Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Cleyton da Silva Leite (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 07/12/2003

Localização: Mogi das Cruzes (SP)

Data de Nascimento: 21/02/1984 (19 anos)

Data de Falecimento: 14/12/2003

Sexo: Masculino Masculino
 

Cleyton da Silva Leite, 19 anos, que, junto com um amigo, foi obrigado por três skinheads a saltar de um trem em movimento em Mogi das Cruzes, Grande São Paulo, em 07/12/2003.

Cleyton da Silva Leite foi uma das vítimas dessa barbárie praticado pelos que defendem o nazismo, denominados SKINHEADS. Este grupo se veste com coturnos militares, suspensórios, roupas camufladas e raspam a cabeça (por isso são chamados de carecas). Andam em grupos, são violentos, atacam com tanta fúria e querem exterminar os nordestinos, negros, homossexuais, judeus, garotas e garotos de programa, os pobres como os moradores de rua, etc. Têm atitude inadmissível.

Cleyton da Silva Leite também se vestiu de camiseta de bandas Punk (movimento do qual os skinheads são contrários). Alegre, não imaginava jamais de que o seu modo de vestir viesse ser o motivo da tragédia, estava acompanhado de seu grande amigo, Flávio. Infelizmente, Cleyton da Silva Leite não teve a mesma sorte do Flávio (apesar de ter seu braço direito amputado).

Cleyton da Silva Leite, veio a falecer uma semana depois, de traumatismo craniano. Ele tinha um grande sonho: de concluir os estudos e conseguir um melhor emprego onde pudesse ajudar os seus pais para uma vida melhor. Ele era repositor de mercadorias , era funcionário do Hipermercado Shibata , no município de Itaquaquecetuba.

Apesar de residir no município de Mogi das Cruzes, Cleyton da Silva Leite ia todos os dias trabalhar e sempre voltava bem humorado e feliz por estar trabalhando e ajudando no orçamento doméstico. Os três culpados foram reconhecidos pela câmera de monitoramento da CPTM, que ajudou a polícia a identificar os culpados. Os dois , Juliano Aparecido de Freitas, 18 anos, o Dumbão, e Vinícius Parizzato, 24 anos, o Capeta,estão presos no CDP de Mogi. E o outro, o 3º , Danilo Gimenez Ramos, sempre esteve foragido e hoje pela graça da lei brasileira tão branda , que sempre favorece os bandidos, com tantas “brechas”, nunca esteve preso e conseguiu no STJ a “ benção da lei “ tão comovente que revogou a prisão preventiva, concedendo que responda o processo criminal em liberdade.

Da forma que se direciona a nossa lei , logo será a vítima considerada a culpada por não ter sobrevivido a essa barbárie, e os culpados serão os inocentes, sendo a vítima “ o réu “ e o culpado “ a vítima” , pois o morto não fala , não se defende, não é verdade? A família destruída, mutilada, tentando a conviver com essa perda irreparável, com ajuda de “listão” de medicamentos. Apelo da mãe : Organize comitês de ação contra o racismo; Não tolere mais esta hipocrisia.

Segundo o advogado de Ramos, Vitor Monacelli Fachinetti Júnior, 40 anos, o rapaz nega as acusações e afirma que não é skinhead. O advogado disse ainda que Ramos chora o tempo todo e que estaria sendo mantido sob sedativos. Fachinetti disse também que entrará hoje com um pedido de revogação da prisão temporária.

Em 07/09/2003, Danilo e mais dois rapazes perseguiram e teriam ameaçado dois jovens dentro de um trem da CPTM. Acuados, os dois rapazes foram obrigados a saltar de um trem em movimento, de uma altura de três metros. Cleyton da Silva Leite, de 19 anos, morreu. Flávio Augusto do Nascimento Cordeiro teve um braço amputado.

O trio, formado ainda por Juliano Aparecido de Freitas e Vinícius Parizato, foi identificado pela polícia como integrante do movimento skinhead. Os três foram indiciados por crime de homicídio triplamente qualificado e outro, igualmente qualificado, mas apenas tentado. Juliano e Vinícios foram presos, mas Danilo ficou foragido até dezembro de 2004, quando obteve liminar que lhe garantiu liberdade provisória. Agora, obteve o benefício em última instância, o STF. Juliano Aparecido de Freitas e Vinícius Parizato também estão em liberdade desde agosto de 2005, quando pleitearam e conseguiram benefício igual ao de Danilo.

O MP havia pedido prisão preventiva dos três acusados para assegurar a aplicação da lei penal, considerando a periculosidade da conduta deles e para 'garantir a incolumidade física de testemunhas e da vítima'.

O ministro relator Cezar Peluso concedido uma liminar a Ramos. Para ele, a prisão preventiva 'se baseou apenas na gravidade do delito, circunstância que não figura causa legal da custódia antecipada'. Todos os ministros votaram a favor da liberdade, de forma unânime.

Em 2007, o Superior Tribunal Federal (STF) concedeu liberdade a Danilo Gimenez Ramos, para que responda em liberdade por crime de homicídio duplamente qualificado e outro, igualmente qualificado, de atentado.

A polícia identificou os agressores com base nas imagens das câmeras da CPTM. De acordo com a empresa, os suspeitos embarcaram por volta das 18h30m na estação São Miguel Paulista, na Linha F (Brás-Calmon Viana). A reconstituição do crime foi feita um ano e três meses depois do fato.

O analista de sistemas Vinícius Parizatto, acusado juntamente com outros dois homens de obrigar  Flávio Augusto do Nascimento Cordeiro, 22 anos e Cleyton da Silva Leite, de 20 a pular de um trem em movimento em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, em dezembro de 2003, foi condenado na madrugada de 29/09/2011 a 31 anos, 9 meses e 3 dias de reclusão em regime fechado. O julgamento durou quase 13 horas.

Beneficiado por uma habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), Parizatto não será preso, apesar da condenação, até o julgamento do recurso. O júri foi realizado no Fórum de Mogi das Cruzes, onde ocorreu o crime. 
Foram ouvidas cinco testemunhas e na sequência, o interrogatório do réu. Outro acusado, Juliano Aparecido de Freitas foi julgado e condenado a 24 anos e seis meses de prisão, em maio de 2011, mas também recorre em liberdade. O terceiro acusado, Danilo Gimenez Ramos, aguarda julgamento de recurso e não tem data prevista para ir a julgamento.

Foi pedido a prisão preventiva dos skinheads Vinícius Parizatto, Danilo Gimenez Ramos e Juliano Aparecido de Freitas, acusados de obrigar os dois rapazes, Flávio Augusto do Nascimento Cordeiro, 22 anos e Cleyton da Silva Leite, de 20 a pularem do trem em movimento.

O trio foi identificado pela polícia como integrante do movimento skinhead. Os três foram indiciados por crime de homicídio triplamente qualificado e outro, igualmente qualificado, mas apenas tentado. Juliano e Vinícios foram presos, mas Danilo ficou foragido até dezembro de 2004, quando obteve liminar que lhe garantiu liberdade provisória. Agora, obteve o benefício em última instância, o STF. Juliano Aparecido de Freitas e Vinícius Parizato também estão em liberdade desde agosto de 2005, quando pleitearam e conseguiram benefício igual ao de Danilo.
 
O MP havia pedido prisão preventiva dos três acusados para assegurar a aplicação da lei penal, considerando a periculosidade da conduta deles e para 'garantir a incolumidade física de testemunhas e da vítima'.
 
O ministro relator Cezar Peluso concedido uma liminar a Ramos. Para ele, a prisão preventiva 'se baseou apenas na gravidade do delito, circunstância que não figura causa legal da custódia antecipada'. Todos os ministros votaram a favor da liberdade, de forma unânime.
 
O analista de sistemas Vinícius Parizatto, acusado juntamente com outros dois homens de obrigar  Flávio Augusto do Nascimento Cordeiro, 22 anos e Cleyton da Silva Leite, de 20 a pular de um trem em movimento em Mogi das Cruzes, na Grande São Paulo, em dezembro de 2003, foi condenado na madrugada de 29/09/2011 a 31 anos, 9 meses e 3 dias de reclusão em regime fechado. O julgamento durou quase 13 horas.
 
Beneficiado por uma habeas corpus no Supremo Tribunal Federal (STF), Parizatto não será preso, apesar da condenação, até o julgamento do recurso. O júri foi realizado no Fórum de Mogi das Cruzes, onde ocorreu o crime. 
 
Foram ouvidas cinco testemunhas e na sequência, o interrogatório do réu. Outro acusado, Juliano Aparecido de Freitas foi julgado e condenado a 24 anos e seis meses de prisão, em maio de 2011, mas também recorre em liberdade. O terceiro acusado, Danilo Gimenez Ramos, aguarda julgamento de recurso e não tem data prevista para ir a julgamento.
 


Não será publicado.




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Sandra Domingues em 29/09/2011 21:15
Não é possível que no coração desses 3 vândalos não tenha lugar para o arrependimento e duvido que isso não lhes consuma a alma e coração...o peso da culpa deve ser a pena maior que eles poderão carregar pelo resto de suas vidas.

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