenadora do setor de pediatria, ela foi a responsável pela contratação do falso médico. A direção disse ainda que estuda a possibilidade de entrar com um processo cível e um outro criminal contra a pediatra.

O Conselho Regional de Medicina do Estado do Rio de Janeiro (Cremerj) abriu uma sindicância  em 12/09/2010 para apurar o atendimento.

No dia em que foi hospitalizada, Joanna teve convulsões, tinha lesões pelo corpo e queimaduras nas nádegas. A mãe da menina, a médica Cristiane Cardoso, acusa o ex-marido, o técnico judiciário André Rodrigues, pelos maus tratos. Joanna estava sob a guarda dele por decisão judicial.

Em depoimento à Dcav, uma babá contratada por André para cuidar da menina disse que se deparou com uma cena de horror em seu primeiro dia de trabalho. Segundo as declarações prestadas dia 15, Joanna estava no canto de um quarto, “deitada no chão, amarrada numa fita-crepe nos pés e nas mãos e toda suja de xixi e cocô”. “Não consigo imaginar o que ela passou. Minha filha foi vítima de tortura”, desabafou Cristiane, chorando.

Em 28/09/2010, a médica fez um apelo para que as pessoas ajudem a encontrar a outra babá que cuidou da menina. Segundo ela, a mulher foi identificada apenas como Vânia e mora em Campo Grande. Informações podem ser passadas para o Disque-Denúncia (2253-1177).
 
A babá que prestou depoimento disse ainda que se ofereceu para limpar Joanna, mas que André teria dito que a menina estava daquele jeito por ter sofrido uma convulsão no dia anterior. Segundo ela, o pai teria afirmado também que estava seguindo recomendação médica e que a filha era especial. A mulher contou que foi entrevistada para o emprego pela madrasta de Joanna, Vanessa Maia. A empregada relatou que percebeu que Joanna teria dito que estava com saudades da avó materna.
 
No dia seguinte. após chegar para trabalhar depois de um dia de folga, ela soube que Joanna havia sido internada. Primeiro, a menina foi atendida e liberada por um falso médico no Hospital Rio Mar, no Recreio dos Bandeirantes.
 
O procurador-geral de Justiça, Cláudio Lopes, vai decidir se uma queixa-crime de maus-tratos contra o técnico judiciário André Rodrigues Martins, pai da menina Joanna Cardoso Marcenal, será ou não arquivada. A denúncia foi feita em 2007 por Cristiane Marcenal, mãe da garota, depois de um fim de semana em que Joanna, então com 2 anos, passou na casa do pai.
 
Promotora do caso, Elisa Pitaro pediu o arquivamento da queixa-crime em agosto deste ano, mas Cristiane protestou contra a decisão, alegando que a promotora seria professora de André.
Segundo o advogado de Cristiane, Antônio Carlos Oliveira, o documento foi entregue ao Ministério Público (MP) na sexta-feira (24/09/2010). O procurador-geral tem cinco dias para avaliar o caso.
Em nota, Elisa Pitaro disse que fez diligências e analisou documentos do caso, entre eles o laudo de duas psicólogas, uma do MP e outra da Vara de Família. "Nos documentos consta informação de que a criança afirmou que a lesão nas costas ocorreu quando caiu tomando banho com suas irmãs, e que sua mãe teria rasgado a sua roupa".
 
A mãe de Joanna diz que está confiante no indiciamento por tortura de André e da atual mulher dele, Vanessa Maia.
 
O pai da menina Joanna, André Rodrigues Marins, foi indiciado por tortura. A informação foi divulgada nesta sexta-feira (15/10/2010) pelo delegado Luiz Henrique Marques, da Delegacia da Criança e Adolescente Vítima (Dcav). Ele nega as acusações.
 
O delegado explicou que chegou a decisão através dos depoimentos das testemunhas e dos laudos do IML. Ele disse que o depoimento de uma ex-babá de Joanna foi fundamental para as investigações.
 
Crime de tortura: 2 a 8 anos de prisão
 
"Eu o indiciei por tortura. No entanto, o MP pode entender que o André também teve intenção de praticar homicídio e assim pode denunciá-lo por outros crimes", afirmou o delegado, lembrando que a pena varia de 2 a 8 anos de reclusão.
 
O delegado revelou que descartou a hipótese de maus-tratos, por entender que os ferimentos de Joanna foram produzidos de forma desumana. "As lesões praticadas por maus-tratos ocorrem com a intenção de corrigir a criança. Já tortura, é o prazer de machucar e constranger", resumiu.
 
Defesa aguarda parecer do MP
 
O advogado de André Marins, Luis Guilherme Vieira, disse que soube do indiciamento de seu cliente pela imprensa. Ele alegou que ainda não conversou com o pai de Joanna e que vai esperar a decisão do MP, para decidir qual será a estratégia da defesa.
 
“Vou esperar o pronunciamento do MP e estudar o processo, mas não posso entrar em detalhes porque o caso corre em segredo de justiça”, disse o advogado.
 
Em 25/10/2010 MP pede prisão do pai e da madrasta da menina  Joanna Cardoso Marcenal Marins no Rio.
Eles são acusados de tortura e homicídio qualificado por meio cruel.
 
A Justiça tem cinco dias, a partir desta segunda-feira (25/10/2010), para aceitar denúncia. Caso seja aceita, os dois serão julgados em júri popular.
 
Joanna não resistiu a uma meningite depois de quase um mês em coma. O laudo do Instituto Médico Legal apontou que ela sofreu maus-tratos. A menina apresentava lesões no corpo semelhantes a queimaduras. Joana estava sob a guarda do pai, André Rodrigues Marins, que nega as acusações.
 
As penas somadas podem chegar a mais de 40 anos. O relatório final de conclusão do inquérito indiciava André Marins por tortura, mas o MP ampliou a denúncia. Após ser indiciado, ele se disse surpreso com o resultado do inquérito e alegou que o delegado responsável pelo caso, Luiz Henrique Marques, foi pressionado pela opinião pública para tomar a decisão.
 
A promotora afirmou, em entrevista à Globonews nesta segunda-feira, que se baseou em requisitos legais para o pedido de prisão. “Há testemunhas que se sentem ameaçadas, testemunhas que não são localizadas, algumas temerosas e há declaração dele (pai da Joanna) em entrevistas, dizendo que perseguiria uma das testemunhas, que foi a babá, que falou a situação em que Joanna se encontrava”, afirmou.
 
Segundo ela, o fato de o pai estar com a guarda da criança agravou a situação da pena. “Porque ele era o responsável legal e a madrasta era a guardiã da criança. Ambos em sua omissão, a criança em quadro convulsivo há 15 dias não foi levada ao médico, nesse quadro horrendo”. Ela afirmou ainda que a chance de sobrevivência da criança ficou impossibilitada porque ela não foi levada a um neurologista.
 
A Audiência de Instrução e Julgamento (AIJ) da médica Sarita Fernandes Pereira e do ex-estudante de medicina que atuava como falso médico e que atendeu Joanna será nesta terça-feira (25). A determinação foi do juiz da 3ª Vara Criminal da Capital, Guilherme Schilling Pollo Duarte.
 
Segundo o Tribunal de Justiça, serão ouvidas as testemunhas do MP, da assistente de acusação e as testemunhas das defesas. O TJ afirmou que dentre outros crimes, a médica é acusada de homicídio doloso, na forma omissiva, e o falso médico, por exercício ilegal da medicina com resultado da morte da menina Joanna.
 
O pai de Joanna Marcenal, André Rodrigues Marins, e a madrasta da menina, Vanessa Maia Furtado, tiveram a primeira audiência no processo que respondem por tortura, no Tribunal de Justiça do Rio em 10/01/2011. Eles são acusados de tortura com dolo direto e homicídio qualificado por meio cruel.
 
O falso médico Alex Sandro da Cunha Silva, que atendeu a menina Joanna Marcenal Marins, se entregou espontaneamente à polícia, na tarde de 28/02/2011. 
 
Ele compareceu ao 52º DP, em Nova Iguaçu, região metropolitana do Rio de Janeiro, na companhia do advogado. Ele disse que queria arcar com o que fez. Alex Sandro está preso na Polinter do município.
 
O réu foi interrogado pelo juiz Alberto Fraga, em exercício no 3º Tribunal do Júri da capital. Ao final da audiência, que aconteceu na parte da tarde e durou pouco mais de duas horas, o juiz rejeitou pedido de revogação da prisão preventiva do estudante. Ele considerou que Alex Sandro se manteve foragido desde agosto de 2010, logo após a morte de Joanna Marins.
 
“Mantenho, por ora, a custódia cautelar do réu, tendo em vista que durante longos meses se manteve foragido, de forma que sua prisão ainda se faz necessária para resguardar a aplicação da lei penal”, afirmou o juiz Alberto Fraga.
 
O acadêmico é acusado de exercício ilegal da medicina com resultado morte, estelionato, falsificação e uso de documento falso e tráfico ilícito de entorpecentes. Contratado pela médica Sarita Fernandes Pereira, coordenadora da Pediatria do Hospital Rio Mar, na Barra da Tijuca, ele atendeu a menina no dia 17 de julho de 2010 e lhe deu alta quando ela ainda tinha convulsões e estava desacordada. O réu usava o carimbo do médico André Almeida, que sequer integrava a equipe do hospital. No dia anterior, 16 de julho, a criança foi atendida pela médica Sarita Fernandes, que segundo o Ministério Público estadual, foi omissa e liberou Joanna sem a realização de exames e o tratamento médico adequado.
 
A Justiça do Rio decidiu, na sexta-feira (17/06/2011), levar a júri popular a médica Sarita Fernandes e o estudante de medicina Alex Sandro da Cunha, que são acusados de envolvimento na morte da menina Joanna Marcenal Marins, de 5 anos. 
A menina morreu no dia 13 de agosto de 2010, de acordo com o laudo do Instituto Médico Legal (IML), vítima de meningite, contraída pelo vírus da herpes, após 26 dias em coma no Hospital Amiu, em Botafogo, na Zona Sul.
Joanna recebeu os primeiros socorros numa clínica na Zona Oeste do Rio e foi atendida por Alex Sandro. Ele foi contratado irregularmente por Sarita Fernandes, que chegou ser presa, mas responde em liberdade por homicídio, estelionato e fraude de documentos. Já Alex Sandro, acusado de exercício ilegal de medicina, continua preso. O pai de Joanna, André Marins, e a madrasta dela, Vanessa Maia, também são acusados. Eles respondem em liberdade pelo crime de tortura seguido de morte.
 
Processo do pai e madrasta de  Joanna Marcenal Marins será distribuído a juízo singular
 
O juiz do 3º Tribunal do Júri da Capital do Rio, Murilo André Kieling Cardona Pereira, determinou, em 1º de agosto de 2011 o declínio de competência do juízo em relação ao processo em que são réus André Rodrigues Marins e Vanessa Maia Furtado, pai e madrasta da menina Joanna, acusados de tortura e homicídio qualificado por meio cruel. Os autos serão distribuídos a uma das varas criminais da Capital. Joanna faleceu no dia 13 de agosto, vítima de meningite, no Hospital Rio Mar. 
 
Segundo o magistrado, desde a decisão desclassificatória do delito, prolatada em 03 de junho pelo juiz vinculado Guilherme Schilling, que o crime, em que André e Vanessa são acusados, não mais faz parte da competência do Tribunal do Júri, por não se tratar de delito contra a vida. “Este juízo é absolutamente incompetente para qualquer exame da matéria”.
 
O juiz Murilo Kieling disse que apenas a assistência de acusação recorreu da decisão de desclassificação. Mas, como o recurso não foi recebido pelo Juízo, entraram com uma Carta Testemunhável, que já foi encaminhada à segunda instância do TJRJ. O órgão ministerial, em suas alegações escritas, explicou que não havia indícios suficientes da existência de crime doloso contra a vida praticado pelos réus. 
 
“A Carta Testemunhável, como preconizado pelo art. 646 do Código de Processo Penal, não terá efeito suspensivo”, explica o magistrado.
 
Processo nº 0336128-89.2010.8.19.0001
 
1 ano da morte da pequena Joanna
 
A menina Joana Marcenal foi lembrada numa homenagem no sábado (13/08/2011), na Praia de Copacabana, na Zona Sul do Rio. Parentes e amigos se reuniram um ano após a morte de Joanna, vítima de meningite. A mãe da menina, Cristiane Marcenal, ainda luta por justiça.
 
“O tempo que eu estive com ele foi muito especial. A Joanna era muito amável comigo e muito minha amiguinha. A vida dela foi muito importante para mim”, disse ela.
 
“Já passou um ano e eu achei que nesse ano eu ia ter condição de poder enfim ter luto, porque nesse ano todo não foi um ano de luto, foi um ano de batalha”, disse ela.
 
A data não foi lembrada com missa ou culto religioso. A mãe, parentes e amigos decidiram prestar uma homenagem. Cartazes com fotos de Joanna foram espalhados pela orla e crianças fizeram desenhos com tintas e purpurina. Os parentes fizeram um pedido de paz após uma oração.
 
Joanna morreu no dia 13 de agosto de 2010, depois de ficar 26 dias internada num hospital em Botafogo, na Zona Sul. Antes, ela recebeu os primeiros socorros numa clínica na Zona Oeste, onde foi atendida pelo estudante de medicina Alex Sandro. Ele foi contratado irregularmente pela pediatra Sarita Fernandes, que chegou ser presa, mas responde em liberdade por homicídio, estelionato e fraude de documentos. Já Alex Sandro, acusado de exercício ilegal de medicina, continua preso. Os dois vão a júri popular.
 
De acordo com a denúncia do Ministério Público, o problema de saúde começou porque ela era torturada. Os acusados são o pai e madrasta de Joanna, que respondem em liberdade a um outro processo na Justiça. Os dois negam as acusações.
A mãe da menina quer que eles voltem a responder por homicídio qualificado, como era no começo do processo, para que o casal seja submetido ao Tribunal do Júri: “Já que eu não pude defender minha filha de morrer, pelo menos a memória dela eu vou defender”, diz Cristiane, que também é mãe dos gêmeos João Ricardo e Catarina, de 3 anos.
 
A família e sociedade aguardam e clamam por justiça. 

Por Sandra Domingues, com informações do O Dia, G1 e TJRJ

O pai de Joanna Marcenal, André Rodrigues Marins, e a madrasta da menina, Vanessa Maia Furtado, tiveram a primeira audiência no processo que respondem por tortura da menina no Tribunal de Justiça do Rio, em 10/01/2011. Eles são acusados de tortura com dolo direto e homicídio qualificado por meio cruel.

A menina, de 5 anos, morreu no dia 13 de agosto de 2010, em decorrência de uma meningite contraída do vírus da herpes, em agosto. O episódio, entretanto, envolve acusações de maus tratos à menina e ainda erro médico, já que Joanna chegou a ser atendida por um falso médico.
O pai de Joanna foi preso no dia 25 de outubro. Mas no dia 14 de dezembro a Justiça concedeu um parecer favorável à soltura de André, que é técnico judiciário. Na época, a promotoria pública justificou o parecer alegando que ele tinha residência fixa, presunção de inocência, não tinha condenações anteriores e era funcionário do judiciário.
 
O juiz do 3º Tribunal do Júri da Capital do Rio, Murilo André Kieling Cardona Pereira, determinou, em 1º de agosto de 2011 o declínio de competência do juízo em relação ao processo em que são réus André Rodrigues Marins e Vanessa Maia Furtado, pai e madrasta da menina Joanna, acusados de tortura e homicídio qualificado por meio cruel. Os autos serão distribuídos a uma das varas criminais da Capital. Joanna faleceu no dia 13 de agosto, vítima de meningite, no Hospital Rio Mar. 
 
Segundo o magistrado, desde a decisão desclassificatória do delito, prolatada em 03 de junho pelo juiz vinculado Guilherme Schilling, que o crime, em que André e Vanessa são acusados, não mais faz parte da competência do Tribunal do Júri, por não se tratar de delito contra a vida. “Este juízo é absolutamente incompetente para qualquer exame da matéria”.
 
O juiz Murilo Kieling disse que apenas a assistência de acusação recorreu da decisão de desclassificação. Mas, como o recurso não foi recebido pelo Juízo, entraram com uma Carta Testemunhável, que já foi encaminhada à segunda instância do TJRJ. O órgão ministerial, em suas alegações escritas, explicou que não havia indícios suficientes da existência de crime doloso contra a vida praticado pelos réus. 
 
A família e sociedade aguardam e clamam por justiça. 

Por Sandra Domingues, com informações do O Dia, G1 e TJRJ
 


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Cássia em 30/07/2012 11:03
A justiça brasileira não está preparada para a maioria das sentenças de Vara de Família. Passo há 07 anos por uma perseguição pelo pai da minha filha, ele já cortou os cabelos dela, vive me difamando e para piorar a situação, a última dele foi forjar um abandono de menor em plenas férias escolares, sujou a menina e a fez ir ao conselho tutelar falar mal de mim. Levei o caso a justiça, pois minha filha está tomando anti depressivos e passou a apresentar inúmeros T.OC. além de não querer ir mais para a casa do pai. Por incrível que pareça, mesmo com laudos positivos de psicólogo, visitas a assistente social onde foi constatado que o pai agiu de má fé e fez com que a filha ficasse nesse estado. Uma Juíza me obriga a entregar minha filha, e a única coisa que pedi era que as visitas fossem supervisionadas e que ela tivesse o direito de dizer não quando não quisesse ir a casa do pai. Ver não tem problema, desde que isso aconteça na minha presença; Eu possuo 2 medidas protetivas contra ele, e isso sequer foi levado em consideração... Talvez quando ela virar a Nova Joanna, as pessoas se compadeçam e passem a acreditar mais no que nós mães falamos na Justiça... Eu acho que cada caso é um caso, se é provado com profissionais, professores, pedagogos que a criança relata a verdade, a vida e saúde mental da criança tem que ser preservada. A sociedade é tão hipócrita que querem como base PAI e Mãe como família, sendo que eles não entendem que hoje a família é formada de várias formas, algumas com mãe e mãe, outra com pai e pai, outra com pai solteiro e mães solteiras.. não é o meu caso, sou muito bem casada por sinal, mas fico impressionada como a justiça e o Ministério Público não percebem quando o Judiciário está sendo usado para incomodar e criar mazelas, as pessoas choram, se descabelam e depois de todo o circo saem dali rindo da sua cara como se tudo não passasse de um Circo.. é lamentável.. não sei como eu vou ficar.. não sei como minha filha vai ficar.. espero que não seja a próxima Joanna, não seja a próxima Nardoni, porque depois que acontecer, ninguém do Judiciário se pronuncia, sequer vão querer dar entrevistas e nós mães que tentamos manter a saúde mental dos nossos filhos ficamos com a dor da perda e a vida dos poderosos continuam... uma pena.. QUE dEUS NOS AJUDE !! MÃES PERSEGUIDAS POR HOMENS QUE NÃO ENTENDAM QUE O RELACIONAMENTO ACABOU E QUE USAM AS NOSSAS CRIANÇAS PARA NOS ATINGIR !! ATÉ QUANDO???


Claudia em 08/10/2011 12:52
vejo sempre os videos de joana ,e não consigo entender como um ser humano consegue ser assim . o hino com as fotos dela foi lindo . parabéns por ter tido essa menina linda . meu nome é Claudia Diogo Dumas , e sou sua fã.


Nelson Ramos em 30/03/2011 09:33
Boa tarde. Esse elemento gosa de muito boa influencia e/ou sabe de muito rabo preso dessses "colegas de trabalho" pois a " justiça" nunca agiu tão rapido em toda sua vida. E como um cara desses é libertado desta forma ? Tão rapido?! Se ele faz uma atrocidade dessas com a filha dele, o que não fará com a sua ou até mesmo com vc?! Pegar um cara mais forte e chamar pra porrada essse covarde não tem capacidade. Deixa ele na cadeia junto com uns detentos da pesada que rapidinho a justiça será feita.


Marcela Vieira em 03/03/2011 17:05
A Joanna era muito linda! o que me conforta é saber que hoje ela é um anjinho guardado por Deus, doí saber que aquele deveria proteger é o mesmo que mata. Nesse últimos tempos nossas crianças tem sofrido muito, tenho um filho de 8 anos e não consigo nem imaginar com é a dor que essas mães tem suportado, peço a Deus que conforte o coração dessas mães a cada dia. Que papai do céu esteja sempre com todas vcs, uma grande.


Daniela em 14/12/2010 11:50
Este crime não pode ficar impune. Porque a madrasta ainda não foi presa? O que ela está fazendo solta por aí? Todos os culpados tem que pagar. E as psicólogas e a juíza????? Justiça!!!!!


Alessandra Andrade em 26/10/2010 13:06
Como pode um ser humano ser assim, que mundo estamos? O próprio pai fazer maldades com sua própria filha? Se queria se vingar da mãe, pq usar a criança? Não tem defesa nem uma, se eu pudesse eu mesmo montava um laboratório igual o jogo mortais e jogava esses monstros lá. Fico imaginando o que a Joanna passou esses meses de terror, criança tem que ter mundo de fadas amor e carinho, não vida de terror. E pq essas pessoas ficaram com medo de denuncia? Olha que ponto chegou! Ate a morte da Joanna Vamos colocar um basta nisso,nesse país a justiça e lenta Mas Deus tarda mais não falha,e a dor da mãe onde fica Pq o pai foi preso, mais a Joanna não vai volta para os braços da mãe dela...


Bruna Alves em 25/10/2010 14:09
brutalidade!!!!!!!o que queremos e so justiça por mais q a do homem falhe mais a de DEUS nunk falhara..eles terao o q merecem!!! esse monstro tem que pagar pelo o que ele fez!!!!


Mitha em 23/10/2010 22:28
Andréa Félix, já que vc sabe de tudo isso, pq vc não vai na Delegacia (DCAV) e denuncia?


Andreia Félix em 19/10/2010 22:16
Oi ana maria , tudo bem ? ana fico muito feliz quando voce aborda , o caso da (Joanna) porque eu moro no Recreio dos Bandeirantes e sei que as pessoas tem medo de falar , nao tenho como falar com a mae da crianca .Mas essa atrocidade ja era do meu conhecimento , porque conheço a atual mulher dele (Vanessa), que no ano 2007 ela comentava comigo e outras pessoas que ele judiava dela e jogava no banho frio , e a pessoa mas indicada que sabe da barbaridade é a (Valéria) amiga dela que tem medo de falar , esse monstro tem que ser preso , a Valéria em 2007 sabia de tudo porque o sogro dela é dono do prédio em que eles moravam , a Vanessa corria para o apartamento dela , quando apanhava dele , e eles tem uma cabelereira por nome (Bernadete) que é conhecida por (Beta) no Terreirão que sabe de todas as maldades , mas é amiga da mae dele , e nao quis falar , sao covardes . Peço que no cite o nome , a policia tem que aveniguar , o Marquinho que faz o serviço geral tem medo de falar por que sofreu ameaças de mortes por André , mas assistiu uma cena de tortura , quando o André esquentou o espeto de churrasco e queimou a (Joanna) no peito e sorria muito de alegria , enquanto a criança gritava de dor . PEÇO QUE LEIA COM URGENCIA ! Obrigado Ana beijos .


Sandra Domingues em 05/10/2010 15:52
Eu não me conformo que uma criança seja arrancada dos braços da mãe, de um lar onde era amada e protegida, ainda que eu não concorde em espécie alguma, com a Alienação Parental, pois quem sofre é SEMPRE a criança, mas que raio de justiça é essa que para penalizar uma mãe por infringir as leis, no caso a da Alienação Parental, recentemente aprovada...e provavelmente o motivo da mãe ter perdido a guarda da criança...ainda assim...me pergunto...que lei é essa que para punir os pais PRIVA a criança do contato com a outra parte ??? Além da Cris ter perdido a guarda da menina estava impedida de visitá-la ??? E o que a pequena criança tinha com isso gente ???? Por que punir a criança ??? De certo se a mãe estivesse vendo a menina, com certeza teria observado os maus tratos e feito imediatamente, como acredito que ela faria, a denuncia. Esse caso tem uma sequência de erros, de mistérios e de terror ! - Uma juíza que tira a guarda da mãe e para punir a mãe, impede a criança de ser visitada por ela. - Um pai que tira a criança dos braços da mãe para maltratá-la, - Uma Babá...se é que se pode chamar de Babá...poderia ser governanta, doméstica, faxineira...ou qualquer outra coisa, mas BABÁ ??? BABÁ e deixar uma criança suja por 2 horas, enquanto o pai sai para ir ao shopping e alega estar cumprindo ordens ??? Faltou tudo nesse caso; amor, dedicação, comprometimento e vejo que o principal...a verdade ! Mas ela de certo aparecerá e os culpados serão punidos. Justiça para a pequena Joanna !


Francisca Soniete De Carvalho em 05/10/2010 13:33
Esse monstro que se diz ser o pai dessa criança já era pra está na cadeia. É nisso que dá esses tais de psicologos,e o resto desse povinho ai que se diz ser a favor de crianças e adolescentes dá nisso mesmo tirar uma criança de apenas cinco anos de idade dos braços da mãe e empurrar para a morte não era pra existir esse tal direito podemos dizer de matar porque foi isso que aconteceu isso é uma injustiça sem tamanho a criança tão cheia de vida tão alegre sorridente ter um fim triste desse por mão de uma pessoa que deveria cuidar dela que juiza é essa e os psicologos e tal conselho tutelar onde estavam agora quem perdeu foi a criança que pagou com a vida vamos ver se essa justiça vai fazer alguma coisa e essa juiza vai continuar mandando e dando mas outras crianças para um fim triste desses.


Michelle em 04/10/2010 10:01
A mesma JUSTIÇA que entregou essa criança a seu pai e a devolveu morta a sua mãe é a JUSTIÇA que deve apurar com rigor essa atrocidade. Confio nos bons representantes do judiciário e espero ver a JUSTIÇA sendo feita. Sou mãe e tenho perdido o sono com o sofrimento que essa criança passou. Tirar uma criança de sua mãe e entrega a um pai a quem nunca teve contato, sem a fiscalização é um absurdo. Quem foi punida foi a criança.


Marcio em 04/10/2010 09:37
O juiz é co-responsavel por este crime bárbaro! devemos saber os nomes dos envolvidos: Juiz, pisicólogos, conselheiros e outros responsaveis por entregar a criança para ser torturada e assasinada cruelmente.

Jéssica Laís da Silva Barbosa Flávio Augusto Nascimento Cordeiro Cadela Preta Sandro Antonio Cordon Daniel Henrique de Souza Rezende Janinha Pereira de Freitas Vinícius Cesarino Waimasse de Magalhães Tavares Rhian Henrique dos Santos Cuellar Fernanda Ellen Miranda Cabral de Oliveira Diego da Rosa Hammes Carolina Rodrigues Macchiorlatti José Renato Coelho Rodrigues Monique Valéria de Miranda Luís Carlos dos Anjos Pérola Bichara Benjamin Priscilla Gomes de França Joseane Pereira Moraes Sheyla Santos Turizani Michel Ramos Costa Gabriela Nunes de Araújo
 
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