Ubiratan Guimarães, 63 anos, era coronel da reserva da Polícia Militar do Estado de São Paulo, onde atuou por mais de três décadas. Foi deputado estadual pelo PTB de São Paulo Ubiratan Guimarães que coordenou a invasão do presídio do Carandiru em 1992, com o saldo de 111 presos assassinados, foi encontrado morto com um tiro no abdômen em seu apartamento no bairro paulistano dos Jardins-SP, em 09/09/2006.
Devido ao massacre do Carandiru, Ubiratan Guimarães chegou a ser condenado a 632 anos de prisão pela morte de presos no pavilhão 9, mas em fevereiro/2005 o Órgão Especial do Tribunal de Justiça de São Paulo aceitou recurso e o absolveu. A decisão gerou protestos de órgãos nacionais e internacionais de defesa dos direitos humanos.
O argumento de que o coronel Ubiratan Guimarães agiu no "estrito cumprimento do dever" ao dar a ordem para que os policiais militares invadissem o pavilhão 9 do Carandiru foi aceito pelos desembargadores do Órgão Especial do TJ-SP.
Ubiratan Guimarães passou por todos os postos da hierarquia militar, sempre preferindo as unidades de policiamento nas ruas: Comandante do 1º Batalhão de Choque (Rota), do Regimento de Cavalaria 9 de Julho e do Policiamento Metropolitano.
Segundo porteiros do edifício, Carla Cepollina, ex-namorada de Ubiratan Guimarães, foi a última pessoa a ser vista saindo do apartamento do coronel, por volta das 21h de sábado, em 09/09/2006. Segundo a polícia, a discussão, entre Carla e Ubiratan Guimarães teria ocorrido no sábado, no apartamento dele, onde os dois estavam juntos.
Em 10/06/2010 o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu levar a júri popular a advogada Carla Cepollina, acusada do homicídio do coronel Ubiratan Guimarães, em setembro de 2006. A votação, foi unânime. Três desembargadores analisaram o recurso do Ministério Público e do advogado da família do coronel, Vicente Cascione, no qual questionavam uma decisão do TJ de 2008, que declarava a ex-namorada de Ubiratan Guimarães impronunciável por falta de provas.
A defesa ainda pode recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o advogado de Carla, Márcio Thomaz Bastos, informou que ainda não decidiu se isso será feito.
A Promotoria acusa Carla pela morte do então namorado Ubiratan Guimarães, conhecido por ter comandado o massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 pessoas, em 1992. Ela sempre negou as acusações.



Em 10/06/2010 o Tribunal de Justiça de São Paulo decidiu levar a júri popular a advogada Carla Cepollina, acusada do homicídio do coronel Ubiratan Guimarães, em setembro de 2006. A votação, foi unânime. Três desembargadores analisaram o recurso do Ministério Público e do advogado da família do coronel, Vicente Cascione, no qual questionavam uma decisão do TJ de 2008, que declarava a ex-namorada de Ubiratan Guimarães impronunciável por falta de provas.
A defesa ainda pode recorrer da decisão no Superior Tribunal de Justiça (STJ) ou no Supremo Tribunal Federal (STF), mas o advogado de Carla, Márcio Thomaz Bastos, informou que ainda não decidiu se isso será feito.
A Promotoria acusa Carla pela morte do então namorado Ubiratan Guimarães, conhecido por ter comandado o massacre do Carandiru, que resultou na morte de 111 pessoas, em 1992. Ela sempre negou as acusações.