Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
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Alexandre Menezes dos Santos (Assassinato)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 08/05/2010

Localização: São Paulo (SP)

Data de Nascimento: 00/00/1985 (25 anos)

Data de Falecimento: 08/05/2010

Sexo: Masculino Masculino
 

Alexandre Menezes dos Santos, 25 anos, motoboy, foi espancado e assassinado na frente de sua mãe por 4 policiais por ter se recusado a parar, o crime aconteceu em São Paulo-SP no dia 08/05/2010.

Segundo  sua mãe, Maria Aparecida, Alexandre Menezes dos Santos  morreu após ter sido abordado e imobilizado por quatro policiais militares na madrugada de sábado, na zona sul de São Paulo. "Meu filho sentiu muita dor, foi muito maltratado e eu não pude fazer nada", completou Maria Aparecida.

Alexandre Menezes dos Santos deixou a pizzaria onde trabalhava por volta das 2h de sábado e seguiu para a casa de um primo. Na volta, a 200 metros da casa onde mora, na rua Guiomar Branco da Silva, em Cidade Ademar, foi abordado por policiais porque a moto que usava estava sem placa. Ele teria ignorado o alerta e seguido até a residência.

Ali, a mãe de Alexandre Menezes dos Santos diz que viu o filho ser espancado e enforcado sem oferecer qualquer tipo de resistência. Ele foi encaminhado ao Hospital Sabóia, mas não resistiu e morreu. "Enquanto ele apanhava, caiu celular, carteira, e eles dizem que o meu filho estava armado. Mas só encontraram a arma no hospital", questiona Maria Aparecida, ressaltando que o filho nunca teve uma arma.

"Eu me ajoelhei, tentei pegar na mão deles (policiais) e implorava para pararem de bater no meu filho. Eles só diziam: 'fica quieta que você pode ser presa (...) Quando perguntei o motivo da agressão ao meu filho, o policial apenas respondeu: 'estava cumprindo o meu trabalho'. O trabalho deles era matar o meu filho".

Na tarde desta segunda-feira, o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, determinou o afastamento de dois comandantes do batalhão envolvido no caso sob o argumento de que eles não tiveram o controle da tropa. Foram afastados o tenente-coronel Gerson Lima de Miranda, do 22º Batalhão, e o capitão Alexander Gomes Bento, da terceira companhia do 22º BPM. A secretaria determinou abertura de processo administrativo para averiguar o crime de omissão.

Em depoimento, os PMs envolvidos no caso alegaram que Alexandre Menezes dos Santos, ao ser abordado, entrou em luta corporal com os soldados, que pediram o reforço de mais dois homens.

Segundo informações do Boletim de Ocorrência (BO), um dos policiais aplicou uma gravata no motoboy na tentativa de imobilizá-lo, mas ele teria conseguido se desvencilhar. Então, outro golpe foi dado. Alexandre Menezes dos Santos perdeu os sentidos e desmaiou, morrendo pouco tempo depois. Os policiais disseram ainda que, além da moto Honda/CG não ter placa, Alexandre Menezes dos Santos transitava em alta velocidade e pela contra mão.

Por meio de nota, a Polícia Militar disse que, diante do uso excessivo de força física dos policiais militares, os autuou em flagrante delito por homicídio culposo de Alexandre Menezes dos Santos.

O Ministério Público de São Paulo denunciou, em 17/05/2010, quatro policiais militares acusados de espancar e matar o motoboy Alexandre Menezes dos Santos, de 25 anos, na madrugada do dia 8 de maio, na Cidade Ademar, zona sul paulista.

Os policiais Carlos Magno dos Santos Diniz, Ricardo José Manso Monteiro, Márcio Barra da Rocha e Alex Sandro Soares Machado foram denunciados por homicídio triplamente qualificado – motivo torpe, meio cruel (asfixia) e recurso que impossibilitou a defesa da vítima. O Ministério Público também os acusou por fraude processual - porque teriam simulado que Alexandre estava armado - e racismo. Juntas, as penas pelos três crimes podem ir de 14 a 39 anos de prisão. Os quatro estão detidos no presídio da Polília Militar Romão Gomes.
 
Para o Ministério Público, ao contrário do inquérito feito pela Polícia Civil, que classificou o caso como homicídio culposo, os policiais assumiram o risco de matar.
 
De acordo com a denúncia, “a pretexto de uma abordagem policial de rotina, os policiais agrediram violentamente a vítima com golpes de socos, pontapés e outros meios que inflingiram desnecessário sofrimento físico”. Além disso, o MP ressalta que o motoboy já chegou sem vida ao Hospital Municipal Dr. Arthur Ribeiro de Saboya, o que revelaria a “brutalidade desnecessária e fora do comum da agressão”.
 
Os policiais militares Alex Sandro Soares Machado, Carlos Magno dos Santos Diniz, Márcio Barra da Rocha e Ricardo José Manso Monteiro, acusados pela pela morte do motoboy Alexandre Menezes dos Santos, ocorrida em oito de maio de 2010, em Cidade Ademar, Zona Sul de São Paulo, serão levados a júri popular. A decisão é do 1º Tribunal do Júri de São Paulo, que pronunciou os militares na sexta-feira. De acordo com a sentença proferida pela juíza Tânia Magalhães Avelar Moreira da Silveira, os policiais também vão responder por crime de fraude processual. Cabe recurso da decisão.
 
Alexandre Menezes dos Santos foi levado para Pronto-Socorro do Hospital Sabóia. Morreu por traumatismo, hemorragia interna e asfixia.
 
Um soldado que teria colocado o rapaz na maca disse que, ao chegar no hospital, viu que o motoboy estava armado, com uma pistola calibre 357 na cintura, fato que os PMs não perceberam durante a abordagem.
 
- Como é que bate meia hora e só foram achar a arma depois que chegaram no hospital e tiraram a roupa dele? - indaga a mãe.
 
Os quatro PMs do 22º Batalhão foram detidos nove horas depois do episódio.
 
Na noite de 17 de maio de 2013, depois de 2 dias de júri, os 4 policiais militares, acusados de assassinarem o motoboy Alexandre Menezes dos Santos foram absolvidos pelo Tribunal do Júri, por 4 votos a 3. O Júri foi realizado no Fórum da Barra Funda, em São Paulo. O promotor do caso, João Carlos Calsavara, não se conforma com o resultado e vai recorrer da decisão. 
 
Por Sandra Domingues, com informações do R7, G1 E O Globo
 

Alexandre Menezes dos Santos, 25 anos, motoboy, foi espancado e assassinado na frente de sua mãe por 4 policiais por ter se recusado a parar, o crime aconteceu em São Paulo-SP no dia 08/05/2010.

Alexandre Menezes dos Santos deixou a pizzaria onde trabalhava por volta das 2h de sábado e seguiu para a casa de um primo. Na volta, a 200 metros da casa onde mora, na rua Guiomar Branco da Silva, em Cidade Ademar, foi abordado por policiais porque a moto que usava estava sem placa. Ele teria ignorado o alerta e seguido até a residência.

Segundo informações do Boletim de Ocorrência (BO), um dos policiais aplicou uma gravata no motoboy na tentativa de imobilizá-lo, mas ele teria conseguido se desvencilhar. Então, outro golpe foi dado. Alexandre Menezes dos Santos perdeu os sentidos e desmaiou, morrendo pouco tempo depois. Os policiais disseram ainda que, além da moto Honda/CG não ter placa, Alexandre Menezes dos Santos transitava em alta velocidade e pela contra mão.

Os policiais militares Alex Sandro Soares Machado, Carlos Magno dos Santos Diniz, Márcio Barra da Rocha e Ricardo José Manso Monteiro, acusados pela pela morte do motoboy Alexandre Menezes dos Santos, ocorrida em oito de maio de 2010, em Cidade Ademar, Zona Sul de São Paulo, serão levados a júri popular. A decisão é do 1º Tribunal do Júri de São Paulo, que pronunciou os militares na sexta-feira. De acordo com a sentença proferida pela juíza Tânia Magalhães Avelar Moreira da Silveira, os policiais também vão responder por crime de fraude processual. Cabe recurso da decisão.

Na noite de 17 de maio de 2013, depois de 2 dias de júri,  os 4 policiais militares, acusados de assassinarem o motoboy Alexandre Menezes dos Santos foram absolvidos pelo Tribunal do Júri, por 4 votos a 3. O Júri foi realizado no Fórum da Barra Funda, em São Paulo. O promotor do caso, João Carlos Calsavara, não se conforma com o resultado e vai recorrer da decisão. 

Por Sandra Domingues, com informações do R7, G1 E O Globo



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