Por Regina Jardim, mãe de Priscila Regina Jardim
Priscila Regina Jardim, 29 anos, foi cruelmente executada na madrugada de 09/06/2007, ao sair da danceteria Tulha (agora Chamillion), com 5 tiros à queima roupa (4 na cabeça e 1 no abdomem) por terminar namoro de 2 meses com Alexandre Bittencourt.
O crime ocorreu na saída da boate, o assassino saiu da Tulha, atrás de Priscila já armado, prestava serviços de informática à casa, por isso não era revistado. Para Lopez, “o crime passional não existe: ocorre em contexto sexista por homens incapazes de fazer o luto de relacionamento, os autores de crimes passionais não têm problemas psiquiátricos, esse crime não é por amor, mas um crime de quem sofre de narcisismo, não se deve esquecer que o criminoso, acha, no sexismo, na lei do mais forte, na valorização da masculinidade e na desenfreada competição social, as razões que lhe servem para justificar o seu ato." Julgado, o assassino foi condenado a apenas 13 anos de prisão.
Do ocorrido
A atendente Priscila Regina Jardim, de 29 anos, foi assassinada com seis tiros pelo ex-namorado, o comerciante Alexandre Bittencourt de Oliveira e Souza, de 27 anos, por volta das 4h do dia 09/06/2007 em Cruzeiro, no Vale do Paraíba, a 221 km de São Paulo. O crime ocorreu quando ela saía de uma boate de classe média alta, no bairro Jardim Paulista, em companhia de duas amigas.
Na saída da boate, Priscila foi abordada pelo ex-namorado. Testemunhas disseram que os dois começaram a discutir. Ela tentou encerrar a discussão, entrando no carro para ir embora. Souza foi até a porta do carro e fez seis disparos à queima roupa. Três atingiram a cabeça e o abdômen da jovem, que morreu na hora. Souza, que é dono de uma loja de computadores, conseguiu fugir. Na casa dele a Polícia Civil encontrou armas e munições. "Ele gostava muito de armas", contou um colega de Souza, que pediu para não ser identificado.
O crime chocou a população de Cruzeiro. No velório, amigos lamentaram a morte da jovem, "que era muito alegre e sempre estava sorrindo". Na página pessoal do site de relacionamento Orkut, eram inúmeras as manifestações de pesar e despedidas.
O comerciante Alexandre Bittencourt de Oliveira e Souza, 27 anos, acusado de matar a ex-namorada, Priscila Regina Jardim, foi condenado a 13 anos e nove meses de prisão em regime fechado.
Ele estava preso há dois anos e cinco meses no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Taubaté.
Durante as 11 horas do júri foram ouvidas dez testemunhas -cinco arroladas pela defesa e cinco de acusação. Cerca de 80 pessoas acompanharam o julgamento.
Depois das considerações da Promotoria e da defesa, os jurados votaram pela condenação do rapaz e a sentença foi anunciada pela juíza Fernanda Ambrogi.
A mãe e as irmãs da vítima preferiram não acompanhar o júri, mas de acordo com a advogada da família, Sandra Fonseca Miranda, elas acharam a pena ainda pequena para Alexandre. "Mesmo depois destes dois anos, a dor da família ainda é muito forte e optaram por não acompanhar o júri", disse a advogada.
Na opinião da advogada, a sentença atendeu as expectativas, já que a pena para o crime de homicídio qualificado varia de 12 a 30 anos de prisão e o réu tinha atenuantes de ter confessado o crime, apresentar bom comportamento durante a prisão e ser réu primário.
O advogado do acusado, Luciano Mariano Geraldo, disse que a defesa já recorreu da decisão em primeira instância ontem mesmo, logo após o julgamento.
A PRISÃO - No dia 12 de junho, quando já havia passado o prazo das 48 horas para a prisão em flagrante, Souza se apresentou à polícia com um advogado e confessou o crime. Ele alegou "problema de ordem emocional".
Logo após prestar depoimento na delegacia ele fugiu. Depois de passar três dias foragido, Souza foi preso em Taubaté por investigadores da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) de Cruzeiro.
Ele estava sozinho em um prédio residencial na rua Chiquinha de Mattos, na região central de Taubaté, e não ofereceu resistência. Passado os 30 dias da prisão temporária, Souza teve a prisão preventiva decretada pela Justiça e desde então aguardava o julgamento preso.






O comerciante Alexandre Bittencourt de Oliveira e Souza, 27 anos, acusado de matar a ex-namorada, Priscila Regina Jardim, foi condenado a 13 anos e nove meses de prisão em regime fechado.