Pedro Pinheiro Fabbri, nascido em 10/09/1998 ele foi espancado por sua babá e após alguns meses morreu com uma lesão no pâncreas.
A Babá Sílvia Santos, 38 anos, acusada de torturar o menino Pedro Fabbri, portador de deficiência física e mental, no depoimento negou todas as agressões - registradas em oito horas de gravação pelos pais da criança, em setembro de 2005. Pedro morreu em 09/03/2006, de falência múltipla dos órgãos.
Babá negou acusação, segundo o promotor Cláudio Varela, Sílvia fugiu das respostas sobre as imagens captadas pela câmera escondida, instalada no alto da estante da casa. A gravação mostra a babá batendo com a cabeça do menino no chão, sufocando-o com uma fralda na boca e forçando Pedro Fabbri a engolir o próprio vômito. "Ela negou o inegável e disse que não fez para machucar o menino", afirmou o promotor.
Para a mãe de Pedro Fabbri, Isabel Cristina Fabbri, os espancamentos contribuíram para agravar o quadro do filho, que nunca falou nem andou.
As agressões foram descobertas depois que os pais da criança, que sofria de deficiência física e mental, instalaram uma câmera de vídeo, em 31 de agosto de 2005. Pedro morreu sete meses depois, em decorrência de uma lesão no pâncreas.
Pedro Fabbri era portador de uma doença chamada displasia cortical não lisencefálica, a qual não permitia que falasse e andasse, logo, necessitando de cuidados especiais e atenção redobrada.
Isabel foi alertada por mães de colegas da escola de que a babá era violenta com a criança. Instalou a câmera e flagrou oito horas de agressões. Nas imagens, Sílvia aparece obrigando a criança a ingerir o próprio vômito, sufocando-a com um pano, dando tapas, puxões de cabelo e deixando a cabeça do menino pendente (ele não conseguia manter a cabeça erguida). O filme também mostra Sílvia derrubando Pedro Fabbri da cadeira de rodas.
Em 19/04/2008, a babá Sílvia dos Santos foi condenada a cinco anos e sete meses de prisão pela tortura do menino Pedro Fabbri, desde então encontra-se foragida.
Depois da decisão da juíza Érika Bastos de Oliveira, da 5ª Vara Criminal, o próprio Ministério Público recorreu, pedindo para que a babá tenha direito a novo julgamento por maus-tratos, crime que prevê pena menor. Enquanto isso, aguardar a nova audiência em liberdade. “Faço um apelo aos desembargadores do Tribunal de Justiça para que mantenham a condenação por tortura. Meu filho sofreu um ano nas mãos dessa mulher”, disse a advogada Isabel Christina Fabbri.
Sílvia negou as agressões em depoimento. “Não o maltratei. Quando ele se engasgou eu queria acudir ele e fiz isso. (...) Quando ele estava engasgado eu bati nas costas e chamei ele, mas não o espanquei”. As desculpas da babá e a alegação da defesa, de que a prova deveria ser desconsiderada, porque as imagens teriam sido obtidas de forma ilegal (sem o conhecimento da ré), não convenceram a juíza Érika Oliveira.
Assim como Cleyde Prado Maia Ribeiro que foi do luto à luta, Isabel Christina Fabbri, mãe de Pedro Fabbri, também transformou seu luto em luta.
“Essa sentença representa um alívio para mim. Depois de tanta luta, tudo o que eu quero é poder descansar, refazer minha vida e pensar em engravidar de novo”, comentou Isabel.


Pedro Pinheiro Fabbri, 7 anos, vítima de maus tratos, foi espancado por sua babá e faleceu com uma lesão no pâncreas, em 09/03/2006.
As agressões foram descobertas depois que os pais da criança, que sofria de deficiência física e mental, instalaram uma câmera de vídeo, em 31 de agosto de 2005. Pedro morreu sete meses depois, em decorrência de uma lesão no pâncreas.
A Babá Sílvia Santos, 38 anos, acusada de torturar o menino Pedro Fabbri, portador de deficiência física e mental, no depoimento negou todas as agressões - registradas em oito horas de gravação pelos pais da criança, em setembro de 2005. Pedro morreu em 09/03/2006, de falência múltipla dos órgãos.
Em 19/04/2008, a babá Sílvia dos Santos foi condenada a cinco anos e sete meses de prisão pela tortura do menino Pedro Fabbri, desde então encontra-se foragida.