Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Bruce Cristian de Souza Oliveira (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 25/07/2010

Localização: Fortaleza (CE)

Data de Nascimento: 00/00/1996 (14 anos)

Data de Falecimento: 25/07/2010

Sexo: Masculino Masculino
 

Bruce Cristian de Souza Oliveira, 14 anos, estava na garupa da motocicleta do pai quando foi atingido por um tiro na cabeça, disparado pelo policial militar Iuri da Silveira. O crime ocorreu durante uma suposta abordagem na Rua Beni de Carvalho, no Centro de Fortaleza.

O PM explicou em depoimento que desconfiou dos dois porque o veículo entrou em um cruzamento sem passar pelo patrulhamento e pediu para que eles parassem, no que não foi atendido. Ainda de acordo com o agente, o tiro foi disparado para atingir o pneu da motocicleta, mas acabou atingindo a cabeça de Bruce Cristian. Após dar declarações na delegacia, Iuri foi liberado.

O pai de Bruce, o técnico de manutenção de ar-condicionado Francisco das Chagas Oliveira Souza, entrou em desespero ao ver o filho baleado. Havia apenas uma caixa de ferramentas na motocicleta. As imagens foram feitas por um motorista que passava pelo local no momento do crime. Francisco disse depois que não ouviu nenhuma solicitação de parada por parte do policial.

O corpo foi velado no salão de uma igreja evangélica na capital cearense. O enterro aconteceu no cemitério Jardim do Éden, em Pacatuba, Região Metropolitana de Fortaleza, e foi marcado por clima de comoção, revolta e clamor por justiça.

Os pais do adolescente não conseguiram acompanhar o enterro do filho. Já a irmã de Bruce, a estudante Letícia de Souza Oliveira, de 13 anos, tentou fazer um discurso sobre o adolescente, mas também não conseguiu.

O comandante da Ronda do Quarteirão (como é chamado o patrulhamento comunitário em Fortaleza), coronel Werisleik Matias, reconheceu que a ação policial foi desastrosa.

O policial Yuri Silveira, que matou o adolescente Bruce Cristian de Souza Oliveira,  teve a prisão preventiva decretada pela juíza Antônia Dulce Rodrigues Feijão, da Justiça Militar Estadual. De acordo com o tenente-coronel Werisleick Pontes Matias, a prisão foi decretada após uma representação do Ministério Público Estadual, feita pelo promotor Joathan de Castro Machado.

Ainda segundo o comandante do Ronda, o pedido de prisão foi feito em virtude do clamor público e indignação social gerado com o crime.

O policial foi transferido para o Presídio Militar do 5º Batalhão, no Centro da capital.
Ele estava detido no Quartel de Polícia Comunitária, na sede da Secretaria da Segurança Pública. De acordo com o major Marcos Costa, relações públicas da Polícia Militar, Yuri Silveira ficará preso em cela comum ao lado de outros presos. A prisão preventiva vale por 30 dias.

Bruce Cristian de Souza Oliveira é mais uma vítima do despreparo policial no Brasil.

O policial militar Yuri da Silveira Alves Batista foi apresentado, na manhã desta sexta-feira (20/08), à 5ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua, para tomar ciência do processo que investiga a morte do adolescente Bruce Cristian de Sousa Oliveira. A denúncia, oferecida pelo Ministério Público, foi recebida na última terça-feira (17/08) pelo juiz Raimundo Deusdeth Rodrigues Júnior, que está respondendo pela unidade.

Na denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Ricardo Machado, o réu é acusado de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e mediante recurso que tornou impossível a defesa do ofendido, além de lesão corporal, ambos com o agravante de abuso de poder. O policial encontra-se preso no Presídio Militar.
 
De acordo com o processo, no dia 25 de julho deste ano, por volta das 16h30min, Bruce Cristian de Sousa Oliveira e seu pai, Francisco das Chagas de Sousa Oliveira, iam para casa, em uma moto, quando, no cruzamento da avenida Desembargador Moreira com a rua Padre Valdevino, no bairro Dionísio Torres, foram avistados por policiais militares do programa Ronda do Quarteirão.
 
Os policiais deram ordem para que Francisco das Chagas de Sousa Oliveira parasse a moto. Ele, no entanto, não ouviu os gritos dos soldados, em virtude do barulho da avenida e do uso do capacete.
 
Sem que a dupla obedecesse a ordem, Yuri da Silveira Alves Batista disparou um tiro que atingiu fatalmente o adolescente. Com a queda do filho, o pai se desequilibrou e caiu, lesionando joelho e cotovelo direitos.
 
Em sua denúncia, o promotor Ricardo Machado afirma que a materialidade do crime está constatada pelas análises e conclusões das perícias médicas e que a autoria, além de confessada, é deduzida da contribuição testemunhal. O Ministério Público pede ainda que sejam colhidas "informações acerca dos prejuízos sofridos pelos ofendidos para que, em caso de sentença condenatória, reste estipulado valor mínimo para reparação dos danos causados".
 
O juiz Raimundo Deusdeth Rodrigues Júnior aceitou a denúncia, afirmando que a prestação jurisdicional é necessária e adequada. "Há previsão legal da conduta atribuída ao acusado e da punição correspondente, confirmando-se a possibilidade jurídica do pedido", ressaltou.
 
Com o recebimento da denúncia, Yuri da Silveira, que já tem advogado particular constituído, tem dez dias para responder a acusação por escrito.


O policial militar Yuri da Silveira Alves Batista foi apresentado, na manhã de sexta-feira (20/08/2010), à 5ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua, para tomar ciência do processo que investiga a morte do adolescente Bruce Cristian de Sousa Oliveira. A denúncia, oferecida pelo Ministério Público, foi recebida na última terça-feira (17/08/2010) pelo juiz Raimundo Deusdeth Rodrigues Júnior, que está respondendo pela unidade.

Na denúncia, assinada pelo promotor de Justiça Ricardo Machado, o réu é acusado de homicídio duplamente qualificado, por motivo fútil e mediante recurso que tornou impossível a defesa do ofendido, além de lesão corporal, ambos com o agravante de abuso de poder. O policial encontra-se preso no Presídio Militar.


Não será publicado.




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Rocha em 05/03/2011 23:35
Não tem o que explicar, pagamos caros impostos e temos serviços públicos de porcarias e o pior é que não melhoram, continuam colocando nas ruas mais e mais policiais despreparados e enganando a população, e até a própria polícia tem receio da polícia, um não confia em outro.


Sandra Domingues em 02/10/2010 01:51
Esse é um dos casos, com uma das cenas mais tristes que já assisti. Vi pela TV no dia da tragédia, a cena do pai desesperado, debruçado sobre o corpo do seu amado filho, já sem vida e fiquei dias sem conseguir esquecer a cena...e dói em mim imaginar a dor e o sentimento de impotência que acometeu esse pai naquele momento...ver o seu filho, um inocente, uma criança, ser morta sem motivo algum...revoltante e muito...muito triste.

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