Bruce Cristian de Souza Oliveira, 14 anos, estava na garupa da motocicleta do pai quando foi atingido por um tiro na cabeça, disparado pelo policial militar Iuri da Silveira. O crime ocorreu durante uma suposta abordagem na Rua Beni de Carvalho, no Centro de Fortaleza.
O PM explicou em depoimento que desconfiou dos dois porque o veículo entrou em um cruzamento sem passar pelo patrulhamento e pediu para que eles parassem, no que não foi atendido. Ainda de acordo com o agente, o tiro foi disparado para atingir o pneu da motocicleta, mas acabou atingindo a cabeça de Bruce Cristian. Após dar declarações na delegacia, Iuri foi liberado.
O pai de Bruce, o técnico de manutenção de ar-condicionado Francisco das Chagas Oliveira Souza, entrou em desespero ao ver o filho baleado. Havia apenas uma caixa de ferramentas na motocicleta. As imagens foram feitas por um motorista que passava pelo local no momento do crime. Francisco disse depois que não ouviu nenhuma solicitação de parada por parte do policial.
O corpo foi velado no salão de uma igreja evangélica na capital cearense. O enterro aconteceu no cemitério Jardim do Éden, em Pacatuba, Região Metropolitana de Fortaleza, e foi marcado por clima de comoção, revolta e clamor por justiça.
Os pais do adolescente não conseguiram acompanhar o enterro do filho. Já a irmã de Bruce, a estudante Letícia de Souza Oliveira, de 13 anos, tentou fazer um discurso sobre o adolescente, mas também não conseguiu.
O comandante da Ronda do Quarteirão (como é chamado o patrulhamento comunitário em Fortaleza), coronel Werisleik Matias, reconheceu que a ação policial foi desastrosa.
O policial Yuri Silveira, que matou o adolescente Bruce Cristian de Souza Oliveira, teve a prisão preventiva decretada pela juíza Antônia Dulce Rodrigues Feijão, da Justiça Militar Estadual. De acordo com o tenente-coronel Werisleick Pontes Matias, a prisão foi decretada após uma representação do Ministério Público Estadual, feita pelo promotor Joathan de Castro Machado.
Ainda segundo o comandante do Ronda, o pedido de prisão foi feito em virtude do clamor público e indignação social gerado com o crime.
O policial foi transferido para o Presídio Militar do 5º Batalhão, no Centro da capital.
Ele estava detido no Quartel de Polícia Comunitária, na sede da Secretaria da Segurança Pública. De acordo com o major Marcos Costa, relações públicas da Polícia Militar, Yuri Silveira ficará preso em cela comum ao lado de outros presos. A prisão preventiva vale por 30 dias.
Bruce Cristian de Souza Oliveira é mais uma vítima do despreparo policial no Brasil.
O policial militar Yuri da Silveira Alves Batista foi apresentado, na manhã desta sexta-feira (20/08), à 5ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua, para tomar ciência do processo que investiga a morte do adolescente Bruce Cristian de Sousa Oliveira. A denúncia, oferecida pelo Ministério Público, foi recebida na última terça-feira (17/08) pelo juiz Raimundo Deusdeth Rodrigues Júnior, que está respondendo pela unidade.

O policial militar Yuri da Silveira Alves Batista foi apresentado, na manhã de sexta-feira (20/08/2010), à 5ª Vara do Júri do Fórum Clóvis Beviláqua, para tomar ciência do processo que investiga a morte do adolescente Bruce Cristian de Sousa Oliveira. A denúncia, oferecida pelo Ministério Público, foi recebida na última terça-feira (17/08/2010) pelo juiz Raimundo Deusdeth Rodrigues Júnior, que está respondendo pela unidade.