Autor: Carlos Santiago
Gabriela Sou da Paz
Diga não à impunidade
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Giovanna dos Reis Costa (Pedofilia)



 


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Aviso O Movimento Gabriela Sou da Paz não se responsabiliza pela exatidão e veracidade das informações contribuidas voluntariamente abaixo.


Data do Ocorrido: 10/04/2006

Localização: Quatro Barras (PR)

Data de Nascimento: 17/12/1996 (9 anos)

Data de Falecimento: 10/04/2006

Sexo: Feminino Feminino
 

A pequena Giovanna dos Reis Costa, de 9 anos, que estava desaparecida desde 10 de abril de 2006, foi encontrada dois dias depois do seu desaparecimento, despida e dentro de um saco, na cidade de Quatro Barras, no Paraná. A criança foi vítima de estupro e morte por asfixia.

De acordo com a investigação, Giovana dos Reis Costa foi morta pelo vendedor autônomo Pero Petrovitch Theodoro Vich, pela companheira dele, a adolescente de 17 anos e pelo sogro, o vendedor autônomo Renato Michel. A mentora seria a cigana Vera Petrovich, a cartomante Diva, mãe de Pero.

A delegada Margareth Motta concluiu que Giovanna dos Reis Costa foi morta em ritual de magia negra praticado pelos ciganos Vera Petrovitch e o filho dela, Pero Theodoro Petrovitch, com auxílio da ex-mulher de Pero, uma jovem, então com 15 anos, e o pai dela, Renato Michel.

Dos quatro acusados do assassinado de Giovanna dos Reis Costa, dois estão presos. Ainda não foi decidido se eles serão levados a júri popular.

Parentes de Giovanna lutam por justiça

Mara Cornelsen [12/04/2007]
 
Família homenageia menina com missa e faixas.
 
Há exatamente um ano o corpo de Giovanna dos Reis Costa, 9 anos, foi encontrado, jogado em um matagal do município de Quatro Barras. Até agora, ninguém foi preso, embora a polícia já tenha identificado os suspeitos do crime. Ontem, parentes da garota estenderam faixas pela cidade, pedindo por justiça, e ofereceram uma missa na igreja São Sebastião, em memória da menina.
 
Os principais suspeitos do crime, os ciganos Pero Petrovich Theodoro Vichi, 18, e a mulher dele, de 15 anos, estão com mandados de prisão e apreensão decretados, mas desapareceram. A delegada Margarethe Alferes Motta, da delegacia da cidade, concluiu o inquérito sobre o crime e o encaminhou terça-feira para o Fórum Criminal.
Além de investigações em outros estados - como São Paulo e Santa Catarina - escutas telefônicas revelaram hábitos estranhos e a ligação dos ciganos com o tráfico de drogas e estelionatos. 
As gravações, autorizadas pela Justiça, foram enviadas a São Paulo, para serem degravadas. Muitas eram em romanês, idioma utilizado pela família cigana, o que dificultou a apuração dos fatos. Outras conversas, no entanto, deixavam claro que a família não se preocupava com os trabalhos da polícia e até debochava das autoridades.
O promotor de Justiça Octacílio Sacerdote Filho, de Quatro Barras, assegurou que tão logo o processo chegue em suas mãos, oferecerá denúncia contra Pero e a mulher dele.
 
Outros
 
Crimes semelhantes ao que Giovanna foi vítima, também envolvendo familiares dos Petrovitch, aconteceram no Rio de Janeiro, o que deu ainda mais certeza à polícia de que Pero e a mulher dele seriam capazes de praticar um ritual macabro. Além disso, no dia em que a menina desapareceu, a família dos ciganos foi a única que não ajudou nas buscas. Na provável noite do crime, eles participavam de uma festa, possivelmente o ritual que resultou no bárbaro assassinato.
 
Marcas difíceis de apagar
 
Patrícia Cavallari
 
Durante o ano que passou, muita coisa mudou na rotina da família de Giovanna. As lembranças da casa em que viveram com a filha fez com que o casal Cristina Aparecida Costa, 32 anos, e Altevir Costa, 40, e seus quatro filhos buscassem outro lugar para morar. Eles deixaram o bairro onde viviam, mas não saíram do município. “Esses dias nós voltamos na casa para limpá-la, mas não conseguimos ficar lá por muito tempo. Só de chegar na rua em que morávamos vem tudo à tona”, diz Cristina. Altevir, que é marceneiro, também mudou de emprego. “Nossa filha costumava brincar com a serragem enquanto ele trabalhava”, disse Cristina. Em 17 de dezembro, Altevir completou 40 anos, e no mesmo dia a filha faria 10 anos. Mais uma vez a alegria deu lugar à dor. “Só tive coragem de dar parabéns para ele no final da tarde”, disse Cristina.
 
Morte
 
Giovanna desapareceu em 10 de abril e foi encontrada morta no dia 12, em um terreno baldio, no Jardim Patrícia, perto da casa onde morava. Ela estava dentro de um saco de lixo azul, nua e amarrada com fios de luz. Giovanna foi vítima de esganadura e teve algum objeto introduzido em sua vagina. 
No carro de Pero, a polícia encontrou vestígios de sangue humano e na casa da família dele, em Curitiba, um envelope com o nome da menina
 
Polícia revela crueldade sem fim contra garotinha
 
Patrícia Cavallari [10/05/2007]
 
Giovanna só queria vender rifas para a festa de Páscoa da escola.
 
Giovanna dos Reis Costa, 9 anos, foi sangrada viva. Enquanto o coração dela batia, um objeto foi introduzido em sua vagina, e dilacerou o períneo para que o sangue fosse recolhido. 
O sangramento durou por mais de uma hora, até a menina morrer asfixiada pelos assassinos. A revelação de mais um capítulo da macabra história envolvendo os ciganos Petrovitch chegou a público ontem, junto com o oferecimento da denúncia contra eles por parte do Ministério Público. Os ciganos Renato Michel, Vera Petrovitch e Pero Petrovitch foram denunciados pelo promotor de Justiça Octácilio Sacerdote Filho pelo crime de homicídio duplamente qualificado. 
Nos próximos dias o promotor irá representar criminalmente contra a mulher de Pero e a filha de Michel - a adolescente de 16 anos, também estaria envolvida no assassinato. 
Na denúncia entregue ontem à juiza do município de Quatro Barras, Paula Priscila Candeo, está anexado o exame de necropsia feito pelo médico legista Carlos Alberto Baptista Peixoto, que revela a crueldade. Segundo ele, os assassinos introduziram um objeto cilíndrico com ponta irregular que dilacerou o períneo da garota, provocando a hemorragia. “Quando examinei o cadáver, todos os órgãos estavam pálidos. Não tinha sangue algum. Ele foi jorrado porque o coração ainda funcionava enquanto ela era torturada. A retirada do sangue pode ter demorado mais de uma hora”, contou o médico. Ele garante que a menina foi asfixiada depois do sangramento.
Indiciados 
Segundo a denúncia, o martírio de Giovanna aconteceu na noite de 10 de abril do ano passado, na casa dos ciganos, em Quatro Barras, horas depois de ter sido vista na rua vendendo rifas para a festa de Páscoa da escola onde estudava. Enquanto pais e amigos a procuravam pelo Jardim Patrícia - chegando a passar na frente da casa dos Petrovitch - Renato Michel, a filha dele, e o genro Pero, sacrificavam a criança para usar o sangue em um ritual macabro pré-nupcial. 
Vera Petrovitch, mãe de Pero, estava em Curitiba, preparando o casamento do outro filho, aguardando o sangue de uma virgem (no caso a Giovanna) para um ritual que garantisse a virilidade do noivo. Ela foi a mentora intelectual da trama, segundo a denúncia do Ministério Público. 
Renato, o pai da adolescente casada com Pero, que sempre negou ter estado em Quatro Barras naquela noite, foi desmentido pela delegada Margareth Alferes Motta que levantou provas contra o álibi dele, e outras que resultaram nos mandados de prisão de Vera, Pero e na apreensão da adolescente. “As provas coletadas, entre elas o sangue humano achado no carro dos acusados e as escutas telefônicas feitas pela polícia, garantem o envolvimento dos denunciados no assassinato de Giovanna. “Acredito que até o final desta semana a juíza deva dizer se acata ou não a denúncia”, finalizou o promotor.
 
Presos assassinos de garotinha
 
Patrícia Cavallari [26/05/2007]
 
Vera e Pero Petrovitch foram presos em Araçatuba (SP) e removidos para Curitiba, em avião do governo do Estado.
 
Acostumados a fazer rituais de magia, os ciganos Pero Theodoro Petrovitch Vich, 19 anos, e a mãe dele, Vera Petrovitch, 53, parecem ter esquecido de fazer um “trabalho” para a própria proteção. Procurados há um ano pela polícia, foram presos em um golpe de sorte, em Araçatuba, interior de São Paulo, pela Polícia Militar da cidade. A matéria publicada na edição da Tribuna do último dia 12 foi a evidência que possibilitou a prisão dos acusados de assassinar Giovanna dos Reis Costa, 9 anos, em um ritual de magia negra ocorrido em 10 de abril do ano passado.
Pero e Vera estavam escondidos na casa de parentes, em um bairro de classe média. Por volta das 17h de quinta-feira, policiais militares receberam a denúncia de que na residência havia armas e drogas. Ao chegar no endereço, os policiais vistoriaram a casa e encontraram 12 aparelhos celulares, mechas de cabelo humano, velas vermelhas, receitas de rituais e duas grandes bonecas pintadas de preto. Apesar dos objetos, a polícia não tinha indícios de qualquer crime. Porém, o olhar atento da policial militar Estavare permitiu que os acusados fossem presos. “Percebi que uma jovem não tirava a mão debaixo da blusa. Quando a revistamos encontramos uma matéria do site da Tribuna com as fotos da Vera, do Pero e do Renato. Lemos a notícia e percebemos que a imagem era da mãe e do filho que estavam na casa. Renato não estava com eles”, contou a policial.
 
Sem resistência
 
Vera e Pero foram levados à central de plantão, que concentra as ocorrências das delegacias da cidade, e não ofereceram resistência. Eles apenas perguntavam quem os denunciou. Passaram a noite em uma cela sem banheiro e cama, até que a polícia conseguisse confirmar se a matéria encontrada era verdadeira. “Não tínhamos como fazer isso na hora porque já era tarde da noite. Pela manhã ligamos para o Paraná e a polícia confirmou a reportagem e nos enviou os mandados de prisão por fax”, contou o delegado Marcelo Curi, da Delegacia de Investigações Gerais de Araçatuba.
Na manhã de ontem Vera e Pero foram transferidos para a delegacia de Birigüi, a 12 quilômetros de Araçatuba, de onde foram transferidos para Curitiba. 
 
Restam dois
 
Assim que a polícia paulista descobriu o assassinato cometido por Vera e Pero, também soube que Renato e a filha dele, de 16 anos, eram procurados, acusados de participar do mesmo crime. A polícia fez buscas pela cidade mas não os encontrou. Segundo Pero, ele se separou da jovem assim que todos passaram a ser procurados pela polícia. 
A adolescente provavelmente deve estar com o pai, que esta semana contratou o advogado criminalista Cláudio Dalledone Júnior para defendê-lo. O advogado garantiu que vai apresentar Renato à polícia nos próximos dias.
 
Eles se dizem inocente
 
Sem qualquer preocupação em esconder o rosto, Vera e Pero Petrovich desembarcaram calmamente do avião do governo do Estado, escoltados pelo superintendente Brito e pelo delegado Gerson de Mello Runpfe, da Delegacia de Vigilância e Capturas. Eles chegaram às 19h de ontem, no Aeroporto do Bacacheri, em Curitiba. Nas dependências do hangar fizeram questão de gritar “somos inocentes” aos muitos jornalistas que os aguardavam.
“O Brasil inteiro vai ver que somos inocentes e que não existe ritual algum. Estávamos escondidos porque tínhamos medo de ser linchados”, gritava Pero, ao lado da mãe. Vera, que se irritou ao ver a imprensa, afirmou que os crimes vão continuar, uma vez que o verdadeiro assassino ainda está solto. “Isso é coisa de cobra mandada. Quero ver quem é que vai provar que nós fizemos esse ritual. Sou digna, avó de três netos e ninguém aqui seria louco de matar e deixar rastros.
Cigano é alegre, é de Deus e só tem alegria no coração”, dizia ela.
Perante a imprensa, Pero pediu segurança, pois tem certeza que sofrerá represálias na cadeia. “Quero proteção e ficar em uma cela junto com minha mãe”, afirmou.O acusado contou que está separado da mulher há três meses e que desde então não tem notícias dela e do sogro, também acusados do crime. Em Araçatuba, Pero e a mãe dele viviam na casa de Adelaide, avó do acusado. 
 
Transferência
 
Depois de se defenderem, mãe e filho foram levados em uma viatura do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) até a Delegacia de Vigilância e Capturas. De lá, Vera será encaminhada ao Centro de Triagem I, no centro de Curitiba, e Pero ao Centro de Triagem 2, em Piraquara. Eles afirmaram que só falarão em juízo e o interrogatório já está marcado para o início da semana. Mãe e filho serão ouvidos pelo promotor Octacílio Sacerdote filho que ofereceu denúncia contra Pero, Vera, Renato e a filha dele, no último dia 9. 
 
Mãe, após um ano, sorri aliviada
 
“Estou aliviada por saber que foi feita Justiça. Graças a Deus eles vão pagar pelo que fizeram com a minha filha. Estou leve e me sentindo muito bem”, disse emocionada a mãe de Giovanna, Cristina Aparecida Costa (foto), 33 anos, quando soube que dois dos assassinos de sua filha foram finalmente presos.
Desde o brutal assassinato da criança, Cristina e o marido Altevir garantem que um perfume paira sobre a casa deles. Ontem, o doce aroma somou-se a forte presença da filha. “Sentimos que ela estava entre nós. Foi uma coisa muito forte. De repente o meu telefone toca e o pessoal da TV Iguaçu nos avisa que eles foram presos. Orei muito e Deus nos ajudou”, disse a mãe. 
Cristina pretende ficar frente a frente com os assassinos, mas não sabe qual será sua reação. “Não sei o que vou falar ou sentir, mas quero entender por que fizeram tudo isso. A dor da saúdade aumenta, mas pelo menos agora vamos deitar e dormir tranqüilos”, finalizou.
 
Resgatada outra menina
 
Patrícia Cavallari [28/05/2007]
 
Átila Alberti
 
Pero e Vera, presos em SP, serão interrogados esta semana.
 
A repercussão da prisão dos ciganos Pero Petrovitch, 19 anos, e de Vera Petrovitch, 53, no Estado de São Paulo, pode ter ajudado a polícia de Araçatuba a evitar o sacrifício de mais uma criança. A menina de 6 anos (que teve seu nome preservado) era criada pela cigana Percília Nicoliche, parente de Vera, e havia notícias de que quando a garota atingisse a puberdade seria morta em um ritual de magia. A menina foi encontrada na sexta-feira, depois de uma caçada que durou horas, e entregue à mãe biológica na manhã de sábado.
De acordo com o delegado Marcelo Curi, da Delegacia de Investigações Gerais de Araçatuba, a intrincada trama começou há seis anos. A mãe da menina teve complicações no parto e mesmo assim foi para casa. Sentindo muita dor, ela voltou para o hospital e deixou a filha recém-nascida com Percília, que era sua vizinha, uma vez que não tinha parentes na cidade. Quando voltou, a cigana já tinha fugido com o bebê. 
Na época, a mãe não comunicou o fato à polícia, mas continuou procurando pela filha. 
Dois anos depois Percília e outros ciganos voltaram para a cidade e a mulher os procurou, na tentativa de recuperar a criança. Os ciganos ameaçaram matar a menina caso a mãe se negasse a assinar um documento que autorizasse a doação. Coagida, a mulher seguiu a ordem. Mais uma vez os ciganos deixaram Birigüi e a mãe, por medo e por ver que a filha estava bem, desistiu de recuperá-la. 
Os anos passaram e há um mês a história voltou à tona.
A mulher procurou a promotoria da cidade, desesperada. Ela soube que sua filha estava sendo criada para ser sacrificada durante um ritual, quando atingisse a puberdade. Pelo fato da mãe ter, de certo modo, entregue a menina à cigana, o promotor local pediu providências para checar se a mulher realmente tinha entregue a filha mediante ameaças ou se apenas tinha inventado a história do sacrifício porque estava arrependida. 
 
Pero e Vera
 
A promotoria e a polícia ainda custavam a acreditar na história contada pela mãe. Porém, na noite de quinta-feira a versão dada por ela ganhou força, quando Pero e Vera foram presos, acusados de assassinar a garotinha Giovanna dos Reis Costa, 9 anos - durante um ritual macabro realizado em Quatro Barras, há mais de um ano. A polícia descobriu ainda que mãe e filho estavam escondidos na casa dos Nicoliche, parentes de Percília. 
Enquanto Pero e Vera eram trazidos para Curitiba, a polícia de Araçatuba encontrou o endereço de Percília e, na tarde de sexta-feira foi até a moradia, em Andradina, município situado a 100 quilômetros de Araçatuba. Quando chegou, a cigana tinha acabado de fugir com a criança em um taxi, que as deixou na rodoviária de Bauru. A foto de Percília e da menina foram divulgadas em uma emissora de TV de São Paulo e elas foram reconhecidas em uma churrascaria na beira da estrada, sentido à capital. Quando a Polícia Militar chegou, a cigana já tinha ido embora. Entretanto, uma pessoa a reconheceu e a seguiu, avisando os policiais onde Percília estava. Ela e a menina foram encontradas no bairro Tatuapé, na capital paulista, em uma vila de casas ciganas. 
“Não podemos afirmar que realmente iria acontecer um ritual, mas mediante a história da Giovanna, não descartamos essa hipótese. Em princípio não há crime e por isso Percília não foi presa. Vamos investigar em que circunstâncias ela apanhou a menina e se for comprovado o seqüestro, ela responderá pelo crime. 
A menina, que estava com mandado de busca e apreensão, foi entregue à mãe”, finalizou o delegado.
Para a delegada Margareth Alferes Motta, responsável pelas investigações do caso Giovanna, com a prisão de Pero e Vera outros crimes serão solucionados. “Nós já tínhamos o nome de Percília e sabíamos da ligação dela com Vera. Fiquei ainda mais surpresa quando soube da história com essa criança, por isso acredito que outros casos deverão vir à tona a partir de agora. O cerco se fechou”, finalizou a delegada.
 
Vera e Pero tentarão convencer que são inocentes
 
Patrícia Cavallari [29/05/2007]
 
Pero e Vera foram presos em São Paulo, um ano após o crime.
 
Pero Theodoro Petrovitch Vich, 19 anos, e Vera Petrovitch, 53, serão interrogados na próxima sexta-feira pela juíza de Campina Grande do Sul, Paula Priscila Candeo Haddad Figueira. Eles já prestaram depoimentos na fase de instrução do inquérito policial e agora o interrogatório marca a primeira etapa da fase processual. Depois dos acusados, a juíza ouvirá as testemunhas de acusação e de defesa. 
De acordo com o promotor Octacílio Sacerdote Filho, que ofereceu denúncia contra Pero, Vera, Renato Michel e uma menor, de 16 anos, há provas suficientes que indiquem a participação dos quatro acusados no assassinato de Giovanna dos Reis Costa, 9 anos.
Para o promotor, as escutas telefônicas, somadas ao sangue humano encontrado no carro de Pero, são alguns dos indícios do envolvimento dos ciganos no crime. Além disso, outros fatos reforçam a acusação. A casa dos Petrovitch foi a última residência onde Giovanna bateu para oferecer a rifa de Páscoa, que vendia para a festa da escola onde estudava. Naquele dia, Pero e sua mulher foram ao mercado do bairro e compraram vários produtos de limpeza. No dia seguinte, quando a faxineira chegou na casa, a residência já estava limpa e os frascos de água sanitária estavam vazios. A mulher foi impedida de limpar um dos quartos, que ficou trancado. Naquele cômodo estaria o corpo da menina. O encontro da roupa da criança ao lado da casa dos Petrovitch e o fato de colchões e roupas terem sido lavados com água sanitária também somam-se aos indícios. 
 
Restam dois
 
Pero está preso no Centro de Triagem II, em Piraquara, e Vera, no Centro de Triagem I, em Curitiba. Renato Michel está foragido, o advogado Cláudio Dalledone Júnior afirmou que irá apresentá-lo, mas não revelou quando. 
A menor, que está com mandado de apreensão decretado, também não foi encontrada. Pero e Vera foram presos na última quinta-feira em Araçatuba, interior de São Paulo, quando a polícia investigava a denúncia de armas e drogas na casa onde se escondiam. 
De acordo com a denúncia do Ministério Público, Vera foi a mentora intelectual do crime. Ela ordenou que o filho Pero, Renato e a adolescente retirassem o sangue de uma virgem para um ritual de fertilidade a ser feito antes do casamento de outro filho de Vera. No dia 10 de abril do ano passado, Giovanna foi até a casa dos ciganos e lá foi rendida pelo casal, que chamou Renato para ajudar a sacrificar a criança. Depois de ser sangrada viva e morta por asfixia, o corpo dela foi jogado em um matagal perto dali e encontrado no dia 12.
Iovanovitchi afirma que ciganos não praticam rituais
 
Patrícia Cavallari [30/05/2007]
 
Iovanovitchi, preocupação com a cultura cigana.
 
Preocupado com a discriminação que a comunidade cigana tem sofrido, em conseqüência do envolvimento de ciganos no assassinato da gatorinha Giovanna dos Reis Costa, 9 anos, o presidente da Associação de Preservação da Cultura Cigana (Apreci), Cláudio Domingos Iovanovitchi, concedeu ontem uma entrevista coletiva. Acompanhado da mulher e da filha, Cláudio frisou que o suposto ritual envolvendo a criança não é típico da cultura cigana, e sim fruto de uma mente doentia. 
Desde que os ciganos Vera Petrovitch, 53 anos, Pero Petrovitch, 19, Renato Michel, 38, e uma garota de 16 anos figuraram como suspeitos e depois acusados do assassinato, os ciganos de Curitiba e região metropolitana passaram a ser ainda mais discriminados e quem tem sofrido com isso são as crianças. Segundo Cláudio, os filhos dos ciganos têm sido vítimas de preconceito no colégio e estão até negando a própria etnia. “Depois de ver na imprensa que foram ciganos que mataram e fizeram ritual de magia, minha neta, que tem 5 anos, olhou pra mim e disse que ela não era cigana. Onde já se viu isso, ela está negando a própria origem. As lendas de que ciganos roubam crianças são antigas e por isso há muitos anos sofremos com o preconceito. Agora a situação está ainda mais crítica”, disse Cláudio que, no último dia 24 conseguiu instituir, junto ao governo federal o Dia Nacional do Cigano.
O presidente da Apreci disse que conhece Vera e Pero e que nas festas que freqüentavam os dois sempre foram tidos como pessoas pacatas e ordeiras, sem fazer nada que os desabonassem. 
“Nós realmente brigamos, mas por um motivo pessoal. Agora, se eles são culpados ou não só a Justiça poderá dizer. O que quero deixar bem claro é que se fizeram isso não foi porque são ciganos”, disse Cláudio, que há anos mantém uma rixa com a família de Vera.
Para discutir sobre a cultura cigana e levar essas informações à população, Cláudio entregou a proposta de realização do Seminário Nacional de Questões Ciganas ao governo do Estado. “Vamos trazer antropólogos, sociólogos e estudiosos para discutir, explicar e levar ao público nossa cultura. É uma medida urgente e necessária para que nosso povo não pague mais pela ignorância, que gera preconceito e discriminação”, finalizou o presidente da Apreci.
 
O crime hediondo, de assassinato da garotinha Giovana dos Reis Costa (9 anos), ocorreu em 10 de abril de 2006. Próximo de completar seis anos, em 12 de março de 2012, às 9h, os suspeitos do assassinato foram julgados, no Tribunal do Júri em Curitiba.
 
Depois de três dias de julgamento, Vera Pietrovich e o filho Pero, foram absolvidos das acusações de matar a menina Giovanna dos Reis Costa, 9 anos, em abril de 2006 na cidade de Quatro Barras. Após seis anos de prisão, mãe e filho foram inocentados no dia 14 de março de 2012, no Tribunal do Júri em Curitiba.
 
Durante o julgamento, o advogado que defendeu os réus, apontou vários erros no trabalho da polícia. “Esse foi um caso de preconceito dos organismos policiais. Um erro que causou anos de prisão para estas duas pessoas. Os danos serão irreparáveis”, disse Claudio Dalledone Júnior. Ele diz que o crime pode ter sido cometido por ciganos, mas afiram que acusaram as pessoas erradas.
 
O próprio promotor, Marcelo Balzer, pediu a absolvição por falta de provas. A família e Giovanna também não acreditava. Os pais da garotinha nem compareceram ao último dia de julgamento. Por volta das 22h, o conselho de sentença se reuniu e inocentou mãe e filho. Durante os três dias de julgamento mais de 15 pessoas foram ouvidas.
 
Por Sandra Domingues, com informações do Gazeta do Povo e Paraná Online

A pequena Giovanna dos Reis Costa, de 9 anos, que estava desaparecida desde 10 de abril de 2006, foi encontrada dois dias depois do seu desaparecimento, despida e dentro de um saco, na cidade de Quatro Barras, no Paraná. A criança foi vítima de estupro e morte por asfixia.

De acordo com a investigação, apontava que a pequena Giovana dos Reis Costa foi morta pelo vendedor autônomo Pero Petrovitch Theodoro Vich, pela companheira dele, a adolescente de 17 anos e pelo sogro, o vendedor autônomo Renato Michel. A mentora seria a cigana Vera Petrovich, a cartomante Diva, mãe de Pero.
 
A delegada Margareth Motta concluiu que Giovanna dos Reis Costa foi morta em ritual de magia negra praticado pelos ciganos Vera Petrovitch e o filho dela, Pero Theodoro Petrovitch, com auxílio da ex-mulher de Pero, uma jovem, então com 15 anos, e o pai dela, Renato Michel.
Dos quatro acusados do assassinado de Giovanna dos Reis Costa, dois estavam presos. 
 
Próximo de completar seis anos, em 12 de março de 2012, às 9h, os suspeitos do assassinato foram julgados, no Tribunal do Júri em Curitiba.
 
Depois de três dias de julgamento, Vera Pietrovich e o filho Pero, foram absolvidos das acusações de matar a menina Giovanna dos Reis Costa. Após seis anos de prisão, mãe e filho foram inocentados no dia 14 de março de 2012, no Tribunal do Júri em Curitiba.
 
Durante o julgamento, o advogado que defendeu os réus, apontou vários erros no trabalho da polícia. “Esse foi um caso de preconceito dos organismos policiais. Um erro que causou anos de prisão para estas duas pessoas. Os danos serão irreparáveis”, disse Claudio Dalledone Júnior. Ele diz que o crime pode ter sido cometido por ciganos, mas afiram que acusaram as pessoas erradas.
 
O próprio promotor, Marcelo Balzer, pediu a absolvição por falta de provas. A família e Giovanna também não acreditava. Os pais da garotinha nem compareceram ao último dia de julgamento. Por volta das 22h, o conselho de sentença se reuniu e inocentou mãe e filho. Durante os três dias de julgamento mais de 15 pessoas foram ouvidas.
 
Por Sandra Domingues, com informações do Gazeta do Povo e Paraná Online


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Carolina em 14/09/2013 12:38
meu deus!!!quanta crueldade com uma crianca, meus sentimentos aos seus pais.


Lucas Dos Reis Costa em 29/06/2013 13:56
so pra lembra os ciganos sao inocentes


Beatriz em 10/08/2011 17:18
nossa muito triste!


Angelina em 10/08/2011 17:17
Que crueldade, Mais Deus quem é o Juiz saberá muito bem oq fazer com pessoas como essas, e ha´certeza qe a Giovana está ao lado do pai.. Até quando esse tipo de coisa vai acontecer? Justiça..


Lucas Dos Reis Costa em 10/08/2011 16:23
justiça sera feito amor eterno te amo giovana


Deyliane em 11/03/2011 10:32
fiquei transtornada com esse crime,nao sao humanos,sao monstros,direitos humanos para quem e humano,quanta crueldade com uma inocente criança,justiça e muita luz para a pequena giovanna,que seus pais possam ser confortados um dia!!!que jesus os abençoe!!!

Igor Galleti Pinto Jair Henrique Pavaneli Fernando Eidi Yoshida  Pedro Lucas Barreto da Conceição Suzeli Regina Tortello Lopes Tarsila Gusmão Vieira de Melo Victor Emanuel Muanis Priscila Machado Simão Alex Damaceno de Souza Luciene Neves Bruna Giovana De Siqueira Fontoura Bruno Soares e Silva Gerlane Nascimento de Lima Ives Yossiaki Ota William da Silva Castro Alves Daniel Henrique de Souza Rezende Renata Aparecida Leite Luis Renato Menina Ventura Ribeiro Sandra Ribeiro de Jesus Elmiro Martins de Oliveira Neto Dhajyla Daniele Matos Silva
 
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