Emerson Ferreira Porto, 13 anos, foi assassinado por tentar brincar com o cavalo do carroceiro, Ronaldo Prudêncio Jesus Bento, Rio de Janeiro-RJ, em 14/05/2010.
Segundo a polícia, Emerson Ferreira Porto saiu de casa na última sexta-feira de manhã, 14/05/2010. Próximo à comunidade do Jacarezinho, onde mora, ele pegou o ônibus com amigos para ir à escola. No meio do caminho, eles viram um cavalo e desceram do ônibus para montar no animal. O problema é que a cena foi em Pilares, perto de um dos acessos do morro do Urubu, comunidade dominada por uma facção criminosa rival a do Jacarezinho.
Um menino de 9 anos estava com Emerson Ferreira Porto. Ele contou que dois homens se aproximaram e agrediram os dois. A criança, que conseguiu escapar, tem marcas das chicotadas que levou no rosto.
Segundo depoimento de M. na 25ª DP (Rocha), ele e Emerson Ferreira Porto, que estudava na 6ª série, saíram da Escola Municipal George Summer, no Jacaré, pouco antes das 9h, para ir a um shopping em Madureira. Na Rua João Ribeiro, altura de Pilares, viram um cavalo na beira da pista e decidiram descer do ônibus. Ao se aproximarem do animal, porém, foram abordados por três homens — um deles identificado como Paulo Henrique Ferreira, o Sem-Braço, 22 anos, e outro apenas como Ronaldo.
“Perguntaram de onde a gente era, e Emerson Ferreira Porto respondeu que éramos do Jacarezinho, o que deixou eles muito irritados. O homem que não tinha um braço me deu logo uma chicotada no rosto. Consegui sair correndo, mas vi os homens dando uma gravata e quebrando as pernas do Emerson com um porrete”, lembrou M., que só contou aos pais o que tinha ocorrido na noite de sexta. Ao longo daquele dia, parentes de Emerson Ferreira Porto já procuravam pelo menino em hospitais da região.
Em 15/05/2010, sábado, policiais do 3º BPM (Méier) conseguiram localizar Paulo Henrique e o levaram até a 25ª DP. Mesmo tendo sido reconhecido por M., o suspeito foi posto em liberdade por policiais de plantão, porque, de acordo com o delegado Carlos Henrique Machado, não havia provas que o incriminassem, já que o registro de desaparecimento de Emerson Ferreira Porto só foi feito depois.
Desesperadas, a mãe de Emerson Ferreira Porto, Elizângela Alves Ferreira, 30 anos, a tia, Eliane Queles, 51, e a vizinha, Sandra Silva, 49, foram até o Morro do Urubu, onde chegaram a implorar aos traficantes que libertassem o estudante.
"Eles disseram que ele não estava lá e que não sabiam de nada. Deixei o número do meu telefone com pessoas da comunidade e hoje (ontem) recebi um telefonema anônimo informando o local onde o corpo foi deixado. Fui lá e o encontrei. Ele estava desfigurado, enforcado com a camisa da escola e ainda com as pernas e braços quebrados. Estamos todos chocados”, afirmou Eliane.
O carroceiro Ronaldo Prudêncio Jesus Bento, de 28 anos, foi levado, no fim da tarde de terça-feira (18/05/2010) para a sede da Polinter, na Zona Portuária. Ele estava preso na Divisão de Homicídios (DH), na Barra da Tijuca, após se apresentar à polícia, na noite desta segunda-feira. O homem assumiu que matou Emerson Ferreira Porto, de 13 anos. O corpo do menino foi encontrado na Rua Vicente Machado, no Morro do Urubu, entre Pilares e Tomás Coelho, Zona Norte do Rio.


Ronaldo Prudêncio Jesus Bento, de 28 anos, assumiu que matou Emerson Ferreira Porto, de 13 anos
O carroceiro Ronaldo Prudêncio Jesus Bento, de 28 anos, foi levado, no fim da tarde de terça-feira (18/05/2010) para a sede da Polinter, na Zona Portuária. Ele estava preso na Divisão de Homicídios (DH), na Barra da Tijuca, após se apresentar à polícia, na noite desta segunda-feira. O homem assumiu que matou Emerson Ferreira Porto, de 13 anos.