Data do Ocorrido: 16/04/2007
Localização: Cuiabá (MT)
Data de Nascimento: 30/04/1996 (10 anos)
Data de Falecimento: 16/04/2007
Sexo: Masculino
Marcos Yuri Prado de Oliveira Guirado, 10 anos, foi assistir um filme na casa de um colega, filho de um tenente-coronel. Na casa estavam Yuri, o filho do tenente-coronel e mais um vizinho.
O adolescente (filho do tenente-coronel) de 13 anos confirmou que estava manuseando uma pistola do pai quando a arma disparou e atingiu mortalmente o amigo Yuri.
O adolescente entregou a arma para outro colega, que começou a manuseá-la. “De tanto mexer, ela (a pistola) deu um estalo. Então ele (o colega de 12 anos) jogou a arma de volta pra mim. A arma quase caiu no chão. Para não deixá-la cair, segurei-a com força. Então, a arma disparou”, completa o garoto.
Com medo da arma disparar novamente, afirmou que saiu correndo atrás do colega. O adolescente o encontrou na esquina e pediu ajuda para socorrer Marcos Yuri. “Vai me ajudar”, disse ele, mas o colega respondeu que não sabia de nada, mas afirmou que era um acidente.
No dia anterior ao de sua morte, o estudante Yuri se inscreveu num concurso municipal de poesia com um texto no qual aponta a violência como uma das coisas ruins de Cuiabá.
No mês do aniversário da cidade, na redação em homenagem à Capital, Yuri escreveu: “Cuiabá é uma cidade que tem coisas boas e ruins. Boas são as festas, comidas e doces típicos. Mais a realidade não é só isso, têm a criminalidade, os roubos, os políticos envolvidos em roubos. É assim que eu acho Cuiabá”.
A primeira audiência no processo que ficou conhecido como “Caso Yuri”, será realizada hoje (04/02/2009), onde o tenente-coronel Reinaldo Magalhães de Moraes responde por homicídio culposo (sem intenção), pela morte de Marcos Yuri Prado Oliveira Guirado. O garoto foi morto no dia 16 de abril de 2007 e durante esses 22 meses, quatro audiências agendadas foram adiadas.
No entanto, o oficial irá depor na tarde de hoje, na Primeira Vara Criminal. Reinaldo Magalhães é pai do menino, que na época tinha 13 anos, e disparou acidentalmente contra Marcos Yuri, com uma arma de propriedade do Estado, que estava em um guarda-roupa. A vítima morreu na hora.
O pai do menino, Marcos Prado, alega que até hoje muitas questões sobre a morte de seu filho ainda não foram apuradas e não detém de informações. Uma delas se refere a arma do crime, uma pistola ponto 40, que era de propriedade do Estado e não poderia estar na casa do tenente-coronel.
Além disso, o laudo no local da morte do menor comprovou que a cena do crime foi alterada. A arma foi colocada próxima a mão do menor, com a intenção de dizer que o próprio Marcos Yuri teria disparado contra ele. A defesa da família da vítima, questiona se a idéia de mudar a cena teria partido do próprio menor que disparou ou sob influência.
O pai do menino, Marcos Yuri Prado de Oliveira Guirado, alega que até hoje muitas questões sobre a morte de seu filho ainda não foram apuradas e não detém de informações. Uma delas se refere a arma do crime, uma pistola ponto 40, que era de propriedade do Estado e não poderia estar na casa do tenente-coronel.
Além disso, o laudo no local da morte do menor comprovou que a cena do crime foi alterada. A arma foi colocada próxima a mão do menor, com a intenção de dizer que o próprio Marcos Yuri teria disparado contra ele. A defesa da família da vítima, questiona se a idéia de mudar a cena teria partido do próprio menor que disparou ou sob influência.