Rodolfo Gigante Iannuzzi, de 26 anos, foi assassinado em 17/11/2002 com três tiros à queima-roupa durante um baile à fantasia, em Miguel Pereira. Joubert Eduardo de Souza, de 24 anos, integrante da tradicional família Avelino, de Vassouras, foi denunciado pelo crime e teve a prisão preventiva decretada.
O inquérito policial apurou, na época, que Joubert, mais conhecido na região como Jouppert Avelino, atirou no jovem porque Rodolfo estava conversando na festa com uma ex-namorada do acusado.
Jouppert passou quase um ano foragido até que foi localizado e preso. Até hoje ele não foi julgado pelo crime. No dia 18 de setembro de 2008, os desembargadores que compõem a 5 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio decidiram revogar a prisão preventiva do acusado e colocá-lo em liberdade. A decisão caiu como uma bomba na cabeça de Elisabete:
- Como um crime, com vítima e autor identificados, não é julgado. Isso é um absurdo ! - lamentou.
Impunidade em detalhes jurídicos
As causas da demora da Justiça em marcar o julgamento do acusado de assassinar Rodolfo Gigante Iannuzzi são, aparentemente, desconhecidas. Mas é certo que os recursos impetrados pelos advogados de defesa de Jouppert contribuíram, em muito, para transformar o processo em uma novela interminável.
- Meu cliente não foi a julgamento por causa da Justiça. Eu quero ter acesso as informações contidas num disquete que foi inserido nos autos pela acusação. Só que não me permitem - justificou o advogado Clóvis Sahione.
Foi baseado nessa demora da Justiça em marcar o julgamento que Sahione conseguiu colocar Jouppert rem liberdade.
- Meu cliente passou quase cinco anos preso. Ele, praticamente, cumpriu parte da pena sem ser julgado - defendeu o advogado.
Enquanto isso, Elisabete passa os seus dias dentro de sua casa, na Zona Sul do Rio, esperando uma decisão da Justiça.
- Estou me sentindo impotente. Não sei mais o que fazer. Só quero que se faça justiça na morte do meu filho - desabafou a mãe de Rodolfo.
A família de Rodolfo Gigante Iannuzzi é mais uma vítima da Impunidade no Brasil e esse mais um crime que ficou sem castigo!
Depois de 8 anos, 5 meses e 15 dias do crime enfim foi marcado o julgamento pelo Tribunal do Júri para Joubert Eduardo de Souza, acusado pela morte de Rodolfo.
O julgamento acontecerá no dia 22/08/2011 às 13h na Sala de Audiências da 2ª Vara Criminal, corredor C, 2º andar
Tribunal de Justica do Estado do Rio de Janeiro - Rua Erasmo Braga 115

Elisabete, mãe de Rodolfo Gigante Iannuzzi
Foto Sérgio Meirelles -Extra
Jouppert passou quase um ano foragido até que foi localizado e preso. Até hoje ele não foi julgado pelo crime. No dia 18 de setembro de 2008, os desembargadores que compõem a 5 Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio decidiram revogar a prisão preventiva do acusado e colocá-lo em liberdade. A decisão caiu como uma bomba na cabeça de Elisabete, mãe de Rodolfo Gigante Iannuzzi.
Depois de 8 anos, 5 meses e 15 dias do crime enfim foi marcado o julgamento pelo Tribunal do Júri para Joubert Eduardo de Souza, acusado pela morte de Rodolfo.
O julgamento acontecerá no dia 22/08/2011 às 13h na Sala de Audiências da 2ª Vara Criminal, corredor C, 2º andar
Tribunal de Justica do Estado do Rio de Janeiro - Rua Erasmo Braga 115