Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Tarsila Gusmão Vieira de Melo (Estupro)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 03/05/2003

Localização: Serrambi (PE)

Data de Nascimento: 00/00/1987 (16 anos)

Data de Falecimento: 03/05/2003

Sexo: Feminino Feminino
 

Tarsila Gusmão Vieira de Melo, 16 anos, caso Serrambi, foi assim denominado o caso do assassinato de duas adolescentes, ambas com 16 anos, Serrambi-PE

Caso Serrambi, foi assim denominado o caso do assassinato ocorrido em maio de 2003, de duas adolescentes, de 16 anos de idade, Maria Eduarda Dourado Lacerda e Tarsila Gusmão Vieira de Melo.

As adolescentes foram passar o primeiro final de semana do mês de maio de 2003 na casa de veraneio do estudante Tiago Alencar Carneiro da Silva, na praia de Serrambi, Ipojuca, em compahia de seis amigos, Ana Catarina Meira Lins França, Thiago Nunes Galdino, Romero Mattos Vieira Santos, Guilherme Maciel de Araújo, Rodrigo Viana de Araújo e Fernando Marcondes de Araújo.

No dia seguinte à chegada do grupo em Serrambi, em 3 de maio de 2003, as garotas acompanhadas das mesmas pessoas que estavam hospedadas na casa de Tiago Carneiro, com exceção do próprio Tiago e de Ana Catarina (na época namorada de Tiago), participaram de um passeio de lancha até o pontal de Maracaípe, também em Ipojuca, à convite de Raimundo Souza Soares Neto, vizinho de Romero santos .Já no pontal de Maracaípe, as adolescentes Maria Eduarda e Tarsila Gusmão separaram-se do grupo e foram andar sozinhas na praia, mais na frente próximo a um bar as meninas encontraram quatro amigos que as levaram de carro de volta ao local onde a lancha estava atracada e onde vieram a constatar que a lancha já havia retornado para Serrambi sem as mesmas.

Na tentativa de retornarem até a casa onde estavam hospedadas em Serrambi, as garotas dirigiram-se até a casa de João Corrêa da Mota Júnior e ligaram para Tiago carneiro e Romero Santos, ficando acertado que se encontrariam à noite na casa da amiga Nayana Sepúlveda Suzart em Porto de Galinhas
Apesar de combinarem por telefone um encontro em Porto de Galinhas com Tiago Carneiro, decidiram retornar sozinhas à Serrambi e, ao saírem da casa de João Corrêa da Motta Júnior, pegaram uma carona com o amigo Adriano Accioly de Araújo Marques, que voltava de um fim de tarde de surf com seu filho e namorada, até as imediações do Trevo de Porto de Galinhas, próximo ao posto de gasolina Texaco, a fim de pegarem uma condução até Serrambi.

Mesmo alertadas por Adriano Accioly sobre o perigo que corriam em esperar condução numa rua que dava acesso a Serrambi, as adolescentes ficaram no local onde foram aconselhadas por Adriano Accioly a não ficarem esperando condução.

As adolescentes Maria Eduarda Dourado Lacerda e Tarsila Gusmão Vieira de Melo foram vistas pela última vez com vida, entrando em um veículo kombi de paráchoque verde por uma testemunha Regivânia Maria da Silva, que se encontrava em uma esquina próximo ao local onde as garotas aguardavam condução.
Tiago carneiro e alguns hospedes se dirigiram no sábado à noite até a Praça de Porto, local de grande movimentação de pessoas, para ver se encontravam as meninas, contudo não obtiveram êxito e voltaram para Serrambi na madrugada do Domingo.

Os cadáveres das adolescentes Maria Eduarda Dourado Lacerda e Tarsila Gusmão Vieira de Melo foram encontrados dez dias depois, já em avançado estado de decomposição e mumificação, em uma estrada vicinal, num canavião situado nas terras do engenho jenipapo, Ipojuca, por José vieira de Melo Neto (pai de Tarsila)e seu amigo Roberto Marcos de Oliveira Botelho que resolveram realizar uma busca paralela com a autorização da polícia.

As investigações realizadas pela polícia levaram aos nomes dos irmãos Marcelo e Valfrido Lira, que foram colocados como principais suspeitos. Eles foram denunciados pelo Ministério Público de Pernambuco pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e tentativa de estupro.

O veículo Kombi foi encontrado pela polícia dias depois em uma oficina mecanica em cachoeirinha/PE. Os kombeiros e irmãos Marcelo José de Lira e Valfrido Lira da Silva foram presos e responsabilizados pelos homicídios embora nunca tenham confessado.

O crime já foi investigado várias vezes pela polícia estadual e federal, devido ao Promotor do Município José Miguel Sales enteder que não existiam provas suficientes para o oferecimento de denúncia. Após a substituição do Promotor José Miguel Sales do caso, foi finalmente oferecida a denúncia e o processo tramita atualmente em segredo de justiça na vara Criminal da comarca de Ipojuca, já tendo sido proferiada até então a decisão de pronúncia contra os irmãos lira.

O caso divide opniões no estado, aquém acredite que valfrido e Marcelo sejam inocentes como e o caso da família de Maria Eduarda Dourado. O caso também e até hoje anunciado com destaque pelos veículos de comunicação local.

Em 05/05/2010 o Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), através do desembargador Mauro Alencar, acatou o pedido do Ministério Público (MPPE), e adiou o júri popular dos kombeiros Marcelo e Valfrido Lira, que iria acontecer nos dias 18, 19 e 20 de maio de 2010.

O MPPE havia solicitado a suspensão e desaforamento do processo, em 30/04/2010, para que o júri fosse realizado no Recife. A decisão do TJPE suspende o júri, e irá analisar se o transfere, ou não, para a capital pernambucana.

Os acusados, através de seus procuradores, devem se manifestem sobre o pedido de desaforamento, no prazo de cinco dias. Daí, os autos serão remetidos à Procuradoria de Justiça, para emissão de parecer. O pedido será julgado pela 2ª Câmara Criminal, da qual o desembargador Mauro Alencar faz parte

O pedido do MPPE foi feito pelos promotores Salomão Abdo Aziz Filho e Ricardo Lapenda. Eles alegaram que o julgamento, de interesse público, precisa ser transferido de Ipojuca para garantir a imparcialidade e evitar pressões que possam ser feitas junto ao Conselho de Sentença.

O Júri Popular do Caso Serrambi será no próximo dia 30 de agosto de 2010, às 9h, com previsão de término para o dia 03/09/2010. A data foi definida pela juíza da Vara Criminal de Ipojuca, Andréa Calado Venâncio e publicada no Diário Oficial em 17/06/2010.

Depois de cinco longos dias, finalmente terminou o julgamento dos irmãos Marcelo e Valfrido Lira, realizado no dia 04/09/2010. Com a frente do Fórum de Ipojuca tomada por mais de 200 familiares e amigos, que com cartazes, cantando hinos evangélicos e pedindo justiça aos kombeiros, a juíza Andréa Calado proferiu a sentença que absolveu os acusados por quatro votos a três.   

Durante os debates, a acusação usou a emoção para tentar convencer os jurados da culpabilidade dos irmãos Lira no assassinato de Maria Eduarda e Tarsila Gusmão. Apontaram, ainda, contradições encontradas nos depoimentos feitos durante esses cinco dias de julgamento, além de desqualificar as perícias. 
 
Por outro lado, a defesa usou de argumentos apelativos e deixaram perguntas, fazendo os jurados pensar quem seriam realmente os culpados do crime, se não os kombeiros. Com o resultado, os irmãos Marcelo e Valfrido Lira já vão passar este sábado (2) em casa, com seus familiares.
 
FAMILIARES - A mãe de Maria Eduarda, Regina Lacerda, passou mal horas antes da sentença e não acompanhou o resultado no Fórum. Já o pai, Antônio Dourado, abatido, afirmou que ainda acredita na culpa dos irmãos, e que "este foi apenas o primeiro round, mas que a guerra ainda não está perdida". 
 
A esposa de Marcelo Lira, Marilene Carvalho, que também chegou a passar mal nesta sexta-feira, afirmou que rezou todos os dias para que Deus libertasse seu marido e que Ele disse a ela que isso aconteceria."A partir de hoje, vou orar para que os verdadeiros culpados sejam encontrados e punidos. Este crime não deve ficar impune", afirmou.

Caso Serrambi é mais um caso de violência sexual contra adolescentes e continua Impune.

 

Mesmo antes dos irmãos kombeiros deixarem a por­ta do Fórum de Ipojuca, promotores e assistentes de acusação que atuaram no julgamento do Caso Serrambi já deixavam claro que a absolvição de Marcelo e Valfrido Lira, por quatro votos a três, estaria em xeque. Um mês depois do final do julgamento se aproxima o dia em que os representantes da promotoria apresentarão ao TJPE os fundamentos que os levaram a solicitar a anulação do julgamento. De acordo com a assistência de acusação, outro argumento, que seria a realização de um segundo julgamento, também será levado ao conhecimento do TJPE. Durante o último mês a acusação reuniu as provas e aguarda apenas a intimação do Tribunal.
 
No último dia do julgamento, logo após o anúncio da sentença pela juíza da Vara Criminal de Ipojuca, Andréa Calado Venâncio, a acusação apresentou, ainda no plenário, um recurso de apelação junto ao TJPE, por decisão contrária às provas dos autos e pela participação do advogado Bruno Santos, na defesa, uma vez que ele já participou da acusação.
 
Ao fim do julgamento, outra suspeita foi levantada pela forma como o júri cumprimentou os réus. Umas das juradas chegou a comentar que avisou que iria dar certo. De acordo com a acusação, dos sete jurados, três residiam em Camela, e dois em Nossa Senhora do Ó, onde moram os kombeiros. Depois de investigações locais, a acusação levantou que um dos jurados é parente de 4º grau dos irmãos. Tudo será apresentado ao TJPE.
 
“Nós receberemos uma intimação após a transcrição das notas taquigráficas e iremos então, fazer a exposição dos nossos motivos para o TJ”, disse o assistente de acusação José Siqueira Júnior. De acordo com ele, os protestos diários dos familiares dos kombeiros em frente ao Fórum de Ipojuca será um dos motivos a ser apresentado ao TJ.
 
A acusação está de posse ainda de ligações interceptadas de Marcelo, de dentro do Cotel, na época, em que a promotoria pediu o desaforamento do júri para o Recife devido à influência da comunidade local. Na gravação, o kombeiro pediu à família que não realizasse protestos ou manifestações na cidade, a fim de que o júri acontecesse de fato em Ipojuca.
 
Caso acatado o pedido de anulação do julgamento, o advogado acredita que os kombeiros podem voltar à prisão para aguardar o novo júri, que poderá ter acatado o pedido de desaforamento para o Recife. Já no caso de deferimento do segundo julgamento eles podem permanecer em liberdade. Este seria o último recurso da acusação. “Se houver o deferimento do segundo julgamento e eles forem novamente absolvidos não haverá a possibilidade de novos recursos, pois será considerada a decisão soberana”, disse o advogado.
 
Sobre os argumentos, José Siqueira se mostra confiante. “Eu tenho certeza não só que o julgamento será anulado, como também que vai haver o desaforamento do júri para o Recife”, disse. O promotor Salomão Abdo Aziz também acredita na anulação. “A gente acredita que possa reverter essa decisão. Só não podemos precisar o tempo que se levará para julgar o recurso”, afirmou.

Caso Serrambi, foi assim denominado o caso do assassinato ocorrido em maio de 2003, de duas adolescentes, de 16 anos de idade, Maria Eduarda Dourado Lacerda e Tarsila Gusmão Vieira de Melo.

As investigações realizadas pela polícia levaram aos nomes dos irmãos Marcelo e Valfrido Lira, colocados como principais suspeitos. Eles foram denunciados pelo Ministério Público de Pernambuco (MPPE) pelos crimes de homicídio duplamente qualificado e tentativa de estupro.
 
Depois de cinco longos dias, finalmente terminou o julgamento dos irmãos Marcelo e Valfrido Lira realizado no dia 04/09/2010. Com a frente do Fórum de Ipojuca tomada por mais de 200 familiares e amigos, que com cartazes, cantando hinos evangélicos e pedindo justiça aos kombeiros, a juíza Andréa Calado proferiu a sentença que absolveu os acusados por quatro votos a três.   
 
Durante os debates, a acusação usou a emoção para tentar convencer os jurados da culpabilidade dos irmãos Lira no assassinato de Maria Eduarda e Tarsila Gusmão. Apontaram, ainda, contradições encontradas nos depoimentos feitos durante esses cinco dias de julgamento, além de desqualificar as perícias. 
O Caso Serrambi é mais um caso de violência sexual contra adolescentes e continua Impune.


Não será publicado.




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Maria Das Graças em 22/12/2011 15:54
Acredito que tenha havido um equívoco no texto, abaixo: Durante os debates, A DEFESA ( e não acusação) usou a emoção para tentar convencer os jurados da culpabilidade dos irmãos Lira no assassinato de Maria Eduarda e Tarsila Gusmão. Apontaram, ainda, contradições encontradas nos depoimentos feitos durante esses cinco dias de julgamento, além de desqualificar as perícias. Por outro lado, a ACUSAÇÃO ( e não a defesa) usou de argumentos apelativos e deixaram perguntas, fazendo os jurados pensar quem seriam realmente os culpados do crime, se não os kombeiros. Com o resultado, os irmãos Marcelo e Valfrido Lira já vão passar este sábado (2) em casa, com seus familiares.

Leidison Reis dos Santos Verônica Torres da Fonseca Carlos Alberto da Silva Ferreira André de Souza Daniel Marcos Sidlauskas Igor Galleti Pinto Rhian Henrique dos Santos Cuellar Felipe Tsutomu Honorato Shiba Carlos Gustavo Russo Pedro Augusto Santos Prates Beltrão Victor Hugo da Silva Braga Vitor Gurman Eugênio Bozola Karine Lorraine Chagas de Oliveira Renata Melo do Amaral Suellen Santos da Silva Adelson Loiola da Silva Mayra da Silva Paula Marísia von Richthofen Willian Ferreira Vital Marcos dos Reis Henriques
 
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