Data do Ocorrido: 16/12/1998
Localização: Maceió (AL)
Data de Nascimento: 15/08/1949 (49 anos)
Data de Falecimento: 16/12/1998
Sexo: Feminino
Josefa Santos Cunha, conhecida como Ceci Cunha, de acordo com o processo que tramita na Justiça Federal, em 16/12/1998, no dia da diplomação dos eleitos no pleito de 1998, os assessores do médico e então Deputado Federal Talvane Albuquerque, executaram a seu mando um plano para executar a Deputada Ceci Cunha.
Mendonça Medeiros, um dos assessores de Talvane confessou à Polícia Federal que esteve no Fórum Desembargador Jairo Maia Fernandes, no Barro Duro, onde acontecia a cerimônia de diplomação dos eleitos, para constatar a presença de Ceci Cunha e avisar aos encarregados da sua execução.
Ao sair do Fórum, Ceci Cunha, seguida pelos assessores de Talvane, foi visitar sua irmã que acabara de dar a luz e, por volta de 19:30, a varanda da casa no bairro da Gruta de Lourdes, em Maceió, onde conversavam a Deputada Ceci Cunha, seu marido Juvenal Cunha, a senhora ítala Maranhão, seu filho Iran Maranhão e mais dois sobreviventes, foi invadida por três assessores de Talvane fortemente armados: Jadielson Barbosa da Silva; Alécio César Alves e José Alexandre, que disparam vários tiros, não dando chances de defesa e provocando a morte de quase todos que estavam na varanda.
Ceci Cunha morreu sentada, com uma flor branca no colo. O crime ficou conhecido como “a chacina da Gruta”.
Após a brutal chacina, os assessores de Talvane seguiram para Satuba, onde encontraram com Mendonça Medeiros (que estava com outro veículo, pertencente ao cunhado de Talvane) e queimaram o Uno verde usado na perseguição e na fuga.
De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, o crime teve como motivação a não eleição do médico Talvane Albuquerque para um segundo mandato na Câmara Federal. Matar a Deputada Ceci Cunha, então, seria a única maneira de Talvane voltar ao cenário político e à imunidade parlamentar, pois ele era seu primeiro suplente.
Seu enterro contava com mais de 50 mil pessoas desoladas e chocadas com a brutalidade do crime.
Em março de 1999, Talvane chegou a assumir o lugar de Ceci Cunha na Câmara Federal, tendo logo depois perdido o mandato por falta de decoro parlamentar, devido às suas ligações com pistoleiros e sido preso juntamente com seus assessores.
A morte de Ceci Cunha interrompeu uma vida de trabalho ao próximo e de benefícios incalculáveis a todo o país, em especial ao Estado de Alagoas e foi notícia nacional e internacional.
Atualmente todos os acusados estão soltos, esperando o júri popular a ser realizado pela Justiça Federal.
Não vamos deixar que esse crime seja mais um caso de impunidade em nosso Estado. Vamos mudar essa história e impedir que assassinos convivam livremente com pessoas de bem.
Após 13 anos, assassinos de deputada Ceci Cunha vão a júri popular
Está marcado para o dia 16 de janeiro de 2012 o júri popular dos assassinos da deputada federal Ceci Cunha (PSDB-AL). O crime ocorreu há 13 anos, quando a parlamentar recém-empossada foi fuzilada com o marido e dois parentes em casa.
O julgamento fechará assim um dos dez casos de impunidade, selecionados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que mais afetam hoje a credibilidade do Poder Judiciário e mancham a imagem do País no exterior.
O ex-deputado Talvane Albuquerque, acusado de ser o mandante do crime, e os quatro suspeitos apontados como autores não têm mais chance de adiar o julgamento. O juiz André Granja, da 1.ª Vara Federal de Alagoas, decidiu que novos recursos, sempre possíveis no sistema penal brasileiro, não terão efeito suspensivo e só serão apreciados depois do julgamento.
Em mais de 12 anos de tramitação, o processo sofreu várias reviravoltas, envolvendo conflitos de competência entre a Justiça Federal e a Estadual, além de sucessivos recursos movidos pelos réus, o que atravancou a ação. Mesmo após a confissão de participantes do assassinato e a conclusão da investigação, o caso ainda não teve um desfecho e os réus estão até hoje em liberdade.
A Justiça condenou, em 18 de janeiro de 2012, os réus no processo sobre a morte da ex-deputada alagoana Ceci Cunha a penas de entre 75 e 105 anos de prisão. Treze anos depois do crime, os jurados condenaram por homicídios duplamente e triplamente qualificados os cinco homens acusados pela morte de Ceci Cunha e de três familiares dela, em 16 de dezembro de 1998, no crime conhecido como Chacina da Gruta. Eles tiveram suas prisões preventiva decretadas.
O ex-deputado federal Talvane Albuquerque Neto - acusado de ser o mandante do crime - foi condenado a 103 anos e 4 meses reclusão. De acordo com a sentença, Talvane, então filiado ao PTN, encomendou e planejou os assassinatos com o objetivo de obter a cadeira de Ceci, de quem era suplente na Câmara dos Deputados. Ceci era deputada pelo PSDB.
Penas - Os quatro assessores de Talvane no crime pagarão penas variadas. Jadielson Barbosa da Silva e José Alexandre dos Santos, acusados de serem os executores das mortes, foram condenados a 105 anos de reclusão em regime fechado. Alécio César Alves Vasco foi condenado a 87 anos e 3 meses de prisão. Mendonça Medeiros Silva participou da ação criminosa e ajudou na fuga dos criminosos tendo pena de 75 anos e 7 meses.
Em relação ao assassinato da deputada, a Justiça entendeu tratar-se de homicídio duplamente qualificado; já na morte dos três familiares de Ceci Cunha, o homicídio teve uma tripla qualificação. No crime, foram assassinados, além da deputada, o marido dela, Juvenal Cunha, a sogra, Ítala Neyde Maranhão Pureza, e o cunhado, Iran Carlos Maranhão. Silva foi apontado como um dos atiradores por Claudinete Santos Maranhão, irmã de Ceci, que estava no local da chacina e conseguiu escapar dos atiradores.
Ceci foi morta com um tiro na nuca horas depois de assumir o posto e no momento em que estava reunida com parentes para comemorar a conquista. O processo se arrastava na Justiça há treze anos. Houve dezenas de recursos e uma discussão sobre a competência para julgar o caso - da Justiça Estadual ou da Justiça Federal. A ação tem trinta volumes e treze apensos.
Ceci Cunha morreu sentada, com uma flor branca no colo. O crime ficou conhecido como “a chacina da Gruta”.
Após a brutal chacina, os assessores de Talvane seguiram para Satuba, onde encontraram com Mendonça Medeiros (que estava com outro veículo, pertencente ao cunhado de Talvane) e queimaram o Uno verde usado na perseguição e na fuga.
De acordo com a denúncia oferecida pelo Ministério Público Federal, o crime teve como motivação a não eleição do médico Talvane Albuquerque para um segundo mandato na Câmara Federal. Matar a Deputada Ceci Cunha, então, seria a única maneira de Talvane voltar ao cenário político e à imunidade parlamentar, pois ele era seu primeiro suplente.
A Justiça condenou, em 18 de janeiro de 2012, os réus no processo sobre a morte da ex-deputada alagoana Ceci Cunha a penas de entre 75 e 105 anos de prisão. Treze anos depois do crime, os jurados condenaram por homicídios duplamente e triplamente qualificados os cinco homens acusados pela morte de Ceci Cunha e de três familiares dela, em 16 de dezembro de 1998, no crime conhecido como Chacina da Gruta. Eles tiveram suas prisões preventiva decretadas.
O ex-deputado federal Talvane Albuquerque Neto - acusado de ser o mandante do crime - foi condenado a 103 anos e 4 meses reclusão. De acordo com a sentença, Talvane, então filiado ao PTN, encomendou e planejou os assassinatos com o objetivo de obter a cadeira de Ceci, de quem era suplente na Câmara dos Deputados. Ceci era deputada pelo PSDB.
Penas - Os quatro assessores de Talvane no crime pagarão penas variadas. Jadielson Barbosa da Silva e José Alexandre dos Santos, acusados de serem os executores das mortes, foram condenados a 105 anos de reclusão em regime fechado. Alécio César Alves Vasco foi condenado a 87 anos e 3 meses de prisão. Mendonça Medeiros Silva participou da ação criminosa e ajudou na fuga dos criminosos tendo pena de 75 anos e 7 meses.
Em relação ao assassinato da deputada, a Justiça entendeu tratar-se de homicídio duplamente qualificado; já na morte dos três familiares de Ceci Cunha, o homicídio teve uma tripla qualificação. No crime, foram assassinados, além da deputada, o marido dela, Juvenal Cunha, a sogra, Ítala Neyde Maranhão Pureza, e o cunhado, Iran Carlos Maranhão. Silva foi apontado como um dos atiradores por Claudinete Santos Maranhão, irmã de Ceci, que estava no local da chacina e conseguiu escapar dos atiradores.
Ceci foi morta com um tiro na nuca horas depois de assumir o posto e no momento em que estava reunida com parentes para comemorar a conquista. O processo se arrastava na Justiça há treze anos. Houve dezenas de recursos e uma discussão sobre a competência para julgar o caso - da Justiça Estadual ou da Justiça Federal. A ação tem trinta volumes e treze apensos.