Amanda Rossi, 22 anos, foi morta durante um festival de música e dança no campus da faculdade Unopar, em Londrina-PR, em 29/10/2007. O corpo da jovem só foi encontrado dois dias depois, por um funcionário da universidade, na sala de máquinas da piscina. Ela foi agredida no rosto e esganada.
Amanda Rossi cursava Educação Física e iria se formar no início do mês de dezembro - 2007. Amigas contam que ela era uma pessoa muito amável e meiga.
A Polícia Civil de Londrina prendeu os assassinos da estudante universitária Amanda Rossi; Alan Aparecido Henrique, 29 anos, Dayane de Azevedo, 27 anos, e Luiz Vieira da Rocha, 35 anos, teriam participado diretamente da morte da estudante. A Polícia Civil finalizou o inquérito e o Ministério Público do Paraná já ofereceu denúncia contra os acusados. Para desvendar o caso, a polícia fez dezenas de diligências e ouviu mais de cem pessoas. O inquérito policial conta com mais de 3 mil páginas.
Em 19/07/2010 foi divulgado pela imprensa que Advogados de defesa vão tentar impedir júri popular no caso Amanda Rossi
Defensores irão recorrer no Tribunal de Justiça. Eles alegam falhas na investigação policial e a falta de provas que coloquem os suspeitos na cena do crime.
Os advogados de defesa de Alan Henrique e Luiz Vieira da Rocha, suspeitos de assassinar a estudante Amanda Rossi, irão recorrer da decisão da Justiça que determina a realização de um júri popular.
O recurso será encaminhado ao Tribunal de Justiça do Paraná (TJ). Os defensores alegam falhas na investigação policial e falta de provas que coloquem os acusados na cena do crime. O julgamento deve ser realizado somente em 2011.
A juíza Elizabeth Kather, da 1ª Vara Criminal, que classificou o crime como triplamente qualificado, por motivo torpe (mediante promessa de recompensa), cruel (mediante esganadura) e dissimulado (sem chances de defesa da vítima). A pena máxima pode chegar a 30 anos.
Dayane de Azevedo, que é ré confessa, também irá a júri popular. O depoimento dela é a prova mais contundente utilizada pela acusação contra Rocha e Henrique. A moça apontou os dois como executores do assassinato da estudante. A reportagem não conseguiu falar com o advogado que defende Dayane.
Para o defensor de Alan Henrique, citado como o executor direto do homicídio, Laércio dos Santos Luz, a decisão já era esperada.
O advogado diz que as prisões, que ocorreram no final de 2008, foram “precipitadas” e tanto a polícia quanto o Ministério Público não quiseram voltar atrás desta decisão. Luz ressaltou que, com esta medida, as “autoridades jogaram para o júri a decisão”. “Com certeza absoluta meu cliente será absolvido no Tribunal. Não há nenhum elemento para condená-lo”, argumentou.
Luz destacou que as investigações ficaram “pela metade”, pois, em depoimento, Dayane revelou o nome de uma professora como a mandante do crime. “Contudo, nada foi feito contra ela. Já o meu cliente está preso injustamente”, disse. Ele ainda acrescentou que Henrique não apareceu em nenhuma das imagens das câmeras de segurança da universidade gravadas no dia do crime. “As imagens mostram a Amanda na quadra, mas não mostram o Alan. Como ele pode ter matado a estudante se ele não estava lá?”, questiona.
O novo defensor de Luiz Vieira da Rocha, que teria dado cobertura a Henrique, Jeferson da Cruz Costa, afirmou que há vários elementos a serem explorados pela defenda, mas “que ainda não podem ser revelados”. Porém, ele afirmou que não há provas materiais que o coloquem na cena do crime.
Promotoria acredita na condenação
A promotora criminal Suzana Lacerda afirmou que as provas contra os três suspeitos são consistentes e a condenação deles é possível. Ao ser questionada sobre a falta de uma prova material que ligue os suspeitos ao crime, ela citou como exemplo o caso do goleiro Bruno. “Este caso [o da Amanda] é um crime que ninguém viu. Então não vamos ter uma cidade de testemunhas. A partir do depoimento da Dayane foi montado um quebra-cabeça com todas as dificuldades de investigação”, afirmou.
Suspeitos devem continuar presos
Na sentença, a juíza Elizabeth Kather declarou que Dayane Azevedo, Luiz da Rocha e Alan Henrique devem continuar presos até a realização do julgamento. Segundo ela, “os réus são pessoas perigosas, haja vista a gravidade do delito, em tese, cometido pelos mesmos, sendo que foram protagonistas de um crime de gravidade indiscutível, mostrando-se nocivos ao meio social. (...) É oportuno esclarecer que os réus em liberdade representam verdadeiro descrédito à Justiça, assim como, geram comoção e insegurança na população.”
Em 01/08/2010 o acusado fala pela primeira vez com imprensa e afirma: “Eu não matei essa menina”
Há 19 meses, a vida de Alan Aparecido Henrique, 30 anos, mudou completamente de rumo. Uma convocação para prestar depoimento se transformou em acusação de autoria de um dos crimes que mais chocou Londrina nos últimos anos: o assassinato da estudante Amanda Rossi, então com 22 anos, encontrada morta dentro da casa de máquinas da Universidade Norte do Paraná (Unopar) em 29 de outubro de 2007.



Allan Aparecido Henrique apontado como o executor da jovem Amanda Rossi
Amanda Rossi, 22 anos, foi morta durante um festival de música e dança no campus da faculdade Unopar, em Londrina-PR, em 29/10/2007. O corpo da jovem só foi encontrado dois dias depois, por um funcionário da universidade, na sala de máquinas da piscina. Ela foi agredida no rosto e esganada.