Relato da mãe Marizete Siqueira Rangel
Fabrício Rangel Kengen, 27 anos, jovem universitário, solteiro morava comigo e seus 2 irmãos, excelente filho, irmão, amigo, enfim um rapaz especial para nossos dias. Saiu de casa no dia 11/02/2006, para uma festa de aniversário na danceteria Excêntrica, junto com um amigo de infância Renato Jacques de Freitas Filho, também universitário.
Na volta para casa sofreram tentativa de assalto, fugiram e foram pedir ajuda num Destacamento Policial, os assaltantes chegaram em seguida e os policiais deram atenção aos assaltantes, não fizeram B.O. nem quiseram levar todos para Delegacia, conforme solicitação dos meninos.
Renato, estava se formando em Direito, sabia como deveria ser os procedimentos. Os policiais ignoraram o pedido de fazer B.O. e foram espancados e expulsos do D.P.O. Lá ficando os assaltantes, que eram amigos dos policiais. A 700m os dois foram mortos na presença de aproximadamente 200 pessoas.
Luto por justiça até hoje. Tiraram a vida de dois jovens de conduta ilibada, criados com amor e de família estruturada. Os policiais já foram expulsos da corporação, porém todos estão soltos com habeas corpus.
Do ocorrido
Uma semana após o crime, no dia 19/02, uma manifestação em Queimados, onde residiam os dois jovens, organizada por familiares e amigos, reuniu cerca de 300 pessoas, que se concentraram desde às 9h na Praça Nossa Senhora da Conceição, no Centro de Queimados, de onde saíram em caminhada, até a Praça dos Eucaliptos, onde fizeram um ato em repúdio à violência da polícia. Marizete Rangel, mãe de Fabrício Rangel Kengen, falando pelos familiares, falou diante das autoridades presentes: “Esperamos que estas mortes não venham a ser apenas mais um número na estatística da violência, mas um motivo para que se dê um basta à violência, para que outras mães não sofram como estamos sofrendo”.
Graças à rápida mobilização popular e à repercussão do caso, o inquérito foi rápido (caso muito raro em se tratando de crimes cometidos por policiais), o MP de Nova Iguaçu ofereceu denúncia logo acatada pela juíza da 4a Vara Criminal de N.I., e no dia 06/07/2006 foi emitido o mandado de prisão preventiva contra o assaltante Fabiano Rebello Viana, o cabo Antonio César da Silva Herguet Ferreira, e o sargento Nelson Gomes de Souza Segundo, que se encontram presos.
Os policiais já foram expulsos da PM, mas o processo criminal (número 2006.038.003483-0 na 4a Vara) encontra-se paralisado. Marizete, seu esposo, outros familiares e amigos continuam lutando por justiça e juntaram-se a movimentos como a AFAVIV (Associação de Familiares e Amigos das Vítimas de Violência, criada após a chacina da Baixada em 31/03/2005).
Graças à rápida mobilização popular e à repercussão do caso, o inquérito foi rápido (caso muito raro em se tratando de crimes cometidos por policiais), o MP de Nova Iguaçu ofereceu denúncia logo acatada pela juíza da 4a Vara Criminal de N.I., e no dia 06/07/2006 foi emitido o mandado de prisão preventiva contra o assaltante Fabiano Rebello Viana, o cabo Antonio César da Silva Herguet Ferreira, e o sargento Nelson Gomes de Souza Segundo, que se encontram presos.
Os policiais já foram expulsos da PM, mas o processo criminal (número 2006.038.003483-0 na 4a Vara) encontra-se paralisado. Marizete, seu esposo, outros familiares e amigos continuam lutando por justiça e juntaram-se a movimentos como a AFAVIV (Associação de Familiares e Amigos das Vítimas de Violência, criada após a chacina da Baixada em 31/03/2005).