Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Rafael Mascarenhas (Trânsito)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 20/07/2010

Localização: Rio de Janeiro (RJ)

Data de Nascimento: 00/00/1992 (18 anos)

Data de Falecimento: 20/07/2010

Sexo: Masculino Masculino
 

Rafael Mascarenhas, de 18 anos, filho da atriz Cissa Guimarães e do músico Raul Mascarenhas, morreu atropelado em 20/07/2010.

Segundo Bombeiros da Gávea, que socorreram Rafael Mascarenhas por volta de 1h50 do dia 20/07, ele foi atropelado por um motorista que trafegava no Túnel Acústico, na Gávea, Zona Sul, na pista sentido Gávea.

Rafael Mascarenhas ainda foi levado com vida para o hospital Miguel Couto, no Leblon, também na Zona Sul. De acordo com a Secretaria, o jovem Rafael Mascarenhas chegou à unidade com politraumatismos na cabeça, no tórax, nos braços e nas pernas. Rafael Mascarenhas chegou a ser operado, mas faleceu por volta de 8h em 20/07/2010.

De acordo com a 15ª DP (Gávea), que investiga o caso, Rafael estava andando de skate no túnel, que estava interditado para manutenção. A polícia faz buscas pelo motorista que teria atropelado o jovem. De acordo com a polícia, dois carros estariam dentro do túnel na hora do atropelamento.
Segundo a CET-Rio, a pista ficou fechada ao tráfego de 1h10 às 4h10. Os motoristas que estavam no túnel não teriam furado o bloqueio da via. A companhia informou que dentro do túnel há um retorno e que os motoristas dos veículos teriam usado um retorno que há dentro do túnel.

O jovem Rafael Mascarenhas foi atropelado, já na descida do túnel. O motorista que atropelou Rafael Mascarenhas fugiu sem prestar socorro.

Segundo a polícia, o carro que foi flagrado pelas imagens das câmeras da CET-Rio na saída do Túnel Acústico, na Gávea, na Zona Sul do Rio, é um Siena preto, que estava totalmente apagado e em alta velocidade.

O outro carro identificado nas imagens da CET-Rio seria um Honda Civic. Dois jovens que estariam nesse veículo chegaram à 15ª DP, nesta tarde, acompanhados do pai para prestar esclarecimentos no caso.

De acordo com a delegada-titular da 15ª DP (Gávea), Bárbara Lomba, um dos dois jovens que estavam com Rafael Mascarenhas contou que dois carros estavam em um "pega" dentro do túnel, trafegando em alta velocidade.

Rafael Mascarenhas é mais uma vítima da irresponsabilidade do trânsito no Brasil  !

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro divulgou nesta segunda-feira (23/08/2010) que denunciou os policiais militares Marcelo José Leal Martins (3º Sargento) e Marcelo de Souza Bigon (Cabo), lotados no 23º BPM (Leblon), que teriam recebido propina do pai do motorista que atropelou Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, quando andava de skate, no Túnel Acústico, em São Conrado, na Zona Sul do Rio, no dia 20 de julho.

Os dois PMs foram denunciados por corrupção passiva, falsidade ideológica e descumprimento de função. Segundo a Promotora de Justiça, caso sejam condenados pelos três crimes, os policiais podem pegar de 3 a 8 anos de prisão.

De acordo com a denúncia os PMs aceitaram, de Roberto Bussamra, pai de Rafael Bussamra, que atropelou Rafael Mascarenhas, oferta de R$ 10 mil para não preservar o local do atropelamento, prestar auxílio à vítima e conduzir o atropelador à delegacia.  Ainda segundo a denúncia, eles saíram do posto de patrulhamento para escoltar o carro do atropelador.
Pela manhã, ainda de acordo com a denúncia, os policiais receberam de R$1 mil como parte do pagamento prometido. Os PMs também teraim apresentado o Termo de Registro de Ocorrência com informação falsa, descrevendo a liberação do carro de Rafael Bussamra sem a constatação de irregularidades.
 
Missa de um mês
 
Cerca de 50 pessoas acompanharam a missa que marcou os 30 dias da morte de Rafael Mascarenhas no final da manhã de sexta-feira (20/08/2010), no Mosteiro das Irmãs Clarissa, na Gávea, também na Zona Sul da cidade.Nesta segunda-feira (23/08/2010), acontece outra missa em homenagem a Rafael, em uma igreja dentro da PUC, onde ele estudava.
 
A delegada responsável pelas investigações do caso, Bárbara Lomba, da 15ª DP (Gávea), espera terminar o inquérito nesta semana. Ela ainda não definiu se vai indiciar Rafael Bussamra por homicídio culposo ou doloso (quando há intenção de matar). O pai do jovem, o empresário Roberto Bussamra, também pode responder por corrupção ativa ou passiva, já que ele afirmou em depoimento à polícia que pagou propina aos dois PMs que abordaram Rafael.
Os policiais continuam presos na Unidade Prisional da Polícia Militar, em Benfica, na Zona Norte do Rio. Os advogados dos PMs negam que seus clientes tenham feito qualquer tipo de negociação com Bussamra.
 
1 ano  da morte de Rafael Mascarenhas
 
A morte do músico Rafael Mascarenhas, 18, filho da atriz Cissa Guimarães, que completa um ano em 20/0, colocou em debate a utilização das vias públicas do Rio de Janeiro para a prática do skate. Enquanto grupos de esportistas e a própria mãe da vítima se mobilizam em favor da causa, a Justiça continuará em breve a apurar a culpabilidade dos envolvidos no trágico acidente que causou o óbito do rapaz.
 
Mascarenhas foi atropelado pelo estudante Rafael Bussamra, que disputava um racha no túnel Acústico, na Gávea, zona sul do Rio de Janeiro. O local estava fechado para manutenção e era considerado um dos pontos favoritos dos skatistas que preferem praticar tal esporte em vias urbanas. Ele foi levado com vida para o hospital Miguel Couto, no Leblon, mas acabou não resistindo aos ferimentos.
 
O pai do estudante, Roberto Bussamra, também é réu no inquérito. Ele é acusado de oferecer dinheiro a policiais militares que faziam uma blitz próxima ao local do acidente.
 
Em junho de 2011, Cissa participou de um ato público pela liberação da prática do skate na Praça XV, um dos símbolos históricos do centro do Rio - um decreto municipal de 1999 autoriza a Guarda Municipal a reprimir esse esporte em vias públicas.
 
Desde a morte do filho, a atriz se tornou "madrinha" dos skatistas e já cobrou publicamente o governo municipal a respeito do assunto.
 
Durante o ato, Cissa não segurou as lágrimas ao discursar para os manifestantes. Segundo ela, "skatista não pode ser visto como marginal".
Atualmente, a atriz luta por um projeto que pretende transformar o túnel Acústico, local do acidente, em uma espécie de galeria de arte urbana, na qual a prática do skate seja autorizada em horários pré-determinados.
 
"O projeto é que a gente possa fechar o túnel como se fecha a Vieira Souto [em Ipanema, na zona sul], como se fecha o Aterro do Flamengo [também na zona sul], para lazer. Para ter uma noite", explicou ela em entrevista ao programa do apresentador Jô Soares, em maio deste ano.
 
Em junho deste ano, Cissa afirmou à reportagem do UOL Notícias que a chamada "terapia do luto" foi fundamental para que ela conseguisse superar a dor causada pela perda do filho.
 
"Nosso mundo ocidental lida muito mal com a morte. Precisamos aprender a aceitá-la e transmutar esta dor em força. E é exatamente isso que a terapia do luto nos ensina", disse.
 
A atriz também afirma que o fato de ter voltado rapidamente ao trabalho a ajudou a se restabelecer depois da tragédia - além de integrar o elenco da novela "Morde e Assopra", da TV Globo, ela está em cartaz há mais de um ano como protagonista da peça "Doidas e Santas". No entanto, em entrevista à coluna Mônica Bergamo, da jornal "Folha de São Paulo", ela disse que não quer transformar a sua experiência pessoal em "exemplo de superação".
 
"Porque essa é uma bandeira que ficou: 'Cissa, o exemplo'. Eu tô fora!!! Não sou exemplo de superação de nada", afirmou.
 
Justiça adia audiência
 
A audiência do processo que apura a morte de Rafael Mascarenhas deveria ser concluída no dia 16 de junho, mas teve que ser adiada para o dia 17 de agosto. Insatisfeitos com a ausência do policial militar Alexandre dos Santos Restorff, os advogados dos réus Rafael Bussamra e de seu pai, Roberto Martins Bussamra, solicitaram o adiamento.
 
Foram ouvidas as três testemunhas indicadas pela defesa: o ex-chefe de investigações da 15ª DP (Gávea) Alexandre Estelita dos Santos e os policiais Sergio de Souza Leite e Marcos Pereira de Sousa. De acordo com a denúncia do Ministério Público, o pai de Bussamra ofereceu dinheiro aos policiais para deixarem o local do acidente e, assim, ocultar possíveis pistas.
 
Em 20 de julho de 2012 a justiça decidiu que o acusado pelo atropelamento e morte de Rafael Mascarenhas não irá mais a júri popular. Segundo decisão do juiz Jorge Luiz Le Cocq, da 2ª Vara Criminal, Rafael de Souza Bussamra teve alterada a acusação de homicídio doloso (quando há intenção de matar) para homicidio culposo de trânsito (quando não há intenção), crime previsto no Código Brasileiro de Trânsito.
Como homicídio doloso é julgado em tribunal de júri, outros acusados do caso - que não participaram diretamente do atropelamento - também seriam julgados no mesmo processo. Mas a nova decisão levou o caso para uma vara criminal comum e ainda extinguiu a punibilidade (possibilidade de punição) de dois acusados.
O pai, Roberto Bussamra, foi denunciado por corrupção ativa e por tentar induzir a erro o agente policial, o perito ou o juiz. O irmão de Rafael, Guilherme de Souza Bussamra, foi denunciado apenas por este último crime, enquanto Gabriel Ribeiro, que dirigia o outro carro, responde por participação em corrida não autorizada.
Na decisão, o juiz extinguiu a punibilidade de Guilherme e de Gabriel, que ainda recuperou sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH).

Os responsáveis pelo atropelamento e morte de Rafael Mascarenhas, Rafael Bussamra e Gabriel Henrique Ribeiro, que dirigia o outro carro que também estava no túnel, foram indiciados por homicídio doloso (quando há intenção de matar ou se conhece o risco do resultado do ato cometido). Ambos também foram indiciados por fuga.

O atropelador e seu pai também vão responder por corrupção ativa, pela tentativa de pagarem para os policiais para saírem do local do acidente e se livrarem de possíveis pistas.
 
Em 20 de julho de 2012 a justiça decidiu que o acusado pelo atropelamento e morte de Rafael Mascarenhas não irá mais a júri popular. Segundo decisão do juiz Jorge Luiz Le Cocq, da 2ª Vara Criminal, Rafael de Souza Bussamra teve alterada a acusação de homicídio doloso (quando há intenção de matar) para homicidio culposo de trânsito (quando não há intenção), crime previsto no Código Brasileiro de Trânsito.
Como homicídio doloso é julgado em tribunal de júri, outros acusados do caso - que não participaram diretamente do atropelamento - também seriam julgados no mesmo processo. Mas a nova decisão levou o caso para uma vara criminal comum e ainda extinguiu a punibilidade (possibilidade de punição) de dois acusados.
O pai, Roberto Bussamra, foi denunciado por corrupção ativa e por tentar induzir a erro o agente policial, o perito ou o juiz. O irmão de Rafael, Guilherme de Souza Bussamra, foi denunciado apenas por este último crime, enquanto Gabriel Ribeiro, que dirigia o outro carro, responde por participação em corrida não autorizada.
Na decisão, o juiz extinguiu a punibilidade de Guilherme e de Gabriel, que ainda recuperou sua Carteira Nacional de Habilitação (CNH).


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