Data do Ocorrido: 21/12/2009
Localização: Pelotas (RS)
Data de Nascimento: 18/06/1983 (26 anos)
Data de Falecimento: 25/12/2009
Sexo: Feminino
A história de uma jovem que sonhava em ser modelo teve um triste fim na tarde de 25/12/2009 em Pelotas. Priscila Dias Furtado, de 26 anos, morreu em decorrência de queimaduras em todo o corpo. na UTI do Hospital Universitário São Francisco de Paula.
Priscila Dias Furtado morava com o companheiro em uma casa na rua Dezesseis do Dunas e na madrugada do dia 21 foi levada em estado gravíssimo ao Pronto-Socorro de Pelotas. O pai, Valdeci Rodrigues Furtado, 59, informou à polícia que o casal possuía desavenças e que testemunhas teriam escutado brigas durante a noite.
Segundo o boletim de ocorrência, o marido, de 32 anos, nega a autoria e quer que o fato seja investigado para provar sua inocência. Ele relatou estar deitado quando foi acordado pela esposa, que estaria incendiando as vestes. Disse ter a jogado sob o chuveiro para apagar o fogo e chamado a ambulância para socorrê-la.
Priscila Dias Furtado faleceu no início da tarde do dia de Natal por queimaduras provocadas com álcool.
Em 19/02/2010 ainda inconsoláveis com a morte de Priscila Dias Furtado, a família realizou um protesto . Para a Civil, a morte foi acidente. Mas para a família a justiça não foi feita.
Antes da passeata, pelo Centro da cidade, os parentes distribuiram uma carta-protesto contando a história de Priscila. De acordo com sua irmã Fernanda, a batalha da família começou no nascimento da jovem. Priscila nasceu gêmea de uma menina que não resistiu aos primeiros minutos de vida. Além disso era prematura e precisou ir para a incubadora. No entanto, Priscila conseguiu crescer com saúde. Quando era adolescente ingressou em cursos preparatórios para modelo e participou de desfiles.
Passados os anos ela conheceu seu marido. Eles casaram e há dois anos tiveram uma filha. Segundo Fernanda, no início tudo corria bem até começarem os desentendimentos entre o casal. De acordo com a família, o companheiro de Priscila se tornou agressivo. E no dia 21 de dezembro ele teria sido responsável pelo fogo que tomou conta do corpo da vítima. No entanto, o homem se declarou inocente e afirmou que tudo foi um acidente.
Investigação
A Delegacia da Mulher (DM) trabalhou no caso e encerrou o inquérito em fevereiro de 2010. Para os agentes, a versão do marido é a verdade.
De acordo com a delegada Carla Vernetti, testemunhas foram ouvidas e nada levou os investigadores a concluírem que o companheiro de Priscila seja culpado. "Nós esgotamos as investigações e acreditamos que realmente tenha ocorrido um acidente", afirmou. De acordo com a delegada, as principais testemunhas foram os enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). E ambos afirmaram que logo quando chegaram na casa perguntaram à vítima o que havia ocorrido. Priscila teria respondido que havia sido um acidente. Além disso, ela se referia a ele com ternura e o chamava de amor. No entanto, a Civil não sabe precisar exatamente o que ocorreu. Como a vítima morreu dias depois, a perícia não foi acionada e não pode examinar a residência.
Mas a família se nega a acreditar na conclusão da polícia. Para a mãe, Tereza Furtado Dias, não há dúvidas de que houve um crime. "Ela não estava queimada nas mãos. Se realmente fosse um acidente ela teria se debatido e ficado ferida nas mãos também. Para mim, ela foi amarrada", desabafou. Agora o pai Valdeci Furtado só espera por justiça. "Queremos que ele pague pelo que fez", afirmou.
A Delegacia da Mulher (DM) trabalhou no caso e encerrou o inquérito em fevereiro de 2010. Para os agentes, a versão do marido é a verdade.
De acordo com a delegada Carla Vernetti, testemunhas foram ouvidas e nada levou os investigadores a concluírem que o companheiro de Priscila Dias Furtado seja culpado. "Nós esgotamos as investigações e acreditamos que realmente tenha ocorrido um acidente", afirmou. De acordo com a delegada, as principais testemunhas foram os enfermeiros do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu). E ambos afirmaram que logo quando chegaram na casa perguntaram à vítima o que havia ocorrido. Priscila teria respondido que havia sido um acidente. Além disso, ela se referia a ele com ternura e o chamava de amor. No entanto, a Civil não sabe precisar exatamente o que ocorreu. Como a vítima morreu dias depois, a perícia não foi acionada e não pode examinar a residência.
Mas a família se nega a acreditar na conclusão da polícia. Para a mãe, Tereza Furtado Dias, não há dúvidas de que houve um crime. "Ela não estava queimada nas mãos. Se realmente fosse um acidente ela teria se debatido e ficado ferida nas mãos também. Para mim, ela foi amarrada", desabafou. Agora o pai Valdeci Furtado só espera por justiça. "Queremos que ele pague pelo que fez", afirmou.