Data do Ocorrido: 16/08/2009
Localização: Curitiba (PR)
Data de Nascimento: 01/11/1989 (19 anos)
Data de Falecimento: 16/08/2009
Sexo: Masculino
Thiago Klemtz de Abreu Pessoa, 19 anos, estudante de direito, foi morto a tiros na Rua Júlia da Costa, quase esquina com a Rua Euclides da Cunha, no Bigorrilho, em 16/08/2009, por volta de 5h, após deixar uma festa acontecida na Sociedade Harmonia, situada a uma quadra do local.
Segundo a polícia, Thiago Klemtz não teve chance de defesa, o crime teve motivo fútil e existe o agravante do assassino ser policial. A pena para os crimes pode chegar a 20 anos de prisão.
Thiago Klemtz foi morto com três tiros. O laudo do IML comprovou que os tiros que atingiram o jovem foram disparados pela arma do policial.
Em depoimento, o soldado disse que disparou a arma para dispersar uma briga. O delegado Rodrigo Brown de Oliveira afirmou que o policial mentiu descaradamente e irá tomar as medidas cabíveis.
De acordo com o major Everton Puchetti a atuação de Assaf seria analisada por um Conselho de Disciplina da PM para averiguar sua permanência na Corporação. O trâmite do procedimento levaria de 80 a 120 dias. Isto foi declarado no dia 23 de dezembro de 2009.
Em 26 de agosto de 2009 o policial, Omar Assaf Junior, 29 anos, foi preso e indiciado por homicídio triplamente qualificado (por não haver chance de defesa, motivo fútil e por ser policial). Em 3 de dezembro, contudo, o PM foi posto em liberdade por decisão da 1.ª Câmara Criminal de Curitiba.
Em maio de 2010 o juiz Daniel Surdi Avelar , da 2.ª Vara Criminal do Tribunal do Júri de Curitiba, aceitou a denúncia contra o policial militar Omar Assaf Júnior, acusado de matar o estudante Thiago Klemtz de Abreu Pessoa.
O PM vai responder em juízo por homicídio doloso triplamente qualificado (com intenção de matar), mesmo crime pelo qual havia sido indiciado pela polícia. De acordo com o assistente de acusação e advogado da família das vítimas, Elias Mattar Assad, se não houver recurso por parte da defesa o caso vai entrar na pauta do tribunal e a acusação contra Assaf será analisada em júri popular.
A decisão ainda absolve o policial do crime de fraude processual e mantém a determinação da 1.ª Câmara Criminal que colocou o acusado em liberdade no início de dezembro. Segundo o advogado do policial, Cláudio Dalledone Júnior, o objetivo agora é fazer com que Assaf responda por homicídio simples. “Vamos recorrer destas qualificadoras”, afirma. O crime foi classificado como triplamente qualificado por não haver chance de defesa da vítima, por ser relacionado a motivo fútil e por Assaf ser policial.
O Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) determinou, em 17/02/2011, a prisão do policial militar Omar Assaf Júnior, acusado de ter matado o estudante de Direito, Thiago Klemtz de Abreu Pessoa, 19 anos, em agosto de 2009. Com a prisão cautelar de pronúncia, o policial deve ficar aprisionado até o julgamento. Assaf Júnior estava em liberdade desde o dia 4 de dezembro do ano passado, beneficiado por um habeas corpus concedido pelo próprio o TJ-PR.
Em sessão realizada nesta quinta-feira, a decisão coube ao desembargador Macedo Pacheco. O advogado da vítima, Elias Mattar Assad, que figura como assistente de acusação, havia recorrido do habeas corpus em dezembro do ano passado. Ele comemorou a decisão da Justiça. “A família estava angustiada e apreensiva, porque teve o filho executado da maneira que o crime ocorreu”, disse.
Os pais de Klemtz também se manifestaram sobre a decisão, por meio de uma nota encaminhada à imprensa. “Estamos lutando e continuaremos a lutar até o fim para que o frio executor do nosso filho volte para a cadeia e cumpra a pena correspondente ao crime praticado”, diz o comunicado.
Segundo Assad, o processo está embasado por depoimentos de testemunhas registrados em vídeo e imagens de câmeras de segurança que filmaram momentos do crime. Constam nos autos, ainda, uma reconstituição virtual dos fatos, realizada por peritos a pedido da família.
“Apesar do tempo decorrido e do apelo dos pais da vítima para que o acusado fosse afastado da Polícia Militar (PM), o processo interno da corporação que deliberará pela permanência ou exclusão do mesmo dos quadros da PM ainda não havia sido concluído.
Em maio de 2011, por unanimidade de votos, o Conselho de Disciplina determinou a exclusão do soldado da Polícia Militar Omar Assaf Júnior, acusado de matar o estudante Thiago Klemtz, que tinha 19 anos em agosto de 2009, quando ocorreu o crime.
“Não pode a Policia Militar aceitar em seus quadros um policial que rompeu com todos os compromissos que havia assumido com a instituição, dando mau exemplo aos seus pares. A prática de conduta irregular compromete a ética e o decoro da classe perante a comunidade paranaense, violando as normas e responsabilidades que norteiam a vida em sociedade”, sentenciou o Conselho.
Para a família do estudante morto, em especial a mãe dele, Patricia Klemtz, a expulsão foi a medida esperada e serve para restaurar o sentimento de credibilidade para com Policia Militar.
Omar Assaf Júnior encontra-se foragido desde que foi decretada a prisão no dia 17/02/2011
A família de Thiago Klemtz de Abreu Pessoa, assassinado por um PM com três tiros, no dia 16/08/2009, por motivo fútil, continua aguardando por justiça.
O estudante de Direito Thiago Klemtz de Abreu Pessoa foi morto com dois tiros no tórax e um na cabeça na saída da Sociedade Harmonia, no Bigorrilho. O policial militar Omar Assaf Júnior se apresentou voluntariamente à polícia, alegando legítima defesa. Ele estava de folga no dia. Os depoimentos das testemunhas, porém, afirmaram que o PM, após ter dado o primeiro tiro em Thiago, se aproximou e efetuou outros dois disparos.
Em 26 de agosto de 2010, Assaf Júnior foi preso e indiciado por homicídio triplamente qualificado (por não haver chance de defesa, motivo fútil e por ser policial). Em 3 de dezembro, contudo, o PM foi posto em liberdade por decisão da 1.ª Câmara Criminal de Curitiba.
Em maio de 2010 o juiz Daniel Surdi Avelar , da 2.ª Vara Criminal do Tribunal do Júri de Curitiba, aceitou a denúncia contra o policial militar Omar Assaf Júnior, acusado de matar o estudante Thiago Klemtz de Abreu Pessoa.
O PM vai responder em juízo por homicídio doloso triplamente qualificado (com intenção de matar), mesmo crime pelo qual havia sido indiciado pela polícia. De acordo com o assistente de acusação e advogado da família das vítimas, Elias Mattar Assad, se não houver recurso por parte da defesa o caso vai entrar na pauta do tribunal e a acusação contra Assaf será analisada em júri popular.
Em maio de 2011, por unanimidade de votos, o Conselho de Disciplina determinou a exclusão do soldado da Polícia Militar Omar Assaf Júnior, acusado de matar o estudante Thiago Klemtz, que tinha 19 anos em agosto de 2009, quando ocorreu o crime.
Omar Assaf Júnior encontra-se foragido desde que foi decretada a prisão no dia 17/02/2011